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Corrida tecnológica | EUA e China agora estão empatados na implementação do 5G

Por Thaís Augusto | 02 de Abril de 2019 às 19h29
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A disputa pela tecnologia 5G continua acirrada entre Estados Unidos e países asiáticos. Até o ano passado, o país americano estava sofrendo para alcançar China e Coreia do Sul, de acordo com relatório da associação CTIA. Agora, um novo documento divulgado nesta terça-feira (2) diz que os Estados Unidos conseguiram ultrapassar a Coreia e empatam com a China no desenvolvimento da próxima geração de serviços sem fio.

A informação também foi relevada por um relatório da CTIA. Para obter os resultados, a associação considera as medidas tomadas por cada governo, a construção de equipamentos e outros obstáculos envolvidos no processo.

Nos Estados Unidos, as quatro principais operadoras têm planos de entrar na operação de linhas 5G nos próximos meses. A expectativa é que a nova tecnologia consiga alcançar uma velocidade até 100 vezes mais rápida em comparação com o serviço atual, além de abrir portas para o mercado de Internet das Coisas, desde a comunicação autônoma de carros até a assistência médica remota.

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O porta-voz da CTIA, Nick Ludlum, atribuiu o salto dos Estados Unidos a grandes mudanças políticas destinadas a acelerar o progresso em direção ao 5G. Uma delas foi uma proposta controversa aprovada pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) no ano passado que restringe o poder das autoridades locais de regular a instalação de equipamentos de antenas extras para transmitir os sinais de super alta frequência – as chamadas “ondas milimétricas” – nas quais o 5G vai operar. Outros 23 legisladores estaduais também solidificaram medidas semelhantes mesmo sob os protestos de governos municipais.

Tecnologia 5G abrirá as portas para a Internet das Coisas

Ludlum também cita o avanço nos primeiros leilões da FCC sobre o direito de transmitir as ondas milimétricas, que podem transportar mais dados a velocidades mais rápidas, mas a uma distância menor do que os comprimentos de onda mais convencionais.

"No decorrer do ano passado, o que vimos é um número significativo de mudanças de políticas que ajudaram a indústria muito mais do que o esperado na implantação de redes 5G", disse Ludlum. "Mas hoje não é a linha de chegada, e há muito trabalho que tanto o setor quanto os formuladores de políticas precisam fazer”.

Os Estados Unidos lideram o mundo na distribuição de ondas milimétricas e outros tipos de espectros de banda alta – que funcionam bem em áreas urbanas densas – bem como no espectro de banda baixa de longa distância que melhor atende áreas remotas. Mas o país está muito atrás na quantidade de espectro de banda média disponível, uma peça-chave de uma rede 5G robusta com ampla cobertura.

Os especialistas ainda debatem sobre a importância de ganhar a corrida do 5G, mas a CTIA e outras entidades interessadas do setor dizem que o mercado de aplicativos e a economia de compartilhamento possibilitada pelo 4G demonstram a escala potencial de oportunidades de negócios que o 5G trará ao país.

A administração Donald Trump disse que implantar a tecnologia 5G primeiro é uma prioridade nacional, mas o governo dos Estados Unidos voltou mais recentemente seu foco para as implicações de segurança nacional da nova tecnologia. Autoridades de Washington pressionaram aliados para barrar a fabricante chinesa Huawei de construir redes 5G no país por medo de que a empresa possa facilitar a espionagem do governo chinês. Apesar da pressão, a Huawei, que acumulou mais contratos 5G do que qualquer um de seus rivais, negou a suspeita.

Fonte: ADWeek

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