Startup de "pacotão fintech" corporativo chega ao Brasil com aporte de US$ 35 mi

Por| Editado por Claudio Yuge | 21 de Outubro de 2021 às 21h20

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(Imagem: Reprodução/Anete Lusina/Pexels)
(Imagem: Reprodução/Anete Lusina/Pexels)

A startup argentina Pomelo conseguiu um grande feito em seus poucos sete meses de vida: um aporte de US$ 35 milhões (R$ 196 milhões na cotação atual) em rodada liderado pelo fundo Tiger Global, com participação de Monashees, Index Ventures, Insight, QED e SciFi. Como consequência, anunciou a expansão de suas operações para Brasil e México.

A empresa oferece infraestrutura de fintech a companhias que queiram prestar serviços financeiros em vários países na América Latina. A ideia é funcionar como um atalho para operar dentro dos fragmentados sistemas financeiro e regulatório das nações latinas, pois sua solução estaria em conformidade com as leis de vários países da região.

Sua solução permite que as empresas ofereçam a seus clientes contas virtuais, cartões pré-pagos e de crédito instantaneamente, caracterizados com a respectiva marca que aderiu ao serviço. O curioso, segundo a Exame, é que a Pomelo captou um bom dinheiro sem sequer lançar publicamente o produto. 

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E nem foi a primeira vez: a companhia já havia levantado em maio US$ 10 milhões (R$ 56,5 milhões) em rodada seed (para empresas iniciantes) com participação do fundo Sequoia, que vem investindo mais em "unicórnios" (empresas que valem  mais de US$ 1 bilhão, ou cerca de R$ 5,65 bilhões) latinos como Nubank, no Brasil, e Rappi, na Colômbia. 

Seu modelo de negócios cobra das empresas clientes uma taxa sobre os recursos usados, que pode vir do número de contas digitais ativas ou da tarifa de intercâmbio recebida em transações com cartões. A Pomelo tem quatro empresas argentinas como clientes, e com o dinheiro novo, deve expandir no futuro para Chile, Colômbia e Peru.

Fonte: O GloboExame