Esta pulseira inteligente diz ao seu chefe se você está triste ou feliz

Esta pulseira inteligente diz ao seu chefe se você está triste ou feliz

Por Ramon de Souza | 18 de Janeiro de 2021 às 23h00
Divulgação/MoodBeam

A princípio, a MoodBeam pode parecer uma simples fitness tracker — aquelas pulseiras que rastreiam suas atividades físicas à la Fitbit. Pois bem: o produto, de fato, possui a capacidade de contar quantos passos você dá e como anda a qualidade de seu sono. Mas sua principal função não é a de rastrear a sua saúde física, mas sim a emocional, registrando todos os momentos em que você se sentir triste ou alegre.

Achou bizarro? Pois saiba que o bracelete inteligente é uma invenção da empreendedora Christina Colmer McHugh com foco no uso corporativo. A ideia é que, neste período de isolamento social em que estamos vivendo, os diretores e gestores de empresas consigam identificar colaboradores descontentes, desanimados ou até mesmo com indícios prematuros de doenças psiquiátricas mais sérias, como depressão ou Burnout.

O funcionamento da MoodBeam não poderia ser mais simples. Após conectá-la a um aplicativo para celular via Bluetooth e criar uma conta no serviço, o usuário aperta o botão amarelo sempre que estiver se sentindo feliz ou o azul caso esteja se sentindo triste. O software vai criando um histórico compreensível de suas variações de humor e lhe permite ter uma visão mais clara de como anda a sua saúde emocional.

Imagem: Reprodução/MoodBeam

Nada impede que você compre uma pulseira para uso particular — a unidade, no varejo, sai por 50 libras esterlinas (cerca de R$ 360 na conversão direta e sem taxas). Como citamos anteriormente, porém, o foco aqui é o uso corporativo. E se você acha que funcionários de uma empresa se sentirão intimidados com a ideia, saiba que a MoodBeam já está sendo empregada ao redor do mundo e as reações, até o momento, são positivas.

“Um membro da equipe estava em um lugar desconfortável, lutando com uma enorme carga de trabalho e desiludido com tudo o que estava acontecendo. Não é algo que ele teria sinalizado e não saberíamos sobre isso a menos que tivéssemos visto os dados”, afirma Paddy Burtt, administrador da Brave Mind, uma organização de caridade sediada no Reino Unido. E aí, você toparia?

Fonte: BBC

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