Bill Gates opina sobre compra do TikTok pela Microsoft: “cálice envenenado”

Por Alberto Rocha | 09 de Agosto de 2020 às 21h30
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Embora esteja afastado desde março do conselho de diretores da Microsoft, Bill Gates, cofundador e atual consultor de tecnologia da companhia, não deixa de estar atento às recentes notícias de que a gigante de Redmond estaria interessada em comprar o TikTok. A rede social, pertencente à chinesa ByteDance, está na mira do presidente Donald Trump sob a acusação de espionagem dos usuários e tem como alternativa para não banida de vez dos Estados Unidos, alienar a sua divisão americana para uma empresa norte-americana.

Em entrevista recente à Wired, o bilionário não vê a negociação com bons olhos e afirma que a possível aquisição será um "cálice de veneno" para a Microsoft, por mais que ter um concorrente a altura do Facebook seja algo positivo para os negócios da empresa. Ao ser indagado sobre o que acha das atitudes do governo norte-americano, Gates deu a seguinte declaração:

"Concordo que o princípio segundo o qual isso está ocorrendo é um pouco estranho. A coisa questão de [Trump exigir um] corte, isso é duplamente estranho. De qualquer forma, a Microsoft terá que lidar com tudo isso", completa.

O magnata observa também que o mercado de redes sociais “não é um jogo simples”, já que a companhia que ajudou a construir terá que lidar com um novo nível de moderação de conteúdo. Vale ressaltar que, em 2016, a Microsoft adquiriu o LinkedIn pela quantia de US$ 26,2 bilhões, sendo até então a maior aquisição da história da empresa.

Proíbido nos EUA, TikTok foi o aplicativo mais baixado do mundo em julho (Imagem: Reprodução)

TikTok ameaça processar governo Trump

Com a ordem executiva do presidente Donald Trump, assinada na última quinta-feira (6), que proíbe empresas e indivíduos dos EUA de fazer negócios com a chinesa ByteDance até setembro, no dia seguinte o TikTok se pronunciou oficialmente sobre o caso, alegando que o governo norte-americano desrespeitou a lei e que fará o possível legalmente para barrar o veto ao aplicativo.

"Buscaremos todos os recursos disponíveis a fim de garantir que o estado de direito não seja descartado e que nossa empresa e nossos usuários sejam tratados de maneira justa - se não pela Administração, pelos tribunais dos EUA", afirmou a empresa.

A empresa diz ainda que "ordem executiva corre o risco de minar a confiança das empresas globais no comprometimento dos Estados Unidos com o Estado de direito, que serviu como um ímã para investimentos e estimulou décadas de crescimento econômico americano". Lembrando que o TikTok atualmente possui cerca de 80 milhões de usuários ativos somente nos EUA e lucra através de anúncios pagos dentro do app.

Fonte: WiredBusiness Insider

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