iTime: será esse o nome do 'smartwatch' da Apple? Veja documentos

Por Redação | 22 de Julho de 2014 às 19h35

Parece que dessa vez o negócio do smartwatch da Apple está mais quente do que nunca. A empresa vem trabalhando pesado no dispositivo e, nesta terça (22), concedeu uma patente para um wearable com mais recursos do que se esperava. A próxima novidade da Maçã deve vir também com uma pulseira inteligente, que suporta gestos de punho e de braço, além de circuitos que contam com sensores de proximidade. Saiu no AppleInsider.

Conforme publicado pelo Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos (USPTO), a patente da Apple de número 8.787.006 descreve um "aparelho eletrônico de pulso", apelidado de "iTime" em uma das ilustrações. O documento vem de encontro às mais recentes especulações sobre o já famoso, porém ainda não lançado iWatch.

iTime

Como o próprio título do documento indica, as principais reivindicações da invenção giram em torno de um dispositivo usado no pulso e que pode se conectar com outros gadgets, como iPhones e iPads, computadores, ou até mesmo pulseiras inteligentes, que integram sensores e outros circuitos ao cérebro do dispositivo, a fim de aumentar seu desempenho.

Grande parte da patente registrada no USPTO se refere ao que pode ser considerado uma "pulseira inteligente", que conta com um receptáculo para um player de mídia portátil.

Pelo que indica a patente, que mostra um gadget quadrado intitulado iPod nano, deverá ser possível acoplar o já conhecido tocador de músicas da Apple em uma pulseira inteligente para criar um smartwatch completo e funcional. Os receptores elétricos (indicados na figura pelo número 314) ficariam responsáveis pela comunicação de dados entre pulseira e player.

iTime

Note pelos desenhos que o player pode ser inserido em um receptáculo que conta com vários componentes elétricos. Estes componentes contidos na pulseira seriam capazes de estender as funcionalidades do iPod nano, e, em conjunto, poderiam formar uma modalidade do relógio inteligente da Maçã.

iTime

O documento menciona peças como acelerômetros, módulos GPS, pacotes de comunicação sem fio e mecanismos de feedback tátil como potenciais candidatos para inclusão na estrutura da pulseira. Por meio de protocolos de comunicação sem fio, o relógio de pulso poderia se conectar à internet para trocar informações com um iPhone, por exemplo, gerando feedback de áudio, visual ou tátil, firmando a comunicação perfeita entre smartwatch e smartphone.

Mais detalhes da patente revelam que outras modalidades do aparelho vão permitir a realização de chamadas telefônicas, bem como o envio de mensagens de texto, acesso a redes sociais e leitura de feeds. Tudo isso seria exibido no visor da pulseira.

A patente ainda vai mais longe, relatando que a pulseira inteligente ainda pode ser pareada com um iPhone, a fim de alertar o usuário quando ele esquecer o gadget em casa, ou quando o smartphone tiver sido roubado, por exemplo. Embora não tenha sido claramente mencionado, um protocolo de comunicação apropriado para tal funcionalidade seria o Bluetooth 4.0, que suporta operações baseadas em proximidade.

iTime

Uma imagem da patente também ilustra uma modalidade do aparelho sem a adição de outros dispositivos. Como ilustrado na imagem acima, todos os componentes poderão também ser incorporados em uma só estrutura completa, equipada com displays, sensores, circuitos e controles de entrada e saída, sem a inclusão do iPod nano.

Para finalizar, o documento conta com uma parte dedicada a gestos feitos pelo braço e pulso. Em vez de controlar o smartwatch com os dedos, o usuário poderia balançar, jogar e fazer gestos com o braço para interagir com o aparelho e realizar funções. Uma combinação de movimentos poderia ser atribuída para controlar certas funções cotidianas pelo aparelho. Por exemplo: para atender a uma chamada, bastaria dar uma leve chacoalhada com o pulso.

Ao que indica a patente, essa deve ser a forma mais próxima da realidade a ser apresentada pela Apple ainda este ano, revelando o já famigerado iWatch (ou iTime) ao público. O jeito é esperar para ver se esse modelo sai ou não do papel.

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