Google está muito perto de lançar tradutor de idiomas em tempo real no Android

Por Claudio Yuge | 29 de Janeiro de 2020 às 11h10
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Desde o ano passado, o Google vem apresentando grandes melhorias em seu tradutor de idiomas. Sua inteligência artificial (IA) está cada vez mais poderosa, com o aprendizado de máquina realizando as otimizações nas traduções e a compreensão dos sons de maneira muito precisa. No ano passado, a companhia já havia disponibilizado um Modo Intérprete para smart display, com o dispositivo atuando como um mediador entre duas pessoas falando línguas diferentes. Agora, a gigante de Moutain View vai adiante.

Em uma apresentação nesta terça-feira (28), em São Francisco, a companhia mostrou os avanços de sua IA e uma das frentes foi justamente sobre a conversão de palavras e frases. Uma nova ferramenta permitirá que as pessoas usem seus telefones para transcrever e traduzir uma conversa em tempo real para um idioma que não está sendo falado.

Imagem: Reprodução/CNET

No momento, o recurso está sendo testado em vários idiomas, incluindo espanhol, alemão e francês, e a computação deve acontecer, pelo menos inicialmente, na nuvem do Google, não nos dispositivos. O software será distribuído via app Google Tradutor nos próximos meses, ainda sem, uma data certa.

Avanços na IA

O Google lembrou que, no ano passado, a companhia conseguiu projetar um processador quântico chamado Sycamore, que, em 200 segundos, concluiu uma tarefa que, segundo a empresa, levaria 10 mil anos para ser realizada no supercomputador atualmente mais rápido do mundo.

A companhia citou também um projeto chamado I/O Braid, que permite às pessoas controlar um dispositivo interagindo com um fio. Por exemplo, você pode iniciar, parar e aumentar o volume da música no seu smartphone apertando ou torcendo o cabo de fones de ouvido. Outra iniciativa, oriunda do Google Health, tem como objetivo tentar detectar anemia em pacientes.

Para encerrar, a Gigante das Buscas falou sobre a necessidade de uma regulamentação sobre a IA, especialmente com elementos como os deepfakes e reconhecimento facial. "Não há dúvida de que a inteligência artificial precisa ser regulamentada. É muito importante falar sobre esse assunto. A única questão é como abordá-lo", diz o CEO Sundar Pichai.

Fonte: CNET  

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