TikTok lança sistema de pagamentos na China e entra na guerra dos superapps

Por Rubens Eishima | 19 de Janeiro de 2021 às 12h45
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A ByteDance anunciou o lançamento do Douyin Pay na China, em uma disputa aberta com os líderes de mercado Alipay e WeChat. O aplicativo é a versão local do TikTok e aderiu à tendência dos superapps em meio às polêmicas nos Estados Unidos e China.

A entrada do Douyin/TikTok no segmento não chega a ser uma surpresa, afinal os superapps são uma febre no país asiático. O termo descreve programas que oferecem um leque enorme de serviços, incluindo rede social, compras, pagamentos, transferência de dinheiro e muito mais, funcionando como um ecossistema à parte dos programas instalados no celular.

A novidade chega faltando poucos dias para o feriado do festival da primavera, conhecido no ocidente como Ano Novo Lunar ou Ano Novo Chinês. Na data, muitas pessoas presenteiam parentes e amigos com um envelope vermelho recheado com dinheiro, prática que ganhou um equivalente virtual no aplicativo.

Funcionamento (e logotipo) é similar ao do TikTok (Imagem: reprodução/Douyin)

A nova estratégia na China acontece em meio às incertezas com relação ao TikTok no ocidente, às vésperas da troca de comando na Casa Branca. O presidente Donald Trump é um dos maiores críticos da rede social chinesa, com uma série de decisões e ameaças de banimento que não chegaram a entrar em vigor.

O TikTok por sinal, foi apontado como plataforma de coordenação de um dos fiascos da campanha à reeleição do empresário e influenciador norte-americano, quando um de seus comícios (em plena pandemia da COVID-19) foi sabotado por usuários da rede social. Jovens combinaram pelo app a compra de milhares de ingressos do evento sem a intenção de comparecer, resultando em um evento com público bastante reduzido.

China

Outro contexto importante para o lançamento do Douyin Pay é o mistério envolvendo o paradeiro do executivo Jack Ma. O bilionário fundador do Alibaba e Alipay não comparece a eventos públicos há meses, após o fracasso da oferta pública de ações (IPO) do grupo Ant, fintech da empresa considerada a startup mais valiosa do mundo.

Pouco antes do início das vendas das ações do grupo, o empresário chinês fez um comentário que no ocidente seria normal, mas na China tem o potencial de repercutir negativamente: criticar o sistema regulatório e financeiro do país.

A crítica gerou uma reação nas autoridades chinesas, que passaram a escrutinar os serviços de empréstimo e a gestão de patrimônio do Alipay. Paralelamente a isso, o aplicativo teve o banimento decretado pelo presidente norte-americano Donald Trump, mas ainda não se sabe se a decisão será colocada em prática por seu sucessor, Joe Biden.

Fonte: TechCrunch

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