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Google Glass fracassou porque "moda importa mais que tecnologia" para executivo

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A conferência Google I/O trouxe recordações para os entusiastas da tecnologia. A empresa revelou uma prévia dos seus futuros óculos Android XR, em um movimento que remete ao anúncio do Google Glass original, feito há mais de uma década.

Após o evento, o presidente do ecossistema Android, Sameer Samat, conversou com a imprensa internacional. O executivo afirmou que a principal lição com o antigo projeto foi compreender que a moda dita o sucesso comercial de um produto, acima do apelo tecnológico.

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Esse cenário fica evidente com o sucesso dos óculos inteligentes da Meta em parceria com a Ray-Ban, que somam milhões de unidades vendidas. Para Samat, a sensibilidade estética e a beleza visual são fundamentais, algo que a Samsung ajudou a consolidar no mercado.

Por conta disso, o Google mudou a estratégia e fechou parcerias com marcas famosas do setor óptico, como Warby Parker e Gentle Monster. Os novos dispositivos funcionam com a plataforma Snapdragon AR da Qualcomm e chegam às lojas no segundo semestre deste ano.

O Google Glass estreou em 2013, mas enfrentou forte rejeição. O aparelho funcionava apenas como uma tela secundária diante dos olhos dos usuários e tinha o preço elevado de US$ 1.500. Uma versão corporativa lançada em 2017 teve o mesmo destino.

Agora, a empresa aposta na inteligência artificial Gemini para comandar as funções dos novos vestíveis, em sincronia com o Pixel Watch. Os modelos com telas integradas vão receber uma versão modificada do sistema Android, com previsão de lançamento para o próximo ano.

No Canaltech, já testamos o Meta Ray-Ban Display, e mostramos como os óculos da empresa dona do Facebook corrigiu alguns dos principais erros do Google Glass. Agora, a Gigante de Mountain View também pode fazer o mesmo em seu projeto com a Samsung. 

Fonte: Android Authority