Qual a diferença entre carro elétrico e movido a hidrogênio?

Qual a diferença entre carro elétrico e movido a hidrogênio?

Por Felipe Ribeiro | Editado por Jones Oliveira | 12 de Setembro de 2021 às 07h30
Divulgação/Toyota

O setor automotivo caminha para a eletrificação total em alguns países e muitos são os questionamentos sobre esses veículos, principalmente em mercados onde isso será bem mais complicado — como aqui no Brasil. Enquanto nós discutimos a viabilidade de ter uma indústria de carros essencialmente elétrica, outros locais já pensam em alternativas igualmente amigáveis ao meio ambiente e tão eficientes quanto. A principal delas: o hidrogênio.

E, acreditem, há uma grande diferença entre carros essencialmente elétricos e aqueles movidos a hidrogênio. Mas qual ou quais são essas diferenças? O Canaltech explica para você.

Um carro a hidrogênio também pode ser elétrico

Um carro elétrico é todo automóvel que, para se locomover, depende da energia de uma bateria, que alimenta seu propulsor movido à eletricidade. Já o carro movido a hidrogênio pode ser encontrado de duas maneiras: os que queimam o material como se fosse gasolina ou etanol, ou aqueles que fazem uso das células de combustível, transformando essa queima do componente químico em energia elétrica.

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Sendo assim, no grau de emissão de poluentes, apenas os carros elétricos e os movidos à célula de combustível podem ser considerados zero emissão, já que o que resultará desse processo (no caso das células) será água. Enquanto o modelo que queima hidrogênio ainda irá agredir o ar um pouco mais.

Como funciona um carro à célula de combustível?

O modelo de carro movido à celula de combustível é o Toyota Mirai, pioneiro nesse tipo de tecnologia quando pensamos em grandes montadoras. Ele é equipado com um motor elétrico, uma bateria, dois tanques de hidrogênio de alta pressão com capacidade máxima de 70 MPa, um conversor elevador de tensão, uma central de comando e a célula de combustível a hidrogênio localizada no centro do assoalho do veículo. É dentro dessa estação que a reação química para colocar o Mirai em movimento ocorre.

O veículo capta o oxigênio da atmosfera por meio de sua entrada de ar frontal e o leva até esta estação, para onde o hidrogênio contido nos dois tanques também é direcionado. Dentro dela, a célula combustível divide o hidrogênio em duas moléculas, gerando uma carga elétrica. Ao mesmo tempo, o oxigênio se une às células de hidrogênio, formando água. A energia elétrica é direcionada ao conversor, que alimenta o motor do Mirai, e a água é expelida pela válvula de escape. O motor também é alimentado diretamente pela bateria, recarregada por energia cinética gerada pela desaceleração e frenagem do automóvel.

Com informações: Toyota, Além da Energia

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