Review Samsung Galaxy Watch 4 Classic | Novo SO, mas com pegada tradicional

Review Samsung Galaxy Watch 4 Classic | Novo SO, mas com pegada tradicional

Por Fábio Jordan | Editado por Léo Müller | 16 de Setembro de 2021 às 11h15
Ivo/Canaltech

Depois de muitos anos, a Samsung fez uma mudança radical em sua linha de smartwatches com a troca do sistema operacional Tizen OS pelo novo Google Wear OS — também conhecido como o Android para relógios. Dessa forma, a fabricante coreana lançou dois aparelhos: o Galaxy Watch 4 Classic e o Galaxy Watch 4.

Ambos têm as mesmas especificações, então o desempenho deve ser idêntico em qualquer versão. Porém, há diferenças estéticas. O Galaxy Watch 4 Classic é o modelo mais tradicional, com coroa física e design similar ao do Galaxy Watch 3; enquanto o Galaxy Watch 4 é focado nos esportes com visual mais moderno, sendo um substituto do Galaxy Watch Active 2.

Além do novo sistema operacional, os novos Galaxy Watch 4 Classic e Galaxy Watch 4 trazem uma configuração de hardware atualizada, com um novíssimo processador Exynos W920 (que usa litografia de 5 nanômetros), bem como um combo de hardware mais equilibrado, já com mais memória RAM e maior espaço de armazenamento.

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Imagem: Ivo/Canaltech

Hoje, nós vamos falar do Samsung Galaxy Watch 4 Classic, mais especificamente o modelo de 42 milímetros sem conexão LTE. No entanto, vale pontuar que há versões com conectividade celular e de tamanho avantajado com 46 milímetros, sendo que a marca disponibiliza diferentes combinações de tamanho e conexões.

Por fora, as alterações são visíveis apenas pela questão das dimensões maiores e da tela com maior espaço para interação. Internamente, o Galaxy Watch 4 Classic de 42 milímetros tem bateria de menor capacidade. A pegada mais tradicional é o diferencial deste modelo, porém nada impede usá-lo para esportes, mas será que ele está preparado para sua rotina?

Prós

  • Hardware poderoso
  • Novo sistema WearOS
  • Desempenho aprimorado
  • Muitos apps famosos
  • Sensor Samsung BioActive

Contras

  • Alguns bugs
  • Visual clássico com poucas novidades
  • Bateria de baixa capacidade

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Design e Construção

Com o sucesso da sua linha de smartwatches, a Samsung optou por manter o visual tradicional em seus novos produtos. Assim, o Galaxy Watch 4 Classic herda várias características do Galaxy Watch 3, ou seja, o mesmo design arredondado com a tela circular, materiais muito similares e um acabamento premium que denuncia a segmentação do produto.

Os pequenos diferenciais entre o Galaxy Watch 3 e o novo Galaxy Watch 4 Classic ficam para alguns pequenos relevos nas bordas e os dois botões nas laterais, que abandonam o formato redondo tradicional para dar vez a novos itens retangulares, que abrigam sensores internos, ou seja, os botões ganham novas funcionalidades via software.

Imagem: Ivo/Canaltech

O tamanho do Galaxy Watch 4 Classic é levemente avantajado no comparativo com o Galaxy Watch 3, saindo de 41 mm e passando para 42 mm. Porém, na prática, pouca coisa muda, já que as dimensões e o peso são extremamente similares, fora que essa alteração em nada mudou o tamanho do display, portanto a experiência deve ser muito parecida.

  • Dimensões (L x C x E): 41,5 x 41,5 x 11,2 mm
  • Peso: 46,5 g

Como diferencial em relação ao modelo tradicional do Galaxy Watch 4, o aparelho mais tradicional Galaxy Watch 4 Classic conta com a coroa física no entorno do display. Tal mudança inevitavelmente impacta no tamanho geral do produto, que salta de 40 mm para 42 mm, mas, novamente, a tela ainda é de 1,2 polegada.

O acabamento nas bordas é de metal com uma textura que imita aço escovado, a qual reluz levemente, característica compatível com a de um produto premium. Na parte de baixo, o Galaxy Watch 4 Classic traz outros sensores já comuns, os quais fazem as principais verificações no pulso durante os exercícios físicos ou com o uso de apps específicos.

Imagem: Ivo/Canaltech

No site oficial, a Samsung disponibiliza o Galaxy Watch 4 Classic com uma variedade de pulseiras. O modelo que recebemos tem a versão mais esportiva, similar à dos dispositivos Galaxy Watch Active e idêntica à do Galaxy Watch 4. Trata-se de um componente que parece de fluorelastômero flexível e garante conforto para o dia a dia. A pulseira é de tamanho único, mas tem vários ajustes para fixação da fivela e deve servir para maioria dos braços.

Assim como apontado no review do Galaxy Watch 4, aqui podemos ter uma impressão muito similar: o Galaxy Watch 4 Classic traz pouca inovação se comparada a seu antecessor. O esmero na fabricante em desenvolver um produto que denota qualidade é inegável, sendo que este é um smartwatch que promete durabilidade.

Tela

Apesar do tamanho avantajado, a tela do Galaxy Watch 4 Classic não tem nenhum benefício nas dimensões se comparado com o Galaxy Watch 4. O display de 1,2 polegada do tipo circular, algo característico dos relógios da marca há um bom tempo. As bordas ao redor do display são quase imperceptíveis, já que a coroa física ocupa este espaço.

O formato redondo já era esperado neste dispositivo, porém é inevitável argumentar que tal característica implica em limitações para a exibição dos apps. Apesar de a diagonal equivaler à de modelos retangulares, o espaço disponível é reduzido, pois a altura e a largura são menores – isso sem contar que muitas interfaces foram projetadas para áreas com bordas retas.

A definição do display do Galaxy Watch 4 Classic é realmente surpreendente, já que a Samsung ampliou a resolução para 396 x 396 pixels no modelo com tela de 1,2 polegadas e para 450 x 450 pixels na versão com visor de 1,4 polegada. É um salto considerável se comparado com o Galaxy Watch 3 que tinha resolução de 360 x 360 pixels.

Imagem: Ivo/Canaltech

O painel do Galaxy Watch 4 Classic usa a tecnologia Super AMOLED, que é uma das melhores atualmente, já que conta com excelente taxa de contraste, cores reforçadas e garante boa visibilidade em locais com iluminação exagerada (ou seja, ótimo para usar ao ar livre). Além disso, tal tecnologia economiza energia ao iluminar apenas os pixels com cores. Assim, toda área na cor preta permanece totalmente desligada e não consome bateria.

Assim como os modelos mais premium do segmento, o Galaxy Watch 4 Classic tem a função Always-On, que mantém a tela ligada o tempo todo (ainda que com alguns truques para evitar o brilho excessivo e animações que consomem muita energia). Por cima do visor, há uma camada de proteção com Gorilla Glass DX+, que pode evitar alguns riscos superficiais.

Configuração e Desempenho

O Galaxy Watch 4 Classic usa o chipset Exynos W920, que tem CPU dual-core de 1,18 GHz com arquitetura Cortex-A55 e GPU Mali-G68, sendo o primeiro da Samsung com litografia de 5 nanômetros. É um salto em performance e economia de bateria no comparativo com o Galaxy Watch 3 que usa Exynos 9110, com chip dual-core de 1,15 GHz e tecnologia Cortex-A53.

Para acompanhar o ganho em desempenho, a Samsung incluiu 1,5 GB de memória RAM, uma característica que permite manter múltiplos apps simultaneamente. Em questão de armazenamento, o Galaxy Watch 4 Classic chega com 16 GB, o que também é benéfico, dado que há uma grande gama de aplicativos disponíveis para este smartwatch.

Imagem: Ivo/Canaltech

Tal configuração de hardware pode parecer exagerada se comparada com outros produtos concorrentes, porém ela é extremamente necessária para dar conta do novo sistema WearOS. O software da Google não é necessariamente “pesado”, porém é preciso considerar que ele é customizado no Galaxy Watch 4 com a interface One UI Watch 3.

Desta forma, a impressão que temos no geral é de um relógio muito rápido no dia a dia. Todavia, quanto investigamos no próprio software da Samsung, podemos ver que o hardware pode estar perto do limite em algumas situações. Fique tranquilo, lentidões não são perceptíveis, porém temos algumas considerações a serem feitas.

A configuração de hardware do Galaxy Watch 4 Classic é ótima para o WearOS e deve ser um conjunto excelente mesmo para quem usa muitos apps simultaneamente.

Mesmo com poucos apps instalados, a memória RAM é consumida rapidamente, com marcações próximas de 900 MB em utilização, de um total de 1,35 GB disponível. É improvável que as aplicações projetadas para o relógio extrapolem tal barreira, mas o aumento nesta especificação evidencia que não se trata de um exagero e sim de uma necessidade.

Vale notar que o Galaxy Watch 4 Classic chega com 16 GB de espaço de armazenamento. Isto é o dobro do que temos no Galaxy Watch 3, porém somente o sistema, os apps básicos e alguns poucos softwares adicionais já ocupam quase metade dos 16 GB, o que nos revela que o WearOS pode ser um pouco pesado. De qualquer forma, você deve ter espaço de sobra para guardar programas, músicas e outros dados.

Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

Anteriormente, no review do Galaxy Watch 4, nós comentamos sobre o bom desempenho do relógio em conjunto com o novo sistema. Esta mesma conclusão é válida para a experiência com o Galaxy Watch 4 Classic, sendo que a performance é suficiente para uma navegação satisfatória, com rápida troca de apps e navegação fluida, mas há algumas ressalvas.

A primeira diz respeito a algumas leves inconsistências de performance em apps que usam gráficos 3D, como o próprio visor Emoji AR. A segunda é um problema muito mais grave que inclusive mostramos no vídeo de Hands-On do Galaxy Watch 4: travamentos do sistema e dificuldades na utilização de algumas funcionalidades.

Durante os testes prolongados, o Galaxy Watch 4 Classic deixou de responder aos comandos (como no Spotify, em que ele travou na hora de pausar e reproduzir músicas e não havia resposta aos toques), teve problemas na sincronia com Bluetooth (com transmissão de ruídos para os fones) e até reinicializações frequentes do sistema operacional.

Tais problemas podem ser decorrentes da troca recente do sistema operacional, tanto que o relógio recebe update logo após a primeira conexão com a internet. Ainda que alguns erros possam ser corrigidos com o tempo, a falta de polimento no lançamento do produto é algo que decepciona, até porque atrapalha na usabilidade.

Nesse quesito, fica o questionamento sobre o quanto a troca de SO foi benéfica. Apesar de o WearOS ter mais apps disponíveis, o Tizen já tinha uma boa gama de funções e mais estabilidade, sendo que era o diferencial da Samsung no mercado relógios inteligentes. Com o sistema da Google, a tendência é que o segmento dos relógios fique cada vez mais parecidos com o de smartphones: muda a aparência, mas não o sistema.

Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

Entre os apps mais famosos, a loja do WearOS pode destacar Telegram, VLC, Calm, Shazam e muitos outros, como a enorme quantidade de softwares da própria Google. O Spotify já existia no Galaxy Watch 3 (e funcionava também em modo offline), mas é bom vê-lo já entre os apps bem funcionais no Watch 4 Classic.

As mudanças no Galaxy Watch 4 Classic ficam na navegação do sistema. Agora, ao deslizar o dedo de baixo para cima, você tem acesso ao menu de apps e os botões têm novas funções: o botão de cima é o Botão Home e também ativa a Bixby. Já o botão de baixo é o novo Botão Voltar e quando pressionado por alguns segundos ativa o Samsung Pay. O Galaxy Watch 4 Classic ainda tem a navegação facilitada com a coroa física.

Acompanhamento Físico

Não é só o hardware e o sistema operacional que fazem o update do Galaxy Watch 4 Classic ser chamativo, mas também há um novo conjunto de sensores que faz deste relógio o melhor da Samsung e um dos mais ousados do segmento. O Samsung BioActive mede: bioimpedância (BIA), eletrocardiograma (ECG) e pressão arterial (PPG).

O grande destaque é a bioimpedância (BIA), que mede massa corporal, com informações como gordura corporal, músculo esquelético, massa gorda e água no corpo. Com apenas 15 segundos, o Galaxy Watch 4 Classic verifica sua composição, de modo que é possível fazer medições regulares para ter um acompanhamento mais preciso.

Imagem: Ivo/Canaltech

O eletrocardiograma (ECG) está disponível em outros produtos concorrentes, mas é uma função de destaque que parece entregar precisão nos resultados. Ao ativar esta função, o Galaxy Watch 4 Classic efetua verificações prolongadas e faz um relatório do ritmo do coração, inclusive com sugestões de possíveis anormalidades.

Por fim, o sensor interno de fotopletismografia (PPG) detecta o nível de pressão arterial com medições de pressão sistólica, diastólica e a frequência cardíaca. Além disso, o Galaxy Watch 4 mede o nível de oxigênio no sangue. Com tal combinação, ele confere se o sangue está oxigenado e se a pressão está normal.

Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

Assim como constatamos no review do Galaxy Watch 4, aqui percebemos que todos os recursos são fáceis de usar e funcionam muito bem, sendo que há instruções detalhadas de uso.

No entanto, é importante ressaltar que a medição de Pressão Arterial não funcionou no Galaxy Watch 4 Classic, pois o próprio app relata que não há relógio compatível emparelhado. Encontramos o mesmo problema no Galaxy Watch 4 comum.

O Galaxy Watch 4 Classic é um dos melhores smartwatches do mercado para quem busca manter a saúde em dia, já que ele tem muitos sensores e sai na frente da concorrência. Contudo, faltou polimento do software no lançamento.

Na parte de exercícios, o Galaxy Watch 4 Classic é bem completo, com uma grande diversidade de esportes disponíveis e recursos que visam incentivar os treinos e a vida saudável. Vale mencionar que há também o modo de natação, que deve ser bem funcional, já que o relógio tem proteção IP68.

Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

Apesar disso, não espere muita inovação na interface do sistema operacional, dos apps ou dos recursos de atividades físicas, já que a Samsung optou por manter o Galaxy Watch 4 Classic o mais familiar possível com as gerações anteriores, então sua interface One UI Watch 3 transforma o WearOS e não apresenta grandes novidades na parte de exercícios.

Conectividade

O Galaxy Watch 4 Classic está disponível nas versões Bluetooth e LTE, sendo que as duas contam com WiFi, de modo que a principal distinção está na conectividade com redes de celular 4G na LTE. Esses modelos trazem Bluetooth 5.0 e compatibilidade com Wi-Fi de banda dupla, uma novidade na família de relógios da Samsung.

Para quem pretende fazer exercícios sem levar o celular nas caminhadas, o Galaxy Watch 4 Classic é uma ótima opção, já que ele não depende do celular para quase nada. Todos os sensores funcionam perfeitamente, sendo que apenas alguns relatórios serão enviados de forma mais completa para o smartphone.

Imagem: Ivo/Canaltech

Além disso, há apps de mídia como Spotify, YouTube Music e Deezer, sendo que alguns permitem baixar músicas para ouvir em modo offline, então você pode contar com este modelo para sua rotina. O único detalhe: o Galaxy Watch 4 Classic não pode ser conectado a um iPhone ou qualquer dispositivo que use iOS, então ele é somente para Android.

Bateria e Carregamento

Assim como o Galaxy Watch 4, a versão tradicional do novo smartwatch da Samsung “sofre” do mesmo mal: uma autonomia de bateria muito limitada. De acordo com a fabricante, o Galaxy Watch 4 Classic pode funcionar por até 40 horas com uma única carga, mas a marca não informa as condições de uso para alcançar tal resultado.

A verdade é que a duração total depende do modelo em questão (já que o Galaxy Watch 4 Classic de 42 mm tem bateria de 247 mAh, enquanto o modelo de 46 mm apresenta uma bateria de 361 mAh), de conexões ativas, da quantidade de apps em uso, dos exercícios realizados ao longo do dia e do uso do recurso Always-On para o display.

Horário da carga completa no dia 1 / Horário da bateria com 9% no dia 2 - Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

Em nossas verificações, os resultados são muito piores do que essa estimativa oficial, sendo que, em uma rotina habitual (sem monitoração de atividades físicas e conexão com Bluetooth), a bateria do Galaxy Watch 4 Classic de 42 mm não marca nem 24 horas de uso. Em um dia mais ativo, a bateria pode acabar muito antes de completar 12 horas. Veja como testamos:

Teste 1 de bateria (uso corriqueiro)

Utilização moderada com brilho em nível médio (Always-On desativado), apps rodando em segundo plano, instalação de apps (cerca de 2 ou 3 programas), eventuais medições cardíacas e testes de bioimpedância, bem como monitoração do sono (a bateria caiu 20% em apenas 7 horas de sono). Neste teste, a bateria do Galaxy Watch 4 Classic durou cerca de 22 horas.

Teste 2 de bateria (uso em atividades)

Uso com brilho balanceado (em nível intermediário e Always-On desligado), apps rodando em segundo plano, download de músicas e eventuais medições cardíacas. Neste caso, eu fiz aproximadamente uma hora de exercício, com Spotify reproduzindo músicas via Bluetooth. Resultado: redução de quase 32% durante os exercícios. Duração estimada: 12 horas.

Conclusão: a bateria do Galaxy Watch 4 Classic de 42 mm é capaz de monitorar cerca de 3 horas de exercício com GPS ativado e reprodução de música via Bluetooth, ou seja, você terá que recarregar seu relógio todos os dias e talvez até mais de uma vez se você consumir muitos recursos durante suas atividades físicas.

Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

A recarga da bateria do Galaxy Watch 4 Classic é até bem rápida, já que ele leva cerca de 25 minutos para recarregar 25% e a recarga completa acontece em menos de duas horas. O carregador é do tipo sem fio e pode ser conectado a uma porta USB do computador ou de um adaptador de energia. Nota: o carregador vem junto com o relógio.

Concorrentes Diretos

O segmento de smartwatches é muito amplo, mas o Galaxy Watch 4 Classic talvez não tenham muitos concorrentes diretos aqui no Brasil. Primeiro é importante entender que apesar de haver alguns aparelhos com WearOS lá fora, eles raramente chegam aqui, sendo que nenhum deles tem a versão mais recente do sistema, que foi inédita no produto da Samsung.

Além disso, ainda que muitos relógios sejam realmente espertos, poucos trazem o pacote completo com assistente pessoal própria (no caso do Samsung, é possível usar a Bixby, que pode ter já certa familiaridade com sua rotina se você usa um celular da marca), com recursos para responder chamadas, compatibilidade com Spotify e afins (com a possibilidade de downloads no relógio) e uma grande gama de sensores.

A primeira alternativa é o Galaxy Watch 4, versão mais esportiva e sem a coroa física do modelo Classic. Tirando esses detalhes, os dois novos modelos da Samsung se igualam em hardware, software e sensores. É claro que também temos o modelo antecessor, o Galaxy Watch 3, que continua sendo uma boa opção, fora que ele deve baratear nos próximos meses.

É claro que o preço deve ser colocado em jogo nesta hora, sendo que o novo Galaxy Watch 4 Classic fica um pouco inacessível com o valor oficial de R$ 2.799. Considerando as poucas alterações do produto sobre sua versão esportiva, o preço está bem acima do esperado. E isso sem contar que o Galaxy Watch 3 com design similar é muito competente e chamativo pelo preço na faixa dos R$ 1.500 a R$ 1.700 na versão de 45 mm com LTE.

Pensando em outras marcas, temos o Garmin VivoActive 4, que tem bateria para quase uma semana, mas que tem um sistema mais restrito, que não deve se integrar tão bem com o Android do seu Samsung, e que custa mais de R$ 2.000 por importação. O Huawei Watch GT 2 também pode vir a calhar, já que é bem completo, apesar de não ter o Spotify.

Por fim, é claro que temos o Apple Watch 6 ou mesmo o novo Apple Watch 7. Os relógios da Apple têm mais apps disponíveis, muita inteligência e desempenho de ponta. Por outro lado, esses são modelos restritos para a turma do iPhone e que ainda perdem em questão de sensores de saúde, já que eles não medem bioimpedância, por exemplo.

Em questão de bateria, o Apple Watch 6 pode durar um pouco mais do que o Galaxy Watch 4, mas espere cerca de um dia de uso ou um pouco mais (e desde que seja uma utilização moderada). O Apple Watch 6 custa mais de R$ 2.700, o que o coloca numa faixa até mais acessível do que o Galaxy Watch 4 Classic. Considerando esses valores, o produto da Apple é mais recomendado, porém sua utilização fica restrita aos iPhones.

Conclusão

O Galaxy Watch 4 Classic é um relógio que se diferencia de seu irmão “mais modesto” pelo simples fato de ter um visual arrojado e a coroa física que facilita na navegação do sistema e dos apps. No mais, se você tem dúvidas sobre os componentes, pode ter certeza de que o Galaxy Watch 4 e o Classic compartilham as mesmas configurações de hardware e sensores.

Assim, nossa conclusão quanto ao Galaxy Watch 4 Classic é bastante similar ao que já falamos sobre o Galaxy Watch 4. Trata-se de um relógio promissor, mas que parece ter sido lançado às pressas. Este é um momento de transição para a Samsung, que busca melhorar seu produto com o sistema da Google, mas que pode ter alguns tropeços nesse caminho.

Imagem: Ivo/Canaltech

Primeiro, temos o visual que não teve grandes inovações, o que é ótimo para o consumidor que já gosta da linha de produtos da Samsung, mas que pode ser algo pouco convidativo para quem buscava novidades. A qualidade de construção é inquestionável, sendo que o Galaxy Watch 4 Classic é elegante e deve ser duradouro.

No interior, o Galaxy Watch 4 Classic tem um hardware poderoso, mas que tem seus exageros justamente para dar conta do sistema operacional que parece devorar recursos. Todavia, mesmo com as especificações poderosas, nós tivemos alguns inconvenientes durante nossos testes. São detalhes que devem ser corrigidos com futuras atualizações, mas fica o recado.

Apesar de alguns inconvenientes na performance, é inegável que a troca de sistema pode ser benéfica para a Samsung, que agora tem uma gama maior de apps em seus relógios e que pode ter o apoio de mais desenvolvedores. Por outro lado, a desistência no Tizen significa que a fabricante perdeu seu trunfo, já que o WearOS pode ser usado por várias fabricantes e não é compatível com o iOS.

Como uma marca que sempre inova, a Samsung sai na frente e lança o Galaxy Watch 4 Classic com novos sensores que certamente o colocam no topo dos smartwatches para quem se preocupa em monitorar a saúde constante. Sem dúvidas, o conjunto de sensores Samsung BioActive é um tiro certeiro e que chama a atenção!

Por fim, temos a questão da bateria. Muita gente que usa versões anteriores do Galaxy Watch pode sentir um impacto nesse ponto, já que a autonomia inferior a um dia completo de uso é bastante problemática. Para quem costuma fazer exercícios diariamente, o Galaxy Watch 4 Classic de 42 mm talvez não seja a melhor opção, pois é preciso cargas mais frequentes.

Ainda que seja um produto bem completo, a bateria de baixa duração e o sistema ainda em adaptação limitam muito o produto da Samsung. O pior é o preço oficial de R$ 2.799, que é mais alto que o do principal concorrente e que fica cerca de R$ 1.200 acima do Galaxy Watch 3. Se a Samsung quiser emplacar este modelo, ela certamente terá que rever as questões de valores, pois há poucas vantagens que justifiquem tal investimento.

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