TikTok coletou dados de Android proibidos pelo Google, diz jornal

Por Ramon de Souza | 11 de Agosto de 2020 às 21h15
China Stringer Network/Reuters
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Como se ele já não estivesse rodeado de problemas o suficiente, o aplicativo chinês TikTok acaba de se envolver em uma nova polêmica. De acordo com uma investigação do The Wall Street Journal, a rede social esteve coletando, durante pelo menos 15 meses, um dado pessoal cujo rastreio é proibido pelas normas da loja Google Play — porém, seus desenvolvedores teriam se aproveitado de uma brecha para transpor essa proibição.

A informação em questão é o endereço MAC do smartphone do usuário, que é um código identificador único atribuído a qualquer dispositivo móvel que possua uma interface de rede para se conectar à web. Diferente de um endereço IP, um identificador MAC não pode ser mascarado ou alterado, o que lhe torna o parâmetro perfeito para que um app continue rastreando um determinado usuário.

A coleta, ao que tudo indica, foi encerrada em novembro de 2019, mas o Google proíbe esse tipo de rastreio desde 2015. A ByteDance, desenvolvedora do TikTok, teria encontrado uma forma de burlar a proibição ao usar ofuscação de código (ou seja, disfarçar trechos de sua programação para que tais comandos não fossem facilmente detectáveis).

Ao Business Insider, o Google se limitou a dizer que “está investigando essas acusações”. Já o TikTok apenas afirmou que “a atual versão do aplicativo não coleta endereços MAC” — o que, por si só, confirma que o software realizava tal monitoramento no passado e possivelmente ainda armazena tais informações em seus servidores.

Fonte: Business Insider

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