Netflix reduz a qualidade de vídeo no Brasil para evitar sobrecarga na internet

Por Rubens Eishima | 24 de Março de 2020 às 08h15
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Seguindo medida adotada na Europa, a Netflix comunicou que a redução da qualidade de transmissão de vídeo implementada no continente também será aplicada ao Brasil. A informação foi confirmada pela empresa à reportagem do Canaltech, e passou a valer na noite desta segunda-feira (23).

Assim como na Europa, onde, além da Netflix, empresas como YouTube, Amazon e Facebook também adotaram a medida, o serviço de streaming informou que a resolução de imagem (FullHD/1080p, 4K/2160p etc.) não será reduzida, mas sim a taxa de dados – também conhecido pelo termo em inglês “bitrate”.

“Se você estiver particularmente sintonizado com uma qualidade de vídeo específica, poderá notar uma ligeira diminuição na qualidade em cada resolução. Mas você ainda receberá a qualidade de vídeo pela qual pagou”, escreveu Ken Florance, Vice-presidente de Entrega de Conteúdo, no blog da empresa.

A redução do tráfego estimada pela empresa é de 25% e a medida será válida inicialmente por 30 dias para todos os assinantes em território brasileiro, independentemente da conexão utilizada. Em resposta ao Canaltech, a assessoria de imprensa da empresa destacou que a medida não terá impacto na experiência do usuário.

Em publicação no blog oficial da empresa ao anunciar a medida na Europa, a Netflix já tinha deixado em aberto a possibilidade de implementar a solução em outros países, de acordo com a demanda, solicitação dos governos locais ou operadores de telecomunicações.

Brasil

Além da Netflix, a Globo já tinha anunciado que iria reduzir a qualidade dos vídeos transmitidos pelos seus serviços de streaming. A medida vale para o Globoplay, Globoesporte.com, GShow e Globosat Play. No caso da empresa brasileira, as qualidades de vídeo mais altas nas resoluções Full HD e 4K foram desativadas, e a empresa citou ainda a queda do bitrate na resolução FullHD de 5,8 mbps (megabits por segundo) para 2,8 mbps, com uma economia de dados de 52%.

A companhia acredita que apenas usuários e assinantes em telas maiores — “a partir de 65 polegadas” — serão capazes de notar a diferença na qualidade de vídeo.

Fonte: Netflix

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