Didi Global, dona da 99, levanta US$ 4,4 bilhões em estreia na Bolsa de NY

Didi Global, dona da 99, levanta US$ 4,4 bilhões em estreia na Bolsa de NY

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 30 de Junho de 2021 às 16h40
Divulgação/99

Com a venda de 316,8 milhões de ações depositárias americanas a US$ 14 cada, a Didi Global conseguiu US$ 4,4 bilhões em sua oferta pública inicial (IPO) na bolsa de valores de Nova York, nos EUA, nesta quarta-feira (30). Inicialmente, o plano era vender 288 milhões de unidades, mas a fila de interessados levou à decisão de aumentar a quantidade.

Com isso, o valor de mercado da empresa de transporte por aplicativo atinge os US$ 73 bilhões. Quando decidiu lançar seu IPO, a Didi esperava que esse valor fosse de US$ 100 bilhões, mas, em encontros com investidores, optou por baixá-lo — um dos motivos é o fato de seu segmento de atuação estar sujeito a regulação mais rígida no futuro.

O livro de investidores foi fechado na segunda-feira, um dia antes do previsto. Uma opção de lote suplementar pode adicionar 43,2 milhões de ações à operação, caso seja necessário aumentar a oferta. O mercado financeiro norte-americano tem observado intensa movimentação em 2021: até agora, já registra recorde de IPOs.

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Imagem: Divulgação/99

A operação é a maior de uma empresa chinesa na bolsa de valores de Nova York desde que o Alibaba captou US$ 25 bilhões, em 2014. A estreia da Didi no mercado de ações é melhor que as de seus concorrentes, ambas em 2019: a Uber foi avaliada em US$ 69 bilhões e a Lyft, em US$ 24,3 bilhões.

Didi no Brasil

No Brasil, a Didi é dona do app de transporte 99 desde 2018. Com o negócio, a empresa entrou no país. Na China, a companhia foi responsável por tomar o lugar da Uber e forçá-la a vender sua operação local em troca de ações. Atualmente, porém, enfrenta a concorrência da Geely e da SAIC Motor no país asiático.

O CEO da Didi Global é Will Wei Cheng, cofundador da empresa ao lado de Jean Qing Liu, atual presidente da companhia. Seus maiores investidores são o SoftBank, a Uber e a Tencent. No primeiro trimestre de 2021, a empresa informou lucro de US$ 30 milhões. Em 2020, porém, teve prejuízo de US$ 1,6 bilhões e 8% de queda na receita (US$ 21,63 bilhões).

Fonte: Reuters

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