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Anatel deve fechar cerco contra operadoras clandestinas no Rio de Janeiro

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Envato/twenty20photos
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A Agência Nacional de Telecomunicações fará uma reunião com a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, para tratar do combate às operadoras clandestinas de telefonia e internet. O encontro está marcado para o dia 26 de março, e abordará um tema considerado prioritário para o governo do estado. 

A secretaria já mapeou algumas empresas que têm ligações com facções criminosas da região. O Comando Vermelho (CV), o Terceiro Comando Puro (TCP) e a milícia disputam a exploração de serviços do tipo, por meio da venda de planos de internet.  

Nesta semana, policiais fecharam uma operadora clandestina que teria conexões com o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, chefe do TCP. 

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No total, o órgão estadual estima que os serviços paralelos de internet podem gerar um rendimento mensal de até R$ 7 milhões para as facções. 

O objetivo do governo é cobrar ações mais contundentes da Anatel, que tem o poder para impedir a criação de novas operadoras, que trabalhariam a serviço dos criminosos na sequência. 

Empresas clandestinas inibem ação de grandes operadoras

Como informado pela CBN Rio, moradores do Complexo de Israel e de bairros próximos já ficaram sem serviços de manutenção de internet de grandes operadoras, como a Claro. 

Isso ocorre por conta de supostas ameaças físicas aos técnicos que chegam ao local. Quando procuram contato por telefone, moradores ouvem uma mensagem eletrônica afirmando que a região “enfrenta problemas de segurança pública”. 

Em alguns casos, as falhas na conexão teriam ocorrido por conta da remoção de cabos por parte dos criminosos, especialmente nas regiões central e norte do Rio, além de cidades próximas.

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