Qualcomm obteve licença para vender CPUs à Huawei, informa imprensa chinesa

Qualcomm obteve licença para vender CPUs à Huawei, informa imprensa chinesa

Por Rubens Eishima | 11 de Novembro de 2020 às 09h50
Qualcomm

Um dos maiores gargalos da Huawei para a produção de celulares, o fornecimento de processadores, pode ter uma solução em breve. Segundo o site 36kr, a Qualcomm foi autorizada pelo governo dos Estados Unidos a vender chips à fabricante chinesa. A medida pode aliviar a cadeia de produção de smartphones da linha Mate e P, com a adoção dos processadores Snapdragon.

Executivos da Qualcomm sugeriram em uma coletiva recente que estavam aguardando uma autorização dos EUA para negociar com a Huawei. Fabricantes de componentes de praticamente todo o mundo estão proibidos de fornecer peças à chinesa, incluindo empresas de processadores.

Segundo o site chinês, fontes próximas à Huawei informaram que os norte-americanos conseguiram a autorização especial, fornecida pelo departamento de comércio dos Estados Unidos.

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A Qualcomm estava proibida de negociar com os chineses desde o início das sanções impostas pelo governo Donald Trump. A inclusão da fabricante de celulares na “lista de entidades” restritas aconteceu em maio de 2019, proibindo o uso de tecnologias e componentes norte-americanos.

Remessas do chip Kirin 9000 foram encerradas em setembro de 2020 (Imagem: divulgação/Huawei)

Mais tarde, as sanções dos EUA à Huawei se expandiram para afetar até mesmo empresas de outros países, caso da taiwanesa TSMC, proibida de fabricar os processadores projetados pela Huawei (em sua subsidiária HiSilicon).

Solução não imediata

Apesar de resolver os baixos estoques dos processadores HiSilicon Kirin — que já afetam a disponibilidade do recém-lançado Mate 40 — a liberação dos chips Snapdragon não resolve instantaneamente o problema da Huawei. Caso a licença se confirme, as empresas ainda precisarão adaptar os celulares aos novos componentes, o que não acontece do dia para a noite.

Algo que pode dificultar a adaptação dos aparelhos Huawei aos Snapdragons é o fato dos chips não incluírem um modem 5G, utilizando componentes adicionais como os modems X55 ou X60. O HiSilicon Kirin 9000, por exemplo, já integra suporte às redes 5G, sem precisar de outros chips.

Além dos processadores Qualcomm, acredita-se que a taiwanesa MediaTek tenha solicitado uma autorização para fornecer seus chips Dimensity à Huawei. A imprensa chinesa publicou recentemente que as empresas fecharam uma grande encomenda dos processadores antes da última proibição dos Estados Unidos, o que não foi confirmado pelas partes.

Fonte: 36kr

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