Empresa de satélites Virgin Orbit deve valer US$ 3,2 bi ao entrar na Bolsa de NY

Empresa de satélites Virgin Orbit deve valer US$ 3,2 bi ao entrar na Bolsa de NY

Por Márcio Padrão | Editado por Patrícia Gnipper | 23 de Agosto de 2021 às 18h40
Reprodução/Instagram @virgin.orbit

A Virgin Orbit está se preparando para vender suas ações ao público. Para isso, a empresa de lançamento de satélites comerciais deverá se fundir com uma companhia de aquisições de propósito especial (SPAC, na sigla em inglês) chamada NextGen para entrar na Nasdaq, uma das Bolsas de Nova York. O acordo avalia a Virgin em cerca de US$ 3,2 bilhões (R$ 17,2 bilhões na cotação atual).

A NextGen é liderada por um ex-sócio do grupo financeiro Goldman & Sachs e deve fornecer até US$ 383 milhões em dinheiro de seus fundos quando a fusão for concluída.

A Virgin Orbit difere-se da Virgin Galactic, outra empresa do bilionário Richard Branson, mas que é dedicada ao turismo espacial, e que foi responsável em julho pelo primeiro voo turístico suborbital da história. Já a Orbit transporta pequenas cargas de satélite para fins diversos, como observação da Terra e comunicações, na órbita baixa da Terra usando uma tecnologia semelhante à da Galactic, mas, em vez de foguetes, usa aviões Boeing modificados para a operação.

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A grande vantagem de se usar aviões é que eles são totalmente reaproveitáveis para novos voos, algo que até poucos anos atrás era impensável na exploração espacial. Os primeiros estágios dos foguetes — aqueles que dão o impulso inicial — caíam no mar e praticamente viravam sucata. Isso mudou quando a SpaceX de Elon Musk entrou na jogada com seus primeiros foguetes reutilizáveis, em 2019. A concorrente Virgin faz o mesmo para voos suborbitais, mas optou pelos Boeings.

A Virgin Orbit realizou sua primeira missão comercial de envios de satélite à atmosfera em junho deste ano. Ela espera ter cerca de US$ 15 milhões (R$ 80,7 milhões) em receita este ano, mas a previsão é de aumentar esse valor para US$ 2,1 bilhões (R$ 11,3 bilhões) até 2026.

A empresa não é a única do ramo espacial que pretende se fundir com outra nos últimos tempos. A sua "irmã" Virgin Galactic fez isso em 2019, e nesta quarta-feira (25) outra companhia rival, a Rocket Lab, começará a ser negociada na Bolsa nesta semana.

Fonte: Techcrunch, CNBC 

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