O que é RAID?

Por Pedro Cipoli

Sendo conhecido por muitos como um recurso avançado de hardware e utilizado apenas em servidores ou por usuários experientes, o Conjunto Redundante de Discos Independentes, ou RAID em sua sigla em inglês, tem ganhado cada vez mais usuários adeptos que desejam que seus computadores tenham um sistema de armazenamento de arquivos mais rápido sem ter que sacrificar o espaço disponível ao optar por SSDs, que oferecem um desempenho consideravelmente maior mas sendo restritos ainda a pequenas capacidades.

Na instalação do Windows XP uma das primeira opções era a criação de um RAID

Basicamente, um sistema RAID faz que o sistema operacional enxergue todos os drives disponíveis como sendo apenas um. Por exemplo, 4 discos de 1 TB passariam a ser vistos como apenas 1 disco de 4 TB, utilizando todos eles para ler/escrever dados ao mesmo tempo. Esse é apenas um exemplo de uma das formas possíveis de se projetar um sistema RAID, conhecido como RAID 0. Abaixo listamos as opções mais comuns que o usuários escolhem e que a maioria das placas-mãe modernas oferecem suporte:

  • RAID 0: todos os discos funcionam como apenas um, multiplicando a performance geral pelo número de discos utilizados no conjunto (desde que o sistema oepracional ofereça suporte), unicamente com o objetivo de aumentar o desempenho. Não utilizada nenhuma forma de redundância ou paridade;
  • RAID 1: utilizado quando a confiabilidade dos dados gravados é a maior preocupação, utiliza no mínimo dois discos e basicamente copia os dados de um em outro, se acaso um deles falhe. Possui uma performance geral menor em comparação a um disco comum e não utiliza paridade;
  • RAID 5: utiliza paridade para a verificação de dados em todos os discos utilizados, sendo muito parecido com o RAID 0, mas com tolerância a falhas devido à utilização de um ECC (Error Correcting Code). É umas das opções mais vantajosas, mas tem uma implementação difícil;
  • RAID 0 + 1: combinação do desempenho do RAID 0 com a tolerância a falhas do RAID 1, sendo necessário no mínimo 4 discos funcionando como dois conjuntos iguais ao de um RAID 0;
  • RAID 1 + 0 (ou RAID 10): é o inverso da implementação acima, sendo um RAID 0 de no mínimo 4 discos em RAID 1;
Sistema RAID

Existem outras opções de sistemas RAID que não incluimos na lista ou por estarem obsoletas, não serem mais suportadas ou ambas. Depois da escolha destas opções, é hora de escolher entre dois modos diferentes de gerenciá-las, ambos com suas vantagens e desvantagens:

  • Implementação via hardware: utiliza controladoras proprietárias e o gerenciamento é feito sem a necessidade de utilizar o processador. O processo de inicialização é feito pelo BIOS da placa-mãe e oferece um tratamento de erros mais eficiente. Caso a placa-mãe não possua suporte nativo a essa opção, o usuário pode optar por adquirir uma placa separada com inteface PCI ou PCI Express, fornecendo também um armazenamento em forma de cache para melhorar a performance;
Controladora RAID
  • Implementação vis software: Linux, Mac OS X, Unix e as edições Server do Windows possuem suporte a essa opção nativamente. Na versão desktop do sistema da Microsoft também é possível encontrar algumas soluções com programas específicos. Existe uma pequena queda de processamento na CPU e um desempenho ligeiramente inferior ao da opção por hardware, mas essa implementação traz a vantagem de ser mais flexível e simples de criar e manter o conjunto;

Muitos usuários optam por adquirir vários discos com capacidades menores em vez de apenas um com mais espaço de armazenamento para tirar proveito da maior velocidade e segurança que sistemas RAID podem trazer, compensando escolher um conjunto de 4 discos de 500 GB do que apenas um de 2 TB. SSDs também são componentes compatíveis com as soluções que utilizam RAID, sendo a opção de muitas máquinas de altíssimo desempenho e oferecendo níveis brutais de transferência de dados.

GDrive com RAID de fábrica

E você, usuário? Já montou um sistema RAID? Comente!