Yamaha promete lançar scooter antiqueda e robô que pilota moto
Por Paulo Amaral • Editado por Jones Oliveira |

A Yamaha será uma das grandes atrações da próxima edição do Japan Mobility Show, marcada para o final deste mês de outubro, em Tóquio. A fabricante de motos tem ao menos duas novidades que prometem agitar o mercado das duas rodas.
- Existe alguma moto que não precisa de habilitação para dirigir?
- Precisa de habilitação para andar de Mobyllette?
A primeira delas é uma scooter desenvolvida para quem tem, digamos assim, um pouquinho de problemas em encontrar seu equilíbrio. Graças ao AMSAS – Advanced Motorcycle Stabilization Assist System (Sistema Avançado de Assistência à Estabilização de Motocicleta, em português) —, o problema com as quedas está resolvido.
De acordo com a marca, a Yamaha Elove permitirá que os condutores mantenham o equilíbrio em baixas velocidades, situações em que a desatenção normalmente é maior e, consequentemente, as quedas acontecem com maior frequência.
O AMSAS utiliza uma unidade de medida inercial de 6 eixos que atua no guidão e na roda dianteira. Desta forma, controla automaticamente a força do motor e mantém a scooter equilibrada, inclusive durante manobras até a parada total do veículo.
A ideia da fabricante é disponibilizar o sistema estabilizador também para motos que já estão no mercado, especialmente para as de 50 cilindradas, sempre com o alerta de que ele funcionará somente em velocidades até 5 km/h, com a intenção clara de auxiliar os que apresentam maiores dificuldades motoras ao entrar e sair do veículo.
Robô que pilota sozinho
Outra atração preparada pela Yamaha para o Japan Mobility Show foi batizada como Motobot. Segundo a fabricante, ele é um robô capaz de pilotar as motos sozinho, sem a interferência humana.
Ainda não foram divulgados mais detalhes a respeito deste segundo projeto, mas a marca assegura que o sistema possui vários atuadores que “realizam operações de pilotagem, são controlados com precisão e podem realizar ações semelhantes às de um piloto humano”.