Netflix e Amazon reduzem qualidade de vídeo na Europa para poupar internet

Por Rubens Eishima | 20 de Março de 2020 às 12h30
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Após um pedido público do comissário europeu para o mercado interno, a Netflix e a Amazon concordaram em reduzir a qualidade das transmissões de vídeo no continente, para diminuir o volume de dados trafegados nas redes de telecomunicações do continente.

Thierry Breton convocou em sua conta pessoal no Twitter as empresas de vídeo a adotarem medidas para poupar as redes de dados, e pediu “para garantir a todos o acesso à internet, vamos mudar para resolução normal quando não é necessário usar HD”:

Nesta sexta-feira (20), a Amazon anunciou que irá reduzir a taxa de dados das transmissões de seu serviço de streaming, Prime Video, com o objetivo de evitar congestionamento nas redes de telecomunicações, "apoiamos a necessidade de um gerenciamento cuidadoso dos serviços de telecomunicações para que eles lidem com o aumento na demanda da internet, com muitas pessoas em casa o dia toto devido a COVID-19", declarou a empresa.

A medida segue uma iniciativa semelhante do Netflix, que anunciou que fará uma redução da qualidade de transmissão de vídeo por 30 dias: “Estimamos que isto reduzirá o tráfego da Netflix em redes europeias em cerca de 25%, garantindo uma boa qualidade de serviço aos nossos membros”, declarou um porta-voz da empresa na Europa.

As medidas adotadas pelas empresas na Europa não se aplicam ao Brasil, pelo menos neste momento.

Dados da Sandvine do final de 2019 apontam que na região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA), os dois serviços estão entre os maiores consumidores de dados de download, com 13,8% para o Netflix e 11,8% para o YouTube, o serviço Prime da Amazon ocupa o quinto lugar, com 4,2% da banda de dados. Outro serviço de streaming de vídeos, o Twitch (outra propriedade da Amazon, mas voltada para jogos) consome 3% e ocupa a décima posição.

Streaming é responsável por mais de 10% do tráfego na internet (imagem: Sandvine)

Nas Américas, o cenário muda um pouco, mas tanto o Netflix, com 12,87% na terceira posição, quanto o Youtube, com 6,4% na quarta posição, estão no top 4 maiores consumidores de banda de downstream (que chega ao usuário final).

Fonte: Guardian

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