Ações da Didi despencam 30% em 1 semana; empresa perde metade do valor desde IPO

Ações da Didi despencam 30% em 1 semana; empresa perde metade do valor desde IPO

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 23 de Julho de 2021 às 19h20
Divulgação/Didi Chuxing

A Didi Chuxing, gigante chinesa de transporte de passageiros dona da 99, está realmente em uma má fase. Após realizar sua oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Nova York, no finalzinho de junho, a empresa já perdeu 52% de seu valor de mercado. O fechamento desta sexta-feira (23) deixou o preço de seu papel a US$ 8,06 (R$ 41,94 na conversão direta), bem inferior aos US$ 16,65 (R$ 86,64) de seu primeiro dia de negociação.

O declínio foi particularmente profundo nos últimos dias. Na segunda-feira (19), a ação da Didi abriu a US$ 11,54 (R$ 60,05). Se comparado com o valor desta sexta, a perda foi de 30,1% em apenas cinco dias. Com isso, a avaliação inicial da companhia no começo do mês, de US$ 70 bilhões (R$ 364 bilhões), passou para cerca de US$ 38,8 bilhões (R$ 201 bilhões) atualmente.

Essa foi a segunda pior avaliação de uma Bolsa dos EUA para uma empresa chinesa neste ano — até agora, 37 grupos chineses realizaram IPO em solo ianque, de acordo com a Bloomberg. A campeã nesse sentido foi a RLX, focada em cigarros eletrônicos e com sede em Hong Kong; ela perdeu quase 78% e está sendo negociada hoje a menos de US$ 5 (R$ 26), depois de estrear a US$ 22 (R$ 114,48) em fevereiro e chegar a US$ 30 (R$ 156,11).

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Imagem: Divulgação/Didi

Tanto a Didi quanto a RLX foram prejudicadas principalmente por um motivo: mudanças regulatórias do governo da China. A empresa de transportes ficou impedida de registrar novos usuários no país natal enquanto a Administração do Ciberespaço, órgão que controla a internet chinesa, investiga supostos riscos de privacidade de dados do app da Didi para a população.

Já a RLX foi afetada por uma nova lei para controlar o uso excessivo de cigarros eletrônicos na China, submetendo-os à mesma regulação das fabricantes de tabaco e a monopólio governamental.

Fonte: Business Insider, Bloomberg

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