Pixel Watch a caminho? Google já deu todas as dicas

Por Fidel Forato | 11 de Novembro de 2019 às 09h20
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Há anos correm rumores de que o Google estaria desenvolvendo um smartwatch próprio, até então chamado de Google Pixel Watch. Diante dos últimos acontecimentos, esse lançamento parece mais real do que nunca. Só neste ano a empresa vem investindo pesado na tecnologia vestível, primeiro com a aquisição de propriedade intelectual da fabricante de relógios inteligentes Fossil por US$ 40 milhões e, mais recententemente, com a compra de outra desenvolvedora de smartwatches, a Fitbit, por US$ 2,1 bilhões.

Com um relógio inteligente, o Google seria capaz de demonstrar o verdadeiro potencial do sistema Wear OS, criado especialmente para a tecnologia vestível, assim como demonstrou com os smartphones Google Pixel, que exibem o máximo das funcionalidades do Android. Por enquanto, o seu sistema só foi aplicado por terceiros, como no próximo lançamento em parceria com a Xiaomi, principal fabricante chinesa de eletrônicos, para um novo smartwatch Wear OS, previsto para novembro.

Com as aplicações da Fossil, o Google adquire importantes patentes relacionadas aos relógios híbridos, aqueles que têm aparência de um relógio tradicional, mas apresentam os recursos de um smartwatch. Por outro lado, a aquisição da Fitbit leva a gigante da tecnologia para o mercado fitness e da health tech, já que são especializados no monitoramento de saúde e atividades físicas. Seria então o modelo Google a junção desses dois universos? Talvez, sim, mas com certeza seu modelo será focado no uso de assistentes virtuais com Inteligência Artificial (IA) que vem desenvolvendo.

O Pixel Watch deve estar conectado a todos os aplicativos da casa

Possíveis funcionalidades

Um smartwatch que se integrasse perfeitamente aos smartphones Pixel, Pixelbook e dispositivos domésticos inteligentes do Google seria um sonho para muitos. Com acesso direto ao Google Pay e desenvolvido de olho na próxima geração do Google Assistant, seriam essas as justificativas para usá-lo diariamente, no seu pulso.

Caso se concretize, o relógio inteligente teria potencial para controlar todo o ecossistema do Google com um simples comando de voz, em um dispositivo que está sempre à mão. Por este ângulo, o Pixel Watch pode ser uma importante ponte para o futuro do Google, onde a maioria das interações acontecerá vio Google Assistant e as respostas virão do dispositivo mais próximo.

Um ponto essencial para o suposto Pixel Watch seria uma bateria de longa duração, talvez usando um mostrador de relógio tradicional para economizá-la, no lugar de uma tela sensível ao toque. Assim, o Google poderia conquistar um significativo pedaço do mercado, hoje dominado pelo Apple Watch, da empresa da maçã. Pistas sobre essa bateria melhorada devem vir com o também especulado próximo lançamento da Qualcomm, o Snapdragon Wear 3300, com SoC mais competitivo para smartwatch.

Caso o Google aceite correr os riscos de menor rendimento da bateria e investir em uma tela sensível ao toque, a funcionalidade será muito bem-vinda também. Diante disso, é possível que o Pixel Watch traga a adição de um scanner de impressão digital no display. Atualmente, os relógios Wear OS (e a Apple Watch) só podem ser protegidos com um código PIN, mas todos sabemos que essa não é a forma mais segura de proteção disponível. A tecnologia biométrica permitiria, por exemplo, aprovar compras e dar acesso aos dados bancários do usuário, supondo que venha com NFC.

Agora, quando o ponto é saúde, a operação do Google deve permitir que os produtos Fitbit, caso permaneçam com o nome da marca, estejam conectados diretamente aos aplicativos da área existentes na empresa-mãe, como o Google Fit, bem como um emparelhamento mais rápido aos Pixel Buds. Por outro lado, o Google irá se aproveitar de algumas funcionalidades da empresa adquirida, como acompanhamento do ciclo menstrual.

Combinando o know-how de hardware da equipe Fitbit com a tecnologia smartwatch usada para alimentar o Fossil, o Google pode estar preparado para criar um Pixel Watch verdadeiramente competitivo. Uma curiosidade no meio desse caminho é que, em agosto, o blog de tecnologia holandês LetsGoDigital descobriu um design patenteado do Google, que mostrava um smartwatch arredondado com uma câmera embutida no centro do display. Nem se especula sobre as possíveis funcionalidades dessa câmera e, talvez, seja uma ideia já abandonada.

Opção para os smartwatches da Google é seguir o caminho dos dispositivos funcionais

Contra-corrente

Mesmo diante de tantas evidências, outra corrente especula que o smartwatch do Google está bem distante dos planos do Google. A diferente leitura sobre a compra da Fitbit é de que a ação marque um recomeço para a área de tecnologia vestível da empresa, como uma reinicialização de wearables em vez de embasar qualquer estratégia até então adotada para os smartwatches do Google. Desse jeito, é mais provável que o Google busque apenas se deslocar para onde a Fitbit já está consolidada, o mercado de rastreadores fitness mais baratos e de baixo custo, além dos smartwatches mais básicos.

Outra especulação é que o negócio entre o Google e a Fitbit seja muito mais por patentes e dados do que qualquer outra coisa. A ideia de uma grande empresa de tecnologia ter acesso “repentino” às informações de saúde privadas de milhões de pessoas em todo o mundo, acumulado durante anos, é uma ideia tentadora, principalmente para o universo da publicidade. Mesmo que ambas as empresas tenham comunicado explicitamente que os dados de saúde e bem-estar da Fitbit não serão usados ​​para anúncios do Google, essa será sempre uma possibilidade.

Agora, é aguardar para ver quais boatos vão se mostrar verdadeiros ao longo do tempo, mas não espere nada para antes de 2020.

Fonte: Phone Arena; The Verge; Android Police; Digital TrendsExpress

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