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Fiat considera tirar sistemas ADAS e limitar velocidade de carros compactos

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Divulgação/Stellantis
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A Fiat considera retirar os recursos ADAS, o sistema avançado de assistência ao motorista, como uma forma de reduzir os preços dos carros. É o que declarou Olivier François, CEO da montadora, em entrevista concedida à britânica Autocar. Sem os sistemas, a marca planeja colocar limites na velocidade máxima dos carros compactos para não comprometer a segurança.

Tudo indica que a estratégia seria pensada para os carros que são usados principalmente no ambiente urbano — e, segundo o executivo, o custo elevado de hardwares como sensores, câmeras e radares elevou o preço médio dos carros pequenos em cerca de 60% nos últimos seis anos.

“Equipar esses carros com sistemas ADAS caros que oferecem pouco benefício real aos motoristas, considerando seu uso predominantemente urbano, aumenta desnecessariamente o preço final pago pelo comprador”, explicou ele. 

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Menor preço dos carros da Fiat

A sigla ADAS (“Advanced Driver-Assistance System”, em inglês) descreve o chamado “sistema avançado de assistência ao motorista”. Estes sistemas contam com câmeras, radares e outros componentes que captam imagens, calculam distâncias e trajetos e monitoram o ambiente ao redor do carro em tempo real, o que ajuda a evitar acidentes e mitigar riscos. 

Para tornar viável a dispensa dessas tecnologias sem comprometer a segurança, a proposta da fabricante italiana é limitar a velocidade máxima dos carros a 117 km/h — o CEO argumenta que os sistemas ADAS foram projetados para oferecer proteção em altas velocidades, ou seja, perdem a relevância prática no tráfego das cidades. O Grande Panda elétrico, por exemplo, já tem velocidade máxima limitada a 132 km/h. Ainda não há previsão para a mudança ser implementada.  

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Fonte: Autocar