Seu celular é de 2021? 3 razões para fazer o upgrade e deixar de correr riscos
Por Renato Moura Jr. • Editado por Léo Müller |

Se o seu celular foi lançado em 2021, talvez ele ainda funcione bem para tarefas básicas. No entanto, isso não significa que esteja atualizado, seguro ou preparado para as demandas atuais. Muitos modelos lançados nessa época já receberam sua última atualização de software, ou seja: a partir de agora, eles se tornarão cada vez mais ultrapassados e vulneráveis.
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A seguir, explicamos três razões objetivas pelas quais trocar um celular de 2021 pode ser uma decisão importante — não apenas por desempenho, mas também por segurança e confiabilidade no dia a dia.
1. Falta de atualizações de segurança deixa seus dados vulneráveis
Uma das maiores desvantagens de usar um celular com mais de quatro anos é o fim do suporte de atualizações de segurança. A maioria dos fabricantes garante correções por um período limitado, geralmente entre três e cinco anos, dependendo da marca e do modelo.
Sem essas atualizações, o aparelho deixa de receber correções para falhas descobertas recentemente. Isso abre brechas para golpes, invasões, roubo de dados bancários, clonagem de aplicativos e acesso indevido a informações pessoais.
Em um cenário em que o celular concentra contas bancárias, documentos, senhas e redes sociais, essa vulnerabilidade se torna um risco real.
Mesmo que o aparelho aparente funcionar bem, ele pode estar exposto a ameaças invisíveis, especialmente ao instalar novos aplicativos ou acessar redes Wi-Fi públicas.
Por outro lado, quem comprar um celular lançado a partir de 2025 terá um período bem mais generoso: muitas marcas, como a Samsung e a Motorola, estão oferecendo sete anos de atualizações em seus novos modelos.
2. Travamentos, lentidão e incompatibilidade com apps atuais
Outro sinal clássico de celulares antigos é a perda gradual de desempenho. Sistemas operacionais evoluem, aplicativos ficam mais pesados e exigem mais memória, processamento e recursos gráficos.
O resultado costuma ser conhecido: travamentos frequentes, aplicativos fechando sozinhos e demora em tarefas simples.
Além disso, alguns apps passam a exigir versões mais recentes do sistema para funcionar corretamente. Isso pode limitar o uso de aplicativos essenciais, como bancos, serviços de transporte, streaming e até apps de mensagens.
Mesmo após restaurações de fábrica, o problema tende a voltar, já que a limitação não é apenas de software, mas também de hardware. O upgrade, nesse caso, não é luxo — é uma forma de recuperar fluidez e evitar frustrações constantes.
3. Bateria desgastada e falhas de conectividade
Após alguns anos de uso, a bateria costuma ser um dos componentes mais afetados.
Celulares de 2021 frequentemente apresentam autonomia reduzida, superaquecimento ou desligamentos inesperados, especialmente durante tarefas mais pesadas.
Além disso, há a questão da conectividade. Modelos mais antigos podem ter suporte limitado a novas tecnologias de rede, como melhorias no 5G, Wi-Fi mais rápido ou Bluetooth mais estável. Isso impacta diretamente a qualidade das chamadas, o uso de acessórios sem fio e a velocidade de navegação.
Em um mundo cada vez mais conectado, essas limitações comprometem tanto a produtividade quanto a experiência de uso.
Vale a pena trocar mesmo que o celular ainda funcione?
Muitos usuários adiam o upgrade porque o aparelho ainda funciona. O problema é que funcionar não significa estar seguro, eficiente ou confiável. Um celular desatualizado pode falhar justamente quando você mais precisa: em uma transação bancária, em uma emergência ou no trabalho.
Trocar um modelo de 2021 ou mais antigo por um mais recente traz ganhos claros em segurança digital, desempenho, autonomia e compatibilidade com novos recursos. Mais do que acompanhar tendências, o upgrade passa a ser uma forma de reduzir riscos e garantir tranquilidade no uso diário.
Quando o assunto é tecnologia pessoal, prevenir problemas costuma sair mais barato e menos estressante do que lidar com as consequências.