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Ford promete focar em carros elétricos menores e acessíveis

Por| Editado por Jones Oliveira | 19 de Fevereiro de 2024 às 16h05

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Divulgação/Ford
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A Ford adotou, não faz muito tempo, um posicionamento estratégico para se posicionar como uma marca premium no segmento automotivo, mas, ao que tudo indica, deve “retornar às raízes” em breve e, assim, focar em carros elétricos “menores e acessíveis”.

Jim Farley, CEO da montadora, deu a dica sobre a mudança de rumo durante sua participação na Conferência Automotiva Global da Wolfe Research, que em 2024 foi realizada em Nova York. Segundo o executivo, a meta “é inegociável” para a empresa.

O plano traçado por Farley prevê o lançamento de um carro elétrico menor que os atuais modelos da marca e, principalmente, mais acessível. O executivo deixou claro, porém, que é preciso um plano bem traçado para o carro dar lucro em até 12 meses após seu lançamento, pois, do contrário, “ele não será lançado”.

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“Invasão chinesa” pesou para a Ford

Jim Farley alegou, durante a conferência em Nova York, que a razão de a Ford alterar os planos em relação ao tipo de carro elétrico que lançará no mercado foi a alta demanda dos consumidores, mas deixou escapar um outro motivo: a “invasão chinesa” nesse segmento.

O executivo apresentou números do mercado mexicano em 2023 para afirmar que “o mundo está mudando”. Segundo Farley, 25% dos carros novos vendidos no país vizinho dos Estados Unidos foram provenientes da China.

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Esse ponto, de acordo com Farley, pode levar a Ford a perder entre US$ 5 bi e US$ 5,5 bilhões em vendas de elétricos em 2024. “Se você não conseguir competir de forma justa e honesta com os chineses em todo o mundo, então 20% a 30% de sua receita estará em risco”, analisou.

Para frear a “invasão chinesa”, a Ford pretende trabalhar em duas frentes paralelas: lançar um carro elétrico pequeno e acessível, nos moldes do Dolphin Mini, com preços entre US$ 9 mil e US$ 11 mil (R$ 44,6 mil e R$ 54,5 mil) e, também, desenvolver baterias mais baratas, o que reduziria os custos do EV.

Fonte: Reuters