Liqi, startup de ativos digitais, capta R$ 27,5 milhões com um ano de vida

Liqi, startup de ativos digitais, capta R$ 27,5 milhões com um ano de vida

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 17 de Janeiro de 2022 às 21h00
Reprodução/duallogic (Envato)

A Liqi, startup de ativos digitais baseada na tecnologia blockchain, anunciou na quinta-feira (13) um aporte série A de R$ 27,5 milhões liderado pelo Kinea Ventures, fundo de capital de risco do Itaú, com participação do Honey Island by 4UM e o agente fiduciário Oliveira Trust. A empresa pretende usar o valor para dobrar a equipe em seis meses.

Fundada em 2021, a startup paulista cuida da Liqi, corretora que vence ativos digitais emitidos por outras empresas, como o Coritiba Football Club e a incorporadora Nigri; e a Tokenize, plataforma responsável pela infraestrutura da emissão de tokens via blockchain.

“Desde que criamos a Liqi, nossa missão é conectar blockchain, tokens e criptomoedas ao mercado tradicional financeiro. Estamos muito felizes com essa rodada por contar com parceiros tão estratégicos e com sinergia com nosso negócio. A Liqi passa a ter sócios que aproximam a agenda cripto à regulatória, movimento importante para a viabilização do nosso proposito”, disse Daniel Coquieri, CEO da Liqi.

Antes deste aporte, a empresa já havia recebido R$ 3 milhões de capital pre-seed, para empresas iniciantes, em abril do ano passado.

Liqi já havia recebido R$ 3 milhões de capital pre-seed (Imagem: Reprodução/Anna Nekrashevich/Pexels)

O que são ativos digitais?

Ativos digitais podem corresponder a textos, sites, imagens, perfis de empresas em redes sociais e qualquer conteúdo encontrado em plataformas digitais. Geralmente, os maiores investimentos estão relacionados aos ativos digitais financeiros, que podem se referir a bens virtuais centralizados — como as ações de empresas e os pontos de fidelidade localizados em bancos de dados privados — ou criptomoedas.

Nomes como Bitcoin, Dogecoin, Ethereum e Litecoin (entre diversos outros) são especialmente atraentes por sua valorização e segurança. Entre os elementos que destacam esses ativos digitais está o uso da tecnologia blockchain, que registra transações de forma descentralizada e transparente. Todas as compras e transferências são protegidas por criptografia e têm suas informações armazenadas em milhões de computadores, evitando fraudes e gastos duplos.

No mundo financeiro, também são populares os tokens, registros de itens virtuais ou não que podem ser transferidos, comprados e vendidos. Um token é uma fração digital de um ativo ou negócio real, e cada fração desta é vendida para pequenos investidores. Ele se diferencia das criptomoedas por não representar as transações financeiras em si, mas também se aproveita de tecnologias como o blockchain para garantir a segurança, transparência e agilidade nas transações.

Vale notar que as criptomoedas e tokens não correspondem a todo o universo dos ativos digitais — que podem ser blogs, bases de lead, softwares e diversos outros tipos de arquivos. Para que um arquivo seja considerado um ativo digital, ele precisa ser fácil de localizar e acessar, processo geralmente feito com a ajuda de metadados que gerenciam sistemas.

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