Reconhecimento facial deve substituir senhas e até cartões de crédito

Por Redação | 13 de Outubro de 2017 às 16h33

Se você ainda não está muito confiante quanto o uso do reconhecimento facial para autenticar o usuário, tecnologia que é a aposta da Apple para o iPhone X, é melhor começar a se acostumar com a ideia. Segundo especialistas do mercado, esse tipo de biometria deve substituir o uso de senhas e, até mesmo, de cartões de crédito.

Na China, por exemplo, isso já começou a acontecer. O aplicativo Alipay, da Alibaba, que é usado por 120 milhões de pessoas, já permite que os usuários façam transferências de dinheiro usando o reconhecimento facial como autenticador da transação. Por um lado, a tecnologia é capaz de fazer com que não seja mais necessário carregar carteiras e smartphones por aí para realizar pagamentos; por outro, permite que empresas e governos rastreiem suas identidades a cada compra.

Graças ao deep learning, a tecnologia do reconhecimento facial já está bastante avançada, sendo capaz de identificar rostos com clareza mesmo em condições de baixa iluminação, ou sob ângulos tortos. E o mercado já está tão confiante nessa tecnologia que, na China, alguns bancos já a estão usando para conceder empréstimos, enquanto há, em algumas estações de trens, a possibilidade de pagar pela passagem usando esse tipo de biometria em vez de pagar com dinheiro ou cartões.

Além de a Apple contar com o reconhecimento facial no iPhone X, abandonando a leitura de impressões digitais, outra empresa que já usa a tecnologia, mas para outros fins, é a Google, que deverá analisar o rosto do usuário para que ele seja automaticamente marcado em fotos de amigos – mais ou menos como o Facebook já faz atualmente.

Agora, imaginando um futuro não muito distante, estabelecimentos comerciais podem usar o reconhecimento facial, mudando a forma com que fazemos compras. Imagine que, ao passar pelo caixa, bastará dar um sorriso para a câmera para que o pagamento seja realizado. Equipadas com smartwatches, as pessoas sequer precisarão transportar seus smartphones por aí, já que poderão fazer ligações e conferir notificações na tela do relógio. Ao passo em que o reconhecimento facial toma o lugar das carteiras, os smartphones e tablets passam a cumprir a função de notebooks.

Mas nem tudo são flores: com tantos serviços reconhecendo nossos rostos por aí, a privacidade será algo cada vez mais raro. Aonde quer que você vá, empresas e governos poderão monitorar suas atividades, mesmo que você não esteja confortável com essa possibilidade. Contudo, ao pensar que nós já somos muito mais monitorados do que gostaríamos ou sabemos, talvez o reconhecimento facial não traga muito mais preocupações com relação a esse assunto.

Fonte: VentureBeat

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