SP-Arte | Maior feira de arte da América Latina inaugura formato 100% digital

Por Fidel Forato | 26 de Agosto de 2020 às 13h39
Divulgação/SP-Arte

Como se (re)inventar durante a pandemia da COVID-19 no mercado das artes e do design, onde o ver, o sentir e o interagir são tão essenciais? Sem aglomerações e sem a presença física, a maior feira de arte da América Latina, a SP-Arte, digitalizou suas operações — incluindo quadros, esculturas, tapeçarias e ateliês de artistas — e inaugura, nesta semana, a primeira edição do SP-Arte Viewing Room.

“O SP-Arte Viewing Room foi pensado como uma plataforma imersiva e democrática, que reúne expositores dos mais variados perfis e obras em diferentes suportes de milhares de artistas; são nomes já reconhecidos no circuito e também artistas jovens, em início de carreira. Ainda adaptamos nossa programação ao ambiente online e traremos importantes atividades para que a arte ocupe a cidade – dessa vez, entrando na casa de todos os nossos visitantes”, explica a diretora e fundadora da SP-Arte, Fernanda Feitosa.

O que está exposto?

Na pandemia, SP-Arte se reinvente e lança versão totalmente virtual (Imagem: Pablo Ravina/Ginsberg/SP-Arte)

De 24 a 30 agosto, estão reunidos de forma online mais de 130 expositores, marcando presença de galerias de arte e design expoentes no mercado tanto nacional quanto internacional. Entre os participantes, de olho nos limites entre as artes, redes sociais e a tecnologia, estão as pinturas de Pablo Ravina, da Ginsberg Galeria, que retrata como as plataformas sociais podem impactar mobilizações sociais. É dele o quadro "Um instante antes 1", com a legenda traduzida: "A revolução não será televisionada, mas está disponível gratuitamente no TikTok".

Maior feira de Arte da América Latina inaugura formato, totalmente, digital (Imagem: Alice Gelli/ Galeria Bianca Boeckel/SP-Arte)

A partir de peças de um computador, mais especificamente do teclado, a fotógrafa Alice Gelli, da Bianca Boeckel Galeria, questiona sentimentos, como as lembranças, durante a predominância dos contatos virtuais. Em uma curiosa associação, a artista dispõe letras que formam a palavra saudade, em um braço, como se ao apertar esses botões, como se faz ao enviar uma mensagem, fosse possível sentir o toque.

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Além desses e de muitos outros, são exibidos: os icônicos neons da artista plástica Carmela Gross, no espaço da Galeria Vermelho; as criações do videoartista Gabriel Massan, que cria imagens e instalações através da manipulação de objetos tridimensionais, na Hoa Tour; e as pinturas de Rafa Silvares, na Verve Galeria, que constrói imagens a partir da justaposição de objetos cotidianos de forma nonsense, como rodinhas de cadeiras de escritório e alhos.

Um efeito colateral dessa nova versão é a democratização do acesso à feira e a possibilidade de pessoas, que por receio ou por distância geográfica, nunca participaram do evento físico e, agora, podem adentrar no universo das artes.

Para acessar a SP-Arte Viewing Room e a agenda de lives com artistas e curadores, clique aqui.

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