Android 12 tem requisitos mínimos para flagships revelados pelo Google

Android 12 tem requisitos mínimos para flagships revelados pelo Google

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 14 de Outubro de 2021 às 17h58
Igor Almenara/Canaltech

No começo de outubro, o Android 12 foi lançado em sua versão mais pura, destinada a desenvolvedores interessados em construir soluções próprias. A primeira aparição do sistema operacional já aconteceu em ROMs alternativas, e nenhuma fabricante sequer lançou uma personalização do mais recente Sistema do Robozinho. Agora, para dar mais um passo nessa direção, nesta quinta (14) o Google oficializou as definições de compatibilidade do Android 12 (CDD, na sigla em inglês).

O documento é uma peça fundamental no ecossistema Android, já que é nele que o Google dita as regras de como as fabricantes devem construir seus aparelhos para rodar o Android 12. Por exemplo: são definidos os requisitos mínimos para um smartphone aguentar o novo sistema operacional — mas não para por aí, já que a papelada determina detalhes para garantir um ecossistema Android saudável.

Celulares Android precisam atender aos requerimentos para rodar o novo sistema — e essas exigências são definidas no CDD (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)

A documentação proporciona, também, uma segmentação de categorias de dispositivos. Se um celular Android mais baratinho não atinge certos critérios nas especificações, ele é colocado para fora de uma classe especial, e isso ajuda a aplicativos identificarem quando devem optar por desligar automaticamente recursos especiais mais pesados. Esse aspecto do documento se chama “classe de performance”.

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Nesta versão do Android, o Google opta por um modelo mais flexível. A partir de agora, dispositivos podem transitar de uma versão para outra sem mudar de classe, se suas especificações forem suficientes. Porém, se os requerimentos se tornarem mais exigentes, o aparelho pode cair de categoria. A classe de performance de número 12, por exemplo, para aparelhos de ponta, requer que um dispositivo tenha:

  • 6 GB de RAM;
  • Tela FullHD (1080p) com mais de 400 dpi de densidade;
  • Memória interna com 120 MB/s de escrita sequencial; 250 MB/s de leitura sequencial;
  • Câmera traseira de 12 MP compatível com gravação 4K/30 fps e um sensor frontal de 4 MP com gravação FullHD.

No que isso importa para o consumidor?

As especificações de um celular não são escolhidas aleatoriamente: além de considerar as tendências do mercado, as companhias também precisam projetar dispositivos conforme as demandas do Android, já que é ele o sistema operacional presente.

Se um modelo é montado com especificações muito abaixo das exigências, o sistema não rodará bem e, por consequência, o consumidor pode ter uma experiência ruim. Isso se torna ainda mais importante se lembrado que trocar de SO no celular é um processo bem complicado, então o que vem com o aparelho logo da caixa tende a ser a mesma coisa até ele cair no desuso.

A documentação também é importante para desenvolvedores, já que eles não podem ficar olhando modelo a modelo para construir versões específicas de aplicativos. Ao consultar a documentação, programadores tem uma perspectiva mais geral sobre os dispositivos que circulam com o Android, daí usam essa noção como guia.

Por se tratar de um sistema aberto, a papelada está disponível para qualquer interessado no assunto. Se quiser dar uma olhada no documento, você pode optar pelo PDF do Google ou pela página de suporte do Android Beta.

Fonte: XDA Developers, Google (1, 2)

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