Sony Xperia PRO conta com maior câmara de vapor do mercado; veja desmanche

Por Renan da Silva Dores | Editado por Wallace Moté | 18 de Março de 2021 às 19h20
Divulgação/Sony

Anunciado originalmente em fevereiro de 2020, mas lançado apenas em janeiro deste ano, o Sony Xperia PRO causou muita discussão entre entusiastas em virtude de suas especificações e preço. Munido de um Snapdragon 865, corpo em plástico resistente e tela OLED 4K, o aparelho super premium da Sony chegou como um exclusivo dos EUA custando nada menos que US$ 2.500 (cerca de R$ 13.929 em conversão direta). O valor exorbitante é consequência do público ao qual é destinado, os profissionais da área de transmissão, como também pode estar relacionado com recente descoberta feita pelo YouTuber Zack Nelson, do canal JerryRigEverything.

Já disponível para venda no mercado norte-americano quase como um exclusivo da operadora Verizon, por conta da tecnologia 5G empregada no dispositivo, O Xperia PRO foi submetido aos tradicionais testes de resistência e desmanche do produtor de conteúdo, revelando ter um sistema de resfriamento bastante complexo, com folhas de carbono para as antenas 5G e a maior câmara de vapor utilizada em um smartphone até o momento.

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Corpo de fácil abertura e câmara de vapor

Em seu desmanche, Zack destaca a facilidade de acesso aos componentes internos do Xperia PRO devido ao seu corpo de plástico. Mesmo sem aquecimento, geralmente necessário para enfraquecer a cola, o YouTuber consegue remover o painel traseiro do smartphone. O uso de plástico também elimina a necessidade de muita cautela, já que não há grandes riscos de quebra mesmo se a tampa for flexionada.

O Xperia PRO conta com a maior câmara de vapor do mercado (Imagem: Reprodução/JerryRigEverything)

Dentro do dispositivo, além de diversos suportes protegendo os cabos, há ainda uma enorme placa de metal, com folhas de carbono acopladas. Esse sistema é dedicado a resfriar as antenas 5G do Xperia PRO que, feito de plástico, não consegue dissipar o calor gerado por elas durante o uso. O ponto mais interessante, no entanto, surge quando Zack acessa regiões mais internas do celular.

Posicionada próximo à tela, encontra-se sua câmara de vapor (do Inglês, vapor chamber), a maior já utilizada em um smartphone até o momento. O componente é muito comum em notebooks e placas de vídeo, e recentemente migrou para os smartphones, devido à sua alta eficiência na dissipação de calor. Em seu interior, a câmara conta com pequena quantidade de líquido, normalmente água, que evapora e condensa constantemente, acelerando a transferência de calor do chip para outras regiões de um dispositivo.

Para facilitar o trânsito do líquido, há tubos de cobre super finos, conhecidos por tubos capilares, além de áreas na superfície da câmara que se assemelham a círculos afundados. De maneira resumida, essas modificações na superfície aumentam a área de contato com o líquido, dissipando ainda mais calor.

Aparelho é resistente graças à construção

Em seu teste de resistência, Zack também comprovou que o Sony Xperia PRO é bastante robusto. Seu painel feito de Gorilla Glass 6, como tem sido costume nos últimos anos, sofre riscos com a ferramenta de nível de dureza 6, com marcas mais profundas sendo feitas com o nível 7. O plástico utilizado na estrutura é resistente e, apesar de riscar com facilidade, não corre o risco de quebrar como o vidro de outros aparelhos.

Os diversos botões laterais, que habilitam funções como captura de fotos e vídeos, são feitos em metal, e o botão de energia traz ainda um leitor de digitais embutido. A gaveta do chip SIM e cartão de memória é removível sem a necessidade de uma ferramenta específica, o que facilita a vida de quem precisa trocar o cartão MicroSD com frequência.

Um ponto curioso é sua certificação dupla IP65/IP68 de resistência à água e poeira. Isso se deve à conexão HDMI adicionada pela Sony, para conectar o Xperia PRO a câmeras profissionais. Quando a porta não está sendo usada e é bloqueada por sua cobertura, o celular é IP68. Quando em uso, no entanto, a certificação cai para IP65, em virtude do conector exposto.

A tela AMOLED resiste por 25 segundos sob ação do isqueiro, e se recupera pouco depois, sem apresentar problemas. O leitor de digitais também mostra boa qualidade mesmo quando riscado, mantendo seu funcionamento na maior parte dos desbloqueios. Por fim, ao ser dobrado, o Xperia PRO chega a se curvar ligeiramente, mas segue intacto apesar da construção em plástico.

Fonte: GSMArena, JerryRigEverything (1, 2)

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