Android se defende contra multa da UE: “nosso modelo é aberto e flexível”

Por Jessica Pinheiro | 18 de Julho de 2018 às 13h38
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Ainda que seja considerada uma das plataformas móveis mais utilizadas no mundo, o Android parece estar enfrentando alguns problemas com a Comissão Europeia, de acordo com uma publicação no blog da Google. O comunicado divulgado nesta quarta-feira (18), alega que a organização emitiu uma multa de mais de 4 bilhões de euros contra o sistema operacional da gigante de tecnologia e seu modelo de negócios.

O motivo teria sido o infringir do Android às legislações de antitruste. Margrethe Vestager, chefe da comissão, alega que o popular software da gigante de buscas prejudicou os concorrentes e restringiu a escolha do consumidor, já que a maioria dos smartphones do mercado já vem com o sistema operacional pré-instalado.

De acordo com a Google em uma resposta em seu blog, porém, “A decisão ignora o fato de que os telefones Android competem com os telefones iOS, algo que 89 por cento dos entrevistados da pesquisa de mercado da própria empresa confirmaram”. A gigante de buscas rebate, aqui, que estes usuários também sentem falta de poder escolher outro sistema operacional.

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O principal argumento da companhia é que o seu sistema operacional oferece possibilidades a “milhares de fabricantes de celulares e operadoras de redes móveis que criam e vendem dispositivos Android”. Aliás, não apenas para as empresas, mas também “para milhões de desenvolvedores de aplicativos em todo o mundo que criaram seus negócios com o Android, e bilhões de consumidores que agora podem pagar e usar smartphones Android de última geração”.

A gigente mostra seus números, com pelo menos 1.300 marcas que suportam o sistema, 24.000 diferentes dispositivos de com variados valores, e mais de 1 milhão de aplicativos disponíveis na Play Store. (Imagem: Google)

A flexibilidade, a escolha e a oportunidade, de acordo com a Google, formam o maior trunfo que o Android fornece à população, oferecendo a mais de 24.000 dispositivos de mais de 1.300 marcas diferentes ao redor do mundo a capacidade de executar os mesmos aplicativos, graças a sua simplicidade técnica e o seu código aberto. A gigante de tecnologia acrescenta ainda que “nenhum fabricante de celulares é obrigado a assinar essas regras - eles podem usar ou modificar o Android da maneira que quiserem, da mesma forma que a Amazon fez com seus tablets e sticks de TV da Fire”.

Por fim, a companhia também alega que a comissão ignora o fato de como as pessoas possuem maior liberdade e mais facilidade no manuseio de seus próprios smartphones, com milhares de opções ao seu redor e diferentes maneiras de acessar essa gama – algo permitido pela evolução tecnológica da conectividade. Os números também são fortes escudos da Google aqui: a empresa afirma que 94 bilhões de apps foram baixados globalmente em sua loja no ano passado.

O investimento da Google no segmento também é um dos frutos de sua receita, uma vez que as fabricantes utilizam muitos dos aplicativos padrões do Android em seus smartphones para garantir ao consumidor que o “dispositivo funciona” na hora da compra – embora não sejam obrigados a incluir esses softwares na pré-instalação, sendo livres para usar apps de concorrentes se quiserem.

“Nós sempre concordamos que com crescimento vem a responsabilidade. Um ecossistema saudável e próspero como o Android é do interesse de todos e mostramos que estamos dispostos a fazer alterações. Mas estamos preocupados com o fato de que a decisão de hoje venha a perturbar o equilíbrio cuidadoso que atingimos com o Android, e que isso envie um sinal preocupante em favor de sistemas proprietários em plataformas abertas”, acrescenta o representante da empresa na finalização da resposta.

Fonte: Google

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