Recursos conectados e mais: quais as vantagens de fazer parte de um ecossistema?
Por André Lourenti Magalhães • Editado por Bruno De Blasi |

A ideia de ecossistema de produtos está cada vez mais difundida na hora de comprar um novo aparelho. A escolha por um celular, tablet, fone ou computador não envolve apenas as especificações de cada item, mas a conectividade com outros aparelhos da mesma fabricante.
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A seguir, o Canaltech explica as vantagens de fazer parte de um ecossistema e se os recursos valem a pena na hora de investir nos produtos da mesma fabricante:
- O que é um ecossistema de produtos?
- Quais os principais recursos de cada marca?
- Vale a pena investir num ecossistema?
- Google e iCloud são ecossistemas?
O que é um ecossistema de produtos?
No ramo da tecnologia, um ecossistema é um conjunto de produtos da mesma fabricante com experiências integradas.
Os aparelhos “conversam” entre si e permitem continuar tarefas, transferir arquivos, compartilhar internet, e por aí vai — essas funções são exclusivas para essa estrutura conectada e não funcionam com produtos de outras marcas.
O Diretor de Operações da escola PM3, Raphael Farinazzo, explica que a maior vantagem de uma rede integrada de produtos é fazer tarefas com menos esforço. “Permanecer no mesmo ecossistema reduz tempo de configurações, improvisos e outras pequenas decisões que cansam ao longo do dia”, comenta.
Além disso, outro fator importante é o aprendizado rápido, visto que diferentes produtos podem ter experiências parecidas de uso.
“Depois que você entende como um produto funciona, os outros do mesmo ecossistema seguem a mesma lógica. Isso porque os princípios de Design são os mesmos, o que diminui o esforço para aprender e se adaptar, tornando a experiência mais previsível”, explica Raphael Farinazzo, da PM3.
Quais os principais recursos de cada marca?
Existem diversos exemplos de conectividade entre dispositivos, mas três marcas se destacam no mercado: Apple, Samsung e Google. Veja os recursos presentes em cada um deles:
Apple
A Apple é o nome mais popular no mercado quando o assunto é ecossistema. A empresa já adota uma experiência interligada há anos entre dispositivos, incluindo Macs, iPhones, iPads, AirPods e Apple Watches.
Como os sistemas operacionais da Maçã são limitados apenas aos produtos da empresa, isso se torna um fator convincente para que as pessoas adotem uma experiência integrada. Alguns recursos incluem:
- Controle de fones entre dispositivos;
- AirDrop entre aparelhos;
- Opção de abrir a tela do iPhone no Mac para controlar apps e mensagens (iPhone Mirroring);
- Área de transferência universal entre aparelhos para copiar e colar conteúdos;
- Possibilidade de usar o iPhone como webcam.
Samsung
A Samsung demorou mais do que a Apple para consolidar um ecossistema, mas conta com um leque extenso de produtos integrados e uma alternativa para quem procura experiências com Windows e Android. Além disso, a linha de eletrodomésticos da empresa pode ser facilmente conectada para montar uma casa inteligente.
Alguns dos recursos incluem:
- Controle do fone de ouvido entre dispositivos;
- Possibilidade de abrir a mesma tela do app do celular no tablet (e vice-versa);
- Compartilhamento de teclado entre tablet e celular;
- Integração de dispositivos de casa inteligente pelo app SmartThings.
O Google também tem um ecossistema próprio entre celulares, tablets, relógios e chromebooks. No entanto, muitos dos produtos da Gigante de Mountain View não são vendidos oficialmente no Brasil, o que dificulta manter um conjunto por aqui.
Os recursos de integração incluem:
- Opção para atender ligações do celular em outro dispositivo;
- Compartilhamento de internet do celular para outros aparelhos.
Vale a pena investir num ecossistema?
Depende de uma série de fatores. Um ecossistema traz uma experiência mais prática e fluida entre dispositivos, sem a necessidade de verificar processos entre celular, tablet e computador. Além disso, se torna uma decisão de compra mais simples para quem já está acostumado com uma marca específica.
A primeira desvantagem é o preço, visto que o catálogo de produtos é limitado a cada fabricante — comprar o aparelho de uma marca diferente pode limitar a conectividade, mas também pesa menos no bolso em alguns casos.
Além disso, entrar no ecossistema cria uma certa dependência, visto que todos os dados e apps são concentrados nas mesmas plataformas. Ainda que muitos dados possam ser transferidos, Raphael Farinazzo, da PM3, explica que ainda existe um impacto no modo de uso geral.
“O ponto é que essa migração ainda é superficial. Ela transfere dados, mas não transfere a experiência: hábitos, automações, integrações e dependências mais profundas do ecossistema. É aí que a dependência continua existindo”, destaca.
Google Workspace e iCloud são ecossistemas?
Ainda existe uma discussão sobre plataformas de nuvem, como iCloud, a conta Google (ou o Google Workspace em geral) e serviços da Microsoft.
Os serviços não são atrelados a aparelhos específicos, mas garantem uma experiência integrada de apps da mesma conta em diferentes plataformas. De certa forma, funcionam como ecossistemas pelos recursos conectados.
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