LibreOffice vs OnlyOffice: qual alternativa ao Microsoft Office é melhor?

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 25 de Abril de 2021 às 10h00
Igor Almenara/Canaltech

Os programas do Microsoft Office conquistaram o carinho e o conhecimento de todos pelo seu longo tempo de estrada e sua presença nas várias edições do Windows. Entretanto, o software pago não está ao alcance de todos — apesar de o modelo de assinatura ter minimizado o custo de entrada. Editar textos, planilhas e apresentações ainda são uma necessidade, mas qual adotar na falta dos serviços da Gigante de Redmond?

Da imensa variedade que há pela internet, o Canaltech reuniu duas alternativas populares para fazer um comparativo e ajudar você a escolher qual atende melhor às suas necessidades: o OnlyOffice e o LibreOffice, duas opções gratuitas que contam com recursos avançados de produtividade.

OnlyOffice: um canivete suíço

Começando pelo mais acessível da dupla, o OnlyOffice é a alternativa ideal para quem quer algo prático: conhecer, produzir e entregar. No desktop, sua solução gratuita tem a cara do Google Docs, mas tem a vantagem de funcionar numa solução um pouco mais robusta e livre do navegador.

Assim como o editor do Google e o Office, o OnlyOffice está disponível para Windows, Linux, MacOS, Android e iOS, sempre com uma interface de fácil entendimento. Ele adota as mesmas cores que os programas da Microsoft, com abas com os mesmos títulos e organização semelhante, embora simplificadas em botões maiores e menos funções que softwares mais robustos.

(Imagem: Reprodução/OnlyOffice)

Adicione isso à navegação em guias, um editor de planilhas completo e que atende as necessidades gerais, mais um editor de apresentações em slide que cumpre seu papel, e você tem uma ferramenta que é útil para quem precisa de alternativas ao Office. Sem deixar a desejar nos recursos offline, mas carente do polimento e serviços em nuvem da Microsoft, logicamente.

Os formatos de arquivos da Microsoft são compatíveis em todos os softwares do OnlyOffice, o que o torna uma solução interessante para a colaboração entre colegas sobre um mesmo documento. Outros extras, como o suporte a plugins, integração com o Google Tradutor, criação de macros, criptografia e geração de assinaturas, podem ser interessantes para atender necessidades mais específicas.

(Imagem: Igor Almenara/Canaltech)

Um extra para empresas

O OnlyOffice Workspace, por sua vez, é uma alternativa para outros serviços da Microsoft, como o chat entre equipes, e-mail, criação de grupos e compartilhamento de documentos. É possível experimentar o serviço gratuitamente por um período, entretanto passado esse tempo, é necessário informar quantos usuários serão para determinar o valor mensal.

O custo mensal dos planos varia entre US$ 9 (para até dois usuários) e US$ 200 (para até 50 usuários), acima desse valor e quantidade de participantes, o OnlyOffice oferece um campo dedicado para contato e negociação de um projeto personalizado. São ferramentas interessantes que, nas mãos dos gerentes de TI de uma empresa, podem se mostrar úteis. Além disso, dispensa a necessidade de produtos da Microsoft em outros segmentos do ecossistema.

LibreOffice: a caixa de ferramentas

Do outro lado da moeda está o LibreOffice. O conjunto de softwares é conhecido por atender praticamente todas as necessidades de quem está saindo do pacote Office para uma solução gratuita e igualmente robusta.

(Imagem: Reprodução/LibreOffice)

Compõem o conjunto de softwares incluídos no download: LibreOffice Calc, para edição de planilhas; LibreOffice Impress (apresentações em slides); LibreOffice Draw( elementos gráficos e desenhos profissionais); o LibreOffice Math (edição de fórmulas matemáticas); o LibreOffice Base (gerenciamento de banco de dados) e Writer (editor de texto).

(Imagem: Igor Almenara/Canaltech)

Visualmente, quase não há defeitos. Ele pode ser personalizado de acordo com a preferência do usuário e se adapta bem ao padrão de cores do Windows. Na edição de texto, ele apresenta uma barra de ferramentas significativamente mais robusta que o OnlyOffice.

Por outro lado, a adaptação pode levar mais tempo. A distribuição de botões e diferenças nos ícones pode despertar certa estranheza, mas nada que um bom tempo de uso não resolva. Além disso, se algo faltar, há o suporte para extensões que complementam a experiência com ferramentas externas; se mesmo assim você sente falta de alguma coisa — mas souber programar ou pesquisar —, o LibreOffice é um software aberto e pode ser modificado e redistribuído.

LibreOffice Writer, o editor de texto do pacote. (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)

Diferente do OnlyOffice, o LibreOffice não atende todas as demandas de um escritório com seus produtos. O acesso gratuito se dá apenas para softwares de edição — nada mais. Com isso, estão de fora ferramentas de produtividade, agendas, chats e e-mail, como o concorrente gratuito e o ecossistema da Microsoft.

Ainda assim, para quem precisa de ferramentas de edição offline, essa parece ser a melhor opção para órfãos do Microsoft Word e seus pares. A quantidade de recursos e aplicações é tão variada quanto e pode apresentar resultados refinados, além de oferecer compatibilidade com o formato de arquivo dos programas da Microsoft.

Aqui, o suporte a longo prazo e a colaboração da comunidade podem ser valiosas. Se estiver com dúvidas ou algum impasse com o LibreOffice, existe um leque de opções que podem ajudar, como consultas diretas com a comunidade através de fóruns, Wiki dedicada aos tópicos mais pesquisados, documentação robusta e uma plataforma exclusiva para desenvolvedores interessados em retrabalhar os códigos originais.

Qual escolher?

Em termos de praticidade, a resposta é clara: o OnlyOffice é a alternativa mais fácil de pegar e usar. Não demora para baixar e a interface o caracteriza como um ambiente familiar, se adaptar a ele é uma questão de horas — e um pouquinho de pesquisa.

Ainda assim, o uso avançado pode revelar suas deficiências. O OnlyOffice atende as demandas básicas para edição, criar rascunhos ou até criar documentos completos, sem perfumaria. Se este for o seu caso, ele é uma opção interessante.

Contudo, se seu plano é migrar entre os softwares pagos da Microsoft para uma solução gratuita e poderosa, o LibreOffice seria o candidato perfeito. Depois de entrar lá, resta só se adaptar à interface, pois os conhecimentos e a experiência obtidos com o Word quase são aproveitados por completo.

No fim, recai à sua necessidade e tempo para aprendizado. Ambas atendem propósitos distintos e, de acordo com o que procura e quanto tempo pretende utilizar, um irá se sobrepor sobre o outro. A gratuidade te dá tempo para experimentar e, se não agradar, migrar mais uma vez — e, nesse caso, a sugestão é começar pelo OnlyOffice.

Assim que escolher, parta para o download. É possível fazer o download direto dos pacotes a partir da página oficial do LibreOffice e OnlyOffice.

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