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Nova tecnologia do Google pode acabar com apps alternativos do YouTube

Por| 10 de Novembro de 2023 às 16h22

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CardMapr.nl/Unsplash
CardMapr.nl/Unsplash
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Uma atualização do YouTube pode acabr comum número considerável de apps alternativos usados para consumir conteúdo do site de vídeos do Google. A mudança envolve uma API experimental chamada Android WebView Media Integrity, que deve começar a ser testada em 2024 e é capaz de bloquear o acesso aos vídeos por aplicativos e dispositivos modificados.

Fim dos clientes alternativos do YouTube?

Em vez de usar o app padrão disponível na Play Store, muita gente recorre a alternativas de terceiros instaladas por fora da loja do Android para consumir vídeos do YouTube.

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Nomes como TubeMate, SkyTube e YouTube ReVanced oferecem uma experiência diferenciada, com novas opções de personalização do app, recursos extras e, o mais importante, sem qualquer tipo de anúncio. O ReVanced, aliás, é uma nova versão do Vanced, app de bastante sucesso banido pelo Google em 2022.

Segundo o Android Police, o Android WebView Media Integrity seria uma espécie de “herdeiro espiritual” de uma ferramenta testada pelo Google até o início deste mês chamada “Web Environment Integrity API”.

A documentação da API liberada pelo Google não explicava todos os detalhes sobre seu funcionamento, mas tudo indicava que ela permitiria que sites verificassem se um dispositivo foi modificado. Isso daria às páginas, por exemplo, a possibilidade de saber se um celular foi rooteado (sofreu destrava).

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Apesar de sepultada a API em si, sua ideia original parece ter sobrevivido na Android WebView Media Integrity. De acordo com o Ars Technica, uma publicação no Blog de Desenvolvedores do Android sugere que ela permitiria replicar a mesma função (de verificar a “integridade de um dispositivo”) a recursos de mídia no Android.

E o que isso significa na prática?

Traduzindo tudo: se o Google aplicar a nova API no YouTube, o site de vídeos poderia verificar se um aplicativo que reproduz o conteúdo sofreu alguma modificação e, em caso positivo, bloquear seu acesso ao conteúdo.

Cabe apontar que alguns apps alternativos do YouTube são navegadores modificados que acessam a WebView da plataforma para retransmitir o vídeo a partir de lá, sem anúncios ou com recursos extras de customização. Com a nova API de integridade, esse esquema poderia ser todo comprometido.

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O Google até cita isso como exemplo, aliás: “provedores de mídia incorporados seriam capazes de verificar se sua mídia é reproduzida em um ambiente seguro e confiável”

Apesar desse movimento, alguns apps de terceiros já funcionam como versões modificadas do próprio YouTube, o que os deixaria “acima do radar” do Google mesmo com a nova API em operação.

Além disso, o Google destaca que bloquear o acesso de atores mal intencionados ao WebView via API de integridade também ajuda evitar que campos falsos sejam posicionados em apps de banco para roubar seus dados, por exemplo.

YouTube x adblockers

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Vale lembrar que o YouTube mantém uma espécie de cruzada contra bloqueadores de anúncios. A empresa fecha o cerco há alguns meses nesse tipo de programa e faz apelos dizendo que o ecossistema econômico, que envolve também o dinheiro pago a criadores, depende disso.

As informações sobre a nova API parecem, de alguma forma, ir ao encontro desses esforços de fechar todas as portas possíveis para aplicativos e extensões que tentam burlar as regras do app — mesmo que muitos adblockers ainda funcionem normalmente.

O Google vai começar a testar a nova API de integridade em 2024 em “provedores de mídia incorporada selecionados”, mas não deu mais detalhes a respeito disso.

Fonte: Android Police, Ars Technica