Foodtechs latinas arrecadam US$ 1,7 bi em 10 anos; Brasil lidera setor

Foodtechs latinas arrecadam US$ 1,7 bi em 10 anos; Brasil lidera setor

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 28 de Outubro de 2021 às 17h20
Divulgação

Um novo estudo realizado pela consultoria Endeavor em parceria com a fabricante de alimentos Pepsico mapeou as principais foodtechs, startups de alimentação, de cinco países da América Latina. O investimento no setor aumentou desde 2011, totalizando US$ 1,7 bilhão (R$ 9,4 bilhões) em 206 rodadas de capital, além de empregar cerca de 29 mil pessoas.

Praticamente um terço (123) das foodtechs mapeadas estão no Brasil. Destas, 33% são dos setores de logística e gestão de dados, 54% tiveram acesso a financiamentos e arrecadaram US$ 828 milhões (R$ 4,5 bilhões) na última década — quase metade do total do período. Argentina, Colômbia e México são os principais países para onde essas startups vão quando querem expandir internacionalmente.

O levantamento identificou 323 empresas dos principais mercados da região: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México. Dessas, 102 participaram por meio de questionários. Houve ainda 20 entrevistas com empreendedores, investidores, fundos de investimento e aceleradores deste ecossistema.

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Produtos da NotCompany (Imagem: Divulgação)

Os principais nichos de atividade identificados pela Endeavor na América Latina foram logística e gerenciamento de dados (22%), seguida por vendas (17%), produtos saudáveis, naturais ou orgânicos (16%), e-commerce e marketplaces (13%), inovação na indústria tradicional (12%), transporte e distribuição (12%), novas comidas (7%), e embalagem (1%).

Ainda sobre internacionalização, 52% das startups alimentícias da região elegem o Chile como primeiro novo mercado, seguido da Argentina (49%). O Chile também é a sede da NotCompany (ou NotCo), uma das maiores do setor e que virou unicórnio em julho ao apostar em comidas veganas. Já o Brasil fica em último nesse critério, sendo um destino desejável para apenas 15% das foodtechs vizinhas, muito por conta da diferença de idiomas e a dominância das empresas brasileiras.

Fonte: Exame, Pequenas Empresas Grandes Negócios

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