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CEO da Volkswagen ironiza busca por combustíveis sintéticos: “Delírio coletivo”

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Phabrika Photo/Envato/CC
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Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen, mostrou que nem todas as empresas do grupo falam a mesma língua quando o assunto em discussão é o futuro dos carros com motores a combustão.

Enquanto a Porsche e a Audi, marcas pertencentes ao Volkswagen Group, não escondem que pretendem prolongar a vida dos carros movidos a combustão e, para isso, correm no desenvolvimento de combustíveis sintéticos, Schäfer tratou o assunto com desdém.

Em entrevista ao Automotive News Europe, o chefão da Volkswagen pendeu favoravelmente à eletrificação ao afirmar que os motores a combustão “são obsoletos” e que essa busca frenética por combustíveis sintéticos, sem o uso do petróleo, mais parece “delírio coletivo”.

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“Preferimos colocar nosso dinheiro em eletrificação durante os anos finais do motor de combustão do que fazer uma última versão dele que seria proibitivamente cara”, avisou o CEO, descartando focar as energias da montadora em algo que, para ele, não prorrogará a existência dos carros a combustão.

“Até 2035 os motores a combustão acabarão de qualquer maneira. Dissemos que em 2033 teríamos terminado. Até 2030 planejamos que 80% dos nossos veículos vendidos na Europa sejam elétricos a bateria, então por que gastar uma fortuna em tecnologia antiga que realmente não lhe dá algum benefício?”, questionou.

Volkswagen ressalta papel dos motores a combustão

Apesar de descartar investir em combustíveis sintéticos e focar na eletrificação, Schäfer deixou claro que os motores a combustão ainda têm um papel importante a cumprir até o dia em que forem definitivamente aposentados. Principalmente no aspecto financeiro.

“É assim que nós ganharemos o dinheiro que precisamos para a transformação”, admitiu, ressaltando, porém, que não faz parte da estratégia traçada lançar carros completamente novos com motores a combustão, e sim atualizar os que já existem em linha.

“Levaremos esses veículos até 2030.À medida que eliminamos motores a combustão na Europa, não faz mais sentido lançar veículos com motores deste tipo completamente novos”, concluiu.