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Review Echo Pop | A nova Alexa “baratinha” da Amazon

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Review Echo Pop | A nova Alexa “baratinha” da Amazon
Review Echo Pop | A nova Alexa “baratinha” da Amazon

Em maio de 2023, a Amazon atualizou a sua linha de smart speakers mais acessíveis e trouxe uma novidade ao mercado global: a Echo Pop. O dispositivo, que inaugura uma nova linha entre os alto-falantes inteligentes da marca, pega o posto que antes pertencia à Echo Dot e chega às lojas como a “Alexa mais barata” da atualidade.

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A Pop, além do custo mais baixo, também se destaca pelo visual diferente dos outros modelos, com a parte frontal plana em vez do padrão de “bolinha”, que ficou popularizado na Echo e Echo Dot desde a geração passada.

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Mas será que o dispositivo faz sentido na prática ou ela fica sem espaço entre os demais aparelhos da linha Echo? Eu já testei vários dispositivos dessa família e, nos últimos dias, usei Echo Pop como meu smart speaker principal para entender se ela é boa mesmo ou se é melhor procurar alternativas. Confira o que achei dela.

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Design e construção

O design da Echo Pop faz dela uma ótima adição à linha de smart speakers da Amazon. Na geração passada, aprendemos a gostar do visual das “bolinhas” da Amazon que se repetiu na Echo Dot de 5ª Geração, então ter um modelo diferente disso é uma boa ideia.

A Echo Pop mantém a traseira arredondada — apesar de não ser tão circular quanto a Dot — mas a parte frontal é toda plana. Dessa forma, o áudio é todo direcionado para frente. Não que isso já não acontecesse na Echo Dot 4 ou até mesmo na Dot 5, mas a percepção de um som em apenas uma direção é bem maior neste formato.

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Ela é basicamente do mesmo tamanho das Echo Dot 4 e 5, com dimensões de 99 mm x 83 mm x 91 mm. O dispositivo também é consideravelmente leve — na verdade o mais leve da linha —, pesando apenas 199 gramas. A Amazon destaca que este valor pode mudar de acordo com a fabricação do aparelho, mas esta é a média.

Configuração e desempenho

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A Echo Pop conta com o mesmo processador da Echo Dot 5, o AZ2 Neural Edge. Na teoria, esse componente promete mais agilidade para executar os comandos e realizar suas atividades e, na prática, tem um bom funcionamento geral.

No dia-a-dia, não dá para notar tanta diferença entre a rapidez da Echo Pop e os modelos da geração passada, mas o AZ2 tem, de fato, um desempenho ligeiramente superior, tornando as respostas mais ágeis, principalmente para comandos mais simples, como interações e controles de dispositivos inteligentes.

Em resumo, ela demora cerca de um segundo — ou no máximo dois — para atender a maioria dos pedidos, como pedidos de músicas, controles de aparelhos conectados ou outras interações básicas.

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Somente para casos muito específicos ela pode demorar um pouco mais, como para executar skills, mas não chega a ser um tempo muito longo (talvez não mais do que uns 3 ou 4 segundos). Isso depende, é claro, da skill e dos servidores em que seus dados estão armazenados, então foge um pouco do controle da Echo Pop.

Uso no dia-a-dia

Apesar de ser um modelo mais simples, a Echo Pop funciona, basicamente, como qualquer outro smart speaker da linha Echo no dia-a-dia. Com ela, é possível controlar dispositivos de casa conectada, interagir com a Alexa, tocar músicas, entre outras atividades que a assistente virtual permite, apenas com comandos de voz.

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Por conta do novo processador presente na série recém-lançada, tudo isso pode ser realizado de forma mais ágil, mas isso não é tão diferente da geração passada, de qualquer modo. No geral, quem possui dispositivos de casa inteligente, como lâmpadas, TVs e tomadas, pode controlar tudo de forma bem rápida, apenas acionando a Alexa.

Também é possível definir alarmes, timers e lembretes, assim como ouvir músicas por plataformas de streaming das quais você tenha assinatura, como Amazon Music, Spotify, Deezer ou Apple Music. Dá para ouvir algumas músicas gratuitas do catálogo da Amazon Music, entretanto, mas há algumas limitações.

Uma função interessante presente na Echo Pop que não existia na geração passada é a possibilidade de dispensar alarmes ou pausar/retomar músicas apenas dando um “tapinha” na parte superior do dispositivo. Isso, entretanto, só vale para alarmes e reprodução de música, então não funciona com timers ou lembretes.

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Eu só senti falta de alguns recursos. Ela, por exemplo, não tem sensor de temperatura ou detector de movimentos — presentes na Echo Dot 5 —, então não é possível realizar automações com base nessas informações.

Além disso, os microfones podem falhar um pouco para ouvir o usuário. Não que a Alexa seja “surda”, como acontece em alguns modelos antigos, mas parece ser uma limitação do hardware, mesmo. Isso acontece, principalmente, quando tem alguma música em reprodução. Nesses cenários, parece que o volume da reprodução sobrepõe a voz do usuário — coisa que raramente notei ao testar a Echo Dot 5 ou modelos anteriores.

Conectividade

A Echo Pop conta com conexão Bluetooth Low Energy e Wi-Fi. Dessa forma, ela pode se conectar com dispositivos externos — como caixas de som mais potentes — para a reprodução de músicas, mas também pode ser usada como um alto-falante para seu computador, caso o sistema de áudio nativo não seja tão eficiente.

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A conexão Wi-Fi é de banda dupla, ou seja, conta tanto com a frequência de 2,4 GHz quanto a de 5 GHz. Dessa forma, ela é compatível com roteadores mais recentes e avançados, mas também pode ser pareada normalmente se você tiver uma rede mais antiga.

Um ponto negativo é que, assim como a nova Echo Dot, ela não tem conector P2 para um cabo auxiliar. Dessa forma, se quiser conectá-la a um dispositivo externo, é preciso apelar para o Bluetooth.

Sistema de som

A Echo Pop conta com um alto-falante de 1,95 polegadas com direcionamento de áudio frontal. Na prática, ela entrega um som bastante alto, com um alcance sonoro bem longo. É possível, por exemplo, preencher tranquilamente um ambiente.

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Mas a qualidade sonora é mediana. Em um volume intermediário, ela consegue entregar um áudio bem equilibrado, com possibilidade de equalização pelo app Alexa no celular. No volume máximo, porém, um pouco dessa qualidade é perdida. Os médios e agudos, por exemplo, ficam chiando um pouco, e isso pode afetar a experiência ao ouvir músicas.

Mas, por ser um modelo de entrada, isso é completamente compreensível, afinal, a Echo Pop não é um dispositivo focado na reprodução de músicas.

Concorrentes diretos

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Assim como a Echo Dot, o único concorrente direto da Echo Pop é Google Nest Mini da 2ª Geração. Os dois aparelhos são feitos, basicamente, para o mesmo público alvo: pessoas que querem um smart speaker sem precisar desembolsar tanto.

Para isso, é claro, há alguns cortes de recursos. Tanto o Nest quanto o Pop não possuem sensores muito rebuscados no interior, como os de movimento e temperatura. Mas atendem muito bem para o que se propõe.

O Nest Mini é um pouco mais acessível, principalmente por já estar disponível há mais tempo no mercado. Ele é encontrado entre R$ 200 e R$ 250. Já o Echo Pop custa R$ 331 à vista ou R$ 350 no pagamento parcelado. Por ser uma novidade, ainda não há muita variação de preço.

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Essa diferença no valor pode ser justificada pela qualidade sonora e desempenho. Apesar de pertencerem à mesma categoria, o modelo da Amazon é mais ágil e eficiente no dia-a-dia, além de oferecer uma qualidade sonora superior na prática — falo porque usei bastante ambos nos últimos dias.

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Echo Pop: uma bela porta de entrada para quem quer o seu primeiro smart speaker

Se você está pensando em comprar seu primeiro smart speaker — seja para iniciar no mundo da casa conectada ou simplesmente para ter a Alexa de forma mais prática no dia-a-dia — a Echo Pop é a melhor opção da atualidade.

O aparelho tem um ótimo desempenho para realizar os comandos do usuário e oferece uma qualidade sonora de acordo com o que é esperado para um produto dessa categoria.

Para quem já possui um dispositivo Amazon Echo, porém, o aparelho pode não fazer muito sentido, principalmente se tiver uma Echo Dot de 4ª Geração ou superior. Nela, faltam alguns recursos que já estão presentes na Echo Dot 5, como o sensor de temperatura e o detector de movimento, e, com isso, não faz sentido trocar uma Echo Dot 3 ou Echo Dot 4 por ela.

Também pode fazer sentido se você já tem um dispositivo Echo em um cômodo e quer expandir a Alexa para outros cantos da casa. Nesse caso, ela é uma ótima companheira para uma mesa de cabeceira ou para uma mesa de trabalho, por exemplo.

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