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Por que o Windows ME é considerado o pior Windows de todos os tempos?

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 29 de Julho de 2023 às 16h00

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Reprodução/Microsoft
Reprodução/Microsoft

Dentro da história de erros e acertos da Microsoft, o lançamento do Windows ME ano 2000 é considerado o pior Windows de todos os tempos. O Windows Millenium Edition provocou experiências frustrantes aos seus usuários e, graças a essa série de problemas, teve uma vida relativamente curta em comparação com outras versões do SO.

Entre os motivos que levaram o Windows Millennium a ser considerado um dos maiores equívocos da empresa fundada por Bill Gates estão questões de desempenho e travamentos que eram o resultado de um produto inacabado e colocado às pressas no mercado.

O que foi o Windows ME?

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O Windows Millennium Edition foi uma versão do sistema operacional da Microsoft lançada em 14 de setembro de 2000. O Windows ME foi o sucessor do Windows 98 SE para clientes domésticos e foi o último SO da linha Windows 9x, que rodavam em cima do MS-DOS.

Inicialmente, a Microsoft estudava abandonar a família Windows 9x depois do Windows 98 e desenvolver uma versão do sistema operacional para uso residencial com base na kernel do NT. No entanto, após o abandono do projeto Windows Nepture, em janeiro de 2000, a empresa preparou às pressas o Windows ME enquanto o Windows XP seguia em desenvolvimento e ainda não estava pronto para uso.

O resultado foi um sistema derivado do Windows 98, apenas com algumas ferramentas adicionais. O produto foi divulgado na época como um “centro de entretenimento multimídia” graças à inclusão do Windows Media Player 7 e do — então inédito — Windows Movie Maker.

A recepção do Windows Millennium foi um desastre, como era de se esperar de um produto desenvolvido com rapidez para cumprir prazos e que utilizava uma arquitetura ultrapassada. Imediatamente, os usuários começaram a relatar uma série de problemas com o sistema operacional — principalmente relacionados à instabilidade.

O Windows ME foi tão ruim assim?

A experiência de uso do Windows Millennium Edition era bastante frustrante devido aos problemas generalizados de desempenho. O SO apresentava lentidão e travamentos, com a famigerada “tela azul da morte” aparecendo com mais frequência do que a Microsoft gostaria de admitir.

Uma lembrança que quem usou o Windows ME deve recordar é de precisar apertar e segurar o botão de ligar o PC para reiniciar a máquina “à força” devido ao travamento do sistema operacional. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, às vezes o simples ato de mover o mouse após um período de inatividade era o suficiente para travar o Windows Millennium.

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Foi nesta versão do Windows, aliás, que a Microsoft apresentou para uso doméstico o recurso “Restauração do Sistema” (o que já devia ser um sinal de alerta). No entanto, a função não era eficaz em restaurar o sistema para um estado anterior sem causar mais problemas.

O Windows ME também removeu o modo real em DOS, o que permitia a inicialização mais rápida do sistema operacional, mas tornava o SO menos compatível com softwares mais antigos — especialmente jogos de meados da década de 1990 que ainda eram bastante populares na época.

Para completar, o Windows Millennium não apresentou uma nova versão do Internet Explorer aos usuários ávidos por recursos melhores de navegação na web e utilizava o intermediário IE 5.5. Mais um sinal do atraso de vida que foi o ME na história da Microsoft.

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Windows Millenium teve vida curta (ainda bem)

As críticas ao Windows Millennium Edition se justificavam ainda mais pelo fato de que a Microsoft havia lançado, apenas alguns meses antes, uma versão infinitamente melhor, mas destinada para uso profissional — o Windows 2000.

Esse conjunto de problemas tornou o Windows ME bastante impopular e fez com que muitos usuários evitassem atualizar o sistema até a Microsoft oferecer um produto melhor. E, de fato, foi o que aconteceu com a chegada do Windows XP, lançado em 25 de outubro de 2001 — ou seja, pouco mais de um ano após o lançamento do ME.

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Mesmo com alguns problemas iniciais, o Windows XP representou um paraíso com muitas melhorias em termos de estabilidade, desempenho e recursos quando comparado com o que veio antes. Tendo como base a família NT, o XP apresentava uma interface mais amigável e moderna, ainda que inspirada no Windows 98, e incorporou os recursos multimídia do Windows ME de forma mais estável.

Além disso, o sucessor do Millenium permitiu que clientes corporativos e usuários domésticos passassem a usar o mesmo sistema operacional, ainda que dentro de edições “Home” e “Professional” com alguns recursos diferentes para cada.

O lançamento do Windows XP apenas um ano depois fez com o que ME se tornasse obsoleto em pouco tempo e entrasse para a história como o pior Windows de todos (e, felizmente, só quem viveu sabe).