Nova patente da HP indica possível celular dobrável da marca

Por Rubens Eishima | 15 de Setembro de 2020 às 07h00
LetsGoDigital/reprodução
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A HP é mais nova fabricante a patentear um aparelho com tela dobrável — e também uma das menos esperadas. A empresa obteve junto à WIPO (Organização Mundial de Propriedade Intelectual) o registro para um aparelho com tela dobrável que, segundo o documento, pode ser um PC, tablet ou celular.

O documento não trata tanto do dispositivo propriamente dito, mas aborda em detalhes o funcionamento da articulação por trás da tela. O registro, concedido em agosto sob o código 2020/162864, descreve uma parte articulada para viabilizar o funcionamento da tela flexível em um aparelho.

No registro, a HP descreve que essa parte dobrável usa uma estrutura ou material auxético, borracha, espuma, fibra ou resina. O mecanismo fica instalado sob a tela — TFT, LCD ou OLED, segundo a patente — e pode ajudar a resolver o problema de como trabalhar com a expansão da área externa quando o aparelho é dobrado, algo que nos celulares com tela flexível de primeira geração deixavam expostas aberturas por onde poeira e outros detritos acabavam entrando.

O site holandês LetsGoDigital aplicou as ideias da patente a um modelo hipótetico de celular, que poderia ser dobrado em diferentes posições próximas ao ponto central do aparelho. A ideia permitiria manter uma área da tela exposta, por exemplo para notificações (o que dispensaria a necessidade de uma tela externa).

Projeção mostra alguns dos potenciais da técnica registrada pela HP (imagem: LetsGoDigital/reprodução)

Volta aos celulares?

A relação da HP com o mercado de celulares não é das mais lembradas pelos usuários finais. O último celular da empresa foi o Elite x3, um dos últimos modelos equipados com o sistema Windows 10 Mobile. Antes disso, a empresa tentou seguir seu próprio caminho adquirindo a Palm e seu sistema WebOS, que segue em uso, mas em televisores da LG.

Em se tratando de uma patente técnica, não há indícios de que a empresa prepara sua volta ao mercado de celulares. O próprio documento cita que as ideias poderiam ser aplicadas a PCs e tablets, ou seja, a ideia pode ser usar esse mecanismo flexível em algum produto da marca ou quem sabe até fornecendo tal tecnologia para outras fabricantes.

E, também, o registro não significa necessariamente que a HP se prepara para trazer a ideia descrita ao mercado. O jeito é esperar para ver.

Fonte: WIPLetsGoDigital  

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