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Meta Ray-Ban Display é o Google Glass que pode dar certo? Nós testamos

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Gabriel Furlan Batista/ Canaltech
Gabriel Furlan Batista/ Canaltech

Há mais de dez anos, mais precisamente em 2013, era apresentado ao mundo o Google Glass — audacioso projeto de óculos inteligentes da gigante de Mountain View que, infelizmente, não vingou. Os motivos foram vários, desde estética até a privacidade. Já em 2025, o Meta Ray-Ban Display chegou para, aparentemente, corrigir esses problemas. 

O Canaltech conseguiu uma unidade dos óculos para testes, em parceria com a USCloser. Eu usei o wearable durante as últimas semanas e, nesse review, conto o que eu gostei, o que não gostei, o que ainda há espaço para melhoras e, é claro, se esse novo produto tem chances de dar certo ou se corre o mesmo risco do Google Glass. 

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Visual de óculos, mas nada discreto

Um dos principais problemas do projeto do Google era o design: apesar de ter a estrutura de óculos, ele não era nem de longe um acessório bonito de ser usado no rosto.

A proposta era boa, ele permitir filmar com uma câmera de 720p, e tinha uma mini tela que só o usuário conseguia ver. Mas não parecia com um óculos que usamos no dia-a-dia. 

Isso, naturalmente, já impedia de usá-lo o dia inteiro, e em qualquer lugar. E o Ray-Ban Display da Meta corrigiu esse problema. Não com uma maestria indiscutível — afinal, ele ainda tem aros bem avantajados, e é relativamente pesado — mas já pode ser usado em público sem que o usuário corra o risco de parecer ter saído de um filme de ficção científica. 

Dependendo do formato do rosto, ele pode combinar mais com algumas pessoas do que com outras, mas ele já é bem mais “usável” do que o Google Glass. 

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Outro ponto importante é que a lente pode ser personalizada: você pode comprar desde a opção escura, até modelos com grau. 

Naturalmente, não dá para comprar a lente em qualquer ótica para trocar: você precisa encomendar a opção com o seu grau diretamente com a Meta. Isso porque a tela fica integrada no vidro, do lado de dentro.

Privacidade para o usuário e para terceiros

Outro problema do Google Glass era a privacidade: ele não alertava quando estava filmando algo. Então levantava questões de segurança para terceiros, já que quem o vestisse podia filmar qualquer coisa sem ser notado. 

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O Meta Ray-Ban Diplay tem um LED em um dos lados, que pisca quando uma foto é tirada ou durante toda a gravação de vídeo. 

Já para o usuário, a privacidade é poder ver mensagens no WhatsApp, ler notificações do celular e até navegar no Instagram direto na telinha dos óculos, sem que ninguém consiga ver.

O controle e navegação nessa tela é feita pela Neural Band, uma pulseira que reconhece os gestos dos dedos e da mão com muita precisão para executar comandos como selecionar uma opção na tela, voltar para a inicial ou até navegar no feed de Reels do Instagram.

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O que eu gostei no Meta Ray-Ban Display? 

Aqui, vou falar principalmente dos recursos que o diferem do Meta Ray-Ban comum, os óculos da Meta que já possuem câmeras e podem gravar vídeos em POV.

Caso queira saber mais sobre como é a gravação de vídeo, ou a interação com o Meta AI, eu fiz um texto completo sobre o que os óculos realmente fazem e suas principais funções. 

Mas a tela do Ray-Ban Display trouxe ainda mais funcionalidades aos óculos que já eram muito boas. 

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O que eu gostei bastante foi a integração com apps da Meta, que permite trocar mensagens no WhatsApp ou Messenger e até ver o feed de Reels do Instagram. Tudo com a máxima privacidade possível, já que apenas você consegue ver aquilo. O único problema é que o áudio pode vazar para outras pessoas. 

Quanto aos mensageiros, naturalmente não há um teclado para digitar, mas você pode mandar áudios ou até usar a função para ditar e enviar uma mensagem escrita.

O Meta AI consegue entender bem o que é dito e até escreve com as pontuações necessárias. O único problema é que só funciona em inglês, já que o vestível não foi lançado no Brasil. 

Uma atualização disponibilizada após o lançamento também deu aos óculos a função de Teleprompter, algo incrivelmente útil para jornalistas ou criadores de conteúdo que gravam vídeos com roteiros. 

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O controle pela Neural Band também é um ponto positivo. Ela é precisa e reconhece os gestos com facilidade. Não precisei repetir nenhum comando enquato testei o aparelho, e vale destacar que ela é prática e discreta. Você não precisa levantar a mão nem tocar nos óculos para controlar o óculos por gentos: basta pinçar com o indicador ou o dedo médio e, depois, deslizar o indicador na lateral do polegar. 

Esse controle é tão preciso que ele funcionava perfeitamente até enquanto eu dirigia. Mesmo com a mão no volante, eu poderia fazer os gestos discretamente, que a pulseira entendia tudo corretamente.

Isso foi bem útil para eu ouvir áudios recebidos no WhatsApp e até respondê-los rapidamente, sem precisar pegar o telefone. A tela, por ser discreta, não atrapalhava a minha visão do trânsito. 

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Outro ponto positivo é que o Meta Display recebe atualizações com uma boa frequência, então é possível que mais recursos sejam adicionados. Em algumas das últimas, a empresa incluiu alguns mini-jogos e a função de teleprompter. 

O que ainda precisa melhorar

O principal ponto negativo é a ausência de suporte em português, mas isso é algo que pode ser corrigido por atualização, apesar de não haver nenhuma promessa da Meta. A empresa pode simplesmente ignorar o mercado brasileiro, mas não é algo impossível de acontecer. 

A ausência de suporte oficial no Brasil também leva a um outro problema que a Meta pode corrigir se quiser: há um app de Mapa no óculos. 

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Ele tem como proposta oferecer o trajeto para qualquer lugar, como um Google Maps ou Waze, e até consegue reconhecer locais no Brasil, mas não dá a rota como nos apps de navegação. 

Isso é uma função que já está disponível nos Estados Unidos, e tem potencial para ser o melhor recurso dos óculos se for liberado em mais regiões. 

O que eu não gostei

O principal ponto negativo dos óculos, para mim, é o visual. Apesar de poder ser usado em público e se passar bem por um “óculos comuns”, o Meta Display é muito grande, e não fica bem em muitos rostos. É uma questão de gosto, mas eu ouvi mais pessoas reclamarem do que aceitarem tranquilamente esse visual. 

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Outro ponto é a bateria. Para quem usa pouco, para gravar um ou outro vídeo ao longo do dia e responder algumas mensagens, ele até pode durar um dia inteiro. Mas se você usar muito, a estimativa é bem menor. 

Para um uso moderado, os óculos têm bateria para cerca de 6 horas, enquanto a pulseira dura até 18 horas. 

O Meta Ray-Ban Display pode dar certo? 

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Ao contrário do Google Glass, o Meta Ray-Ban Display tem muita chance para dar certo. Os problemas que eu citei podem ser relevados se comparados aos recursos que ele oferece e as possibilidades de melhorias. 

O óculos tem mais funções úteis do que aparenta, e a integração com o Meta AI torna o uso ainda melhor.

Se você se interessa pelos dispositivos vestíveis da Meta, nã deixe de ler as 6 coisas realmente úteis para fazer com o Oakley Meta, outro par de óculos inteligentes da empresa