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Por que celulares baratos têm mais bateria que os mais caros? Entenda essa conta

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Imagem gerada por IA/Gemini
Imagem gerada por IA/Gemini

Nem sempre os celulares mais caros de cada marca têm as maiores capacidades de bateria em mAh. No entanto, existem motivos lógicos para isso, que incluem a questão do tamanho e espaço interno dos smartphones, além de questões de priorização de recursos para cada linha de produtos. 

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Em geral, celulares mais avançados possuem componentes internos que ocupam uma área física considerável dentro da estrutura do celular. Sensores de alta resolução e lentes de zoom óptico do tipo periscópio demandam volume interno que não pode ser aproveitado pela bateria. 

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Componentes adicionais, como bobinas para carregamento sem fio, motores de vibração para respostas táteis precisas e sistemas avançados de resfriamento, também podem causar o mesmo efeito e ocupar milímetros preciosos.

Nos últimos meses, o desenvolvimento de aparelhos finos e leves para o segmento de alto padrão também impede a instalação de baterias maiores e mais pesadas.

Consumo de energia

A demanda energética de um smartphone é marcada pelos processadores de alto desempenho, que tendem a consumir mais energia quando exigidos em tarefas complexas, enquanto chips de modelos básicos mantêm o foco na eficiência para funções simples.

Por outro lado, as fabricantes buscam evoluções na eficiência a cada geração de dispositivos por meio da integração entre componentes físicos e software. 

Renato Citrini, gerente sênior de produto da Samsung, afirma que a capacidade da bateria representa apenas um dos fatores na autonomia de um smartphone.

“Modelos de alto padrão, como o Galaxy S26, priorizam o equilíbrio entre desempenho, design e experiência geral. O uso de processadores modernos, otimizações de sistema e dissipação térmica avançada permitem uma gestão inteligente do consumo de energia durante o uso”
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Em alguns casos, telas de alta resolução e altas taxas de atualização também aumentam a exigência sobre a bateria, enquanto celulares mais baratos podem ser limitados à resolução HD e 60 Hz, com gasto energético mais baixo. 

Estratégias e público-alvo

No final das contas, as empresas são responsáveis por definir prioridades no desenvolvimento dos celulares, o que é feito com base no público-alvo identificado.

A autonomia se torna um dos principais argumentos de venda de um aparelho básico, com o objetivo de oferecer uma duração que alcance dois ou três dias de uso.

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Citrini ressalta que a linha Galaxy A de intermediários foca em pessoas que buscam longos períodos longe da tomada. A escolha por baterias de maior capacidade atende a perfis que realizam atividades intensivas, como consumo de vídeos e navegação em redes sociais.

Já o público que opta por modelos de alto padrão busca desempenho, fotografia profissional e distinção visual, e as fabricantes podem considerar que quem utiliza esses aparelhos possui acesso facilitado a carregadores rápidos ou sistemas de carregamento sem fio ao longo do dia.