CEO da Sharp diz que funcionários devem se esforçar para continuarem empregados

Por Redação | 23.08.2016 às 13:50

O CEO da Sharp, Tai Jeng-wu, alertou aos funcionários nesta semana que um corte de sete mil posições de trabalho está à caminho, como parte da reestruturação da companhia após a compra pela Foxconn. Ao contrário do que acontece com outras companhias, entretanto, as dispensas da vez não devem ser arbitrárias, atingindo setores inteiros, mas sim funcionários que não estejam tendo boas performances.

De acordo com o executivo, isso vale não apenas para o momento de reorganização atual em si, mas para toda a continuidade das operações da Sharp daqui em diante. Para Tai, funcionários que simplesmente fazem o que lhe é pedido para ganharem um salário no final do mês não são mais interessantes, e nesse momento de transição, a fabricante necessita de gente motivada, que esteja disposta a trabalhar ao máximo de suas capacidades para que todos sigam em frente.

Para verificar esse tipo de situação, a companhia está criando um sistema de avaliação de performance que vai observar o rendimento de todos os seus funcionários, desde os níveis inferiores até a gerência. Com o tempo, a ideia é manter apenas os colaboradores que efetivamente se importem com o trabalho que está sendo realizado. O executivo chega até a evitar as palavras “reestruturação” ou “reorganização”, preferindo falar em “otimização de pessoal”.

Após esse processo, Tai explica que o grande foco da Sharp passará a ser em pesquisa e desenvolvimento, uma vez que a Foxconn dará o suporte necessário para fabricação e distribuição de componentes ou produtos. A ideia, de acordo com o CEO, é voltar à vanguarda da tecnologia, principalmente em termos de telas para smartphones, um posto perdido ao longo dos anos devido às flutuações do mercado.

Foram justamente elas que levaram aos atuais problemas da empresa e à compra pela Foxconn. O negócio, finalizado em agosto deste ano, tem um valor estimado em US$ 3,5 bilhões e une uma das principais fornecedoras de displays para iPhones e iPads à fabricante que faz praticamente todo o restante do processo. Entretanto, as marcas continuarão operando independentemente, apesar de agora fazerem parte de um mesmo conglomerado.

Ao mesmo tempo, a Sharp deve tentar cancelar, mesmo que por vias judiciais, negócios feitos durante os períodos problemáticos, como um acordo de licenciamento no valor de US$ 23,7 milhões com a empresa chinesa Hisense para uso de sua marca em produtos nos Estados Unidos. Como a ideia é voltar a ser uma protagonista do mercado, a direção acredita que contratos desse tipo enfraquecem o potencial da marca, que quer novo fôlego agora que está ao lado da Foxconn.

Fonte: ZDNet