Motorola Edge+ é bom, mas não convence, apontam análises de sites internacionais

Por Felipe Junqueira | 05 de Maio de 2020 às 11h30
Reprodução/Chris Velazco/Engadget
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Ficha técnica

Começaram a sair as análises do Motorola Edge+ na gringa. O primeiro flagship da companhia desde o Moto Z2 Force, de 2017, agradou em partes, mas tem alguns pontos em comum quase todos os veículos apontaram como problema: o alto preço e a tela curvada. Entre os principais pontos positivos, a duração de bateria é a mais citada.

Outros pontos foram o conjunto de câmera, considerado bom por alguns dos veículos, o sistema de som e o desempenho, este último esperado como um diferencial. Outro ponto negativo bastante citado é a exclusividade da Verizon, algo que não deve ser problema para os brasileiros — as fabricantes até fazem algumas parcerias com operadoras, mas geralmente vendem opções desbloqueadas.

Veja abaixo um resumo dos pontos positivos e negativos do Motorola Edge+ na opinião de alguns dos principais veículos de tecnologia lá fora.

Parece convencional

Edge+ é "uma laje monolítica com tela bonita", segundo análise gringa (Foto: Reprodução/Chris Velazco/Engadget)

O Engadget não dourou a pílula. Criticou bastante o que achou um celular que “parece convencional” quando comparado a outros modelos premium da empresa, como o Moto Z ou até mesmo o dobrável Razr. Já o Edge+ “é uma laje monolítica com uma tela bonita, um monte de câmeras e a mesma potência que você vai encontrar em qualquer Android de mesmo preço”, apontou Chris Velazco.

“A Motorola não vai superar a concorrência nem se inclinar ao lado dela. O que não é algo ruim desta vez, no entanto. O Edge Plus tem mais fraquezas que um dispositivo de US$ 1.000 deveria, mas é prova que a Motorola pode fazer um topo de linha competente — e às vezes confuso”, resumiu o analista.

Os pontos positivos apontados pelo veículo são o desempenho, bateria para dois dias e o fato de rodar uma versão bastante limpa do Android. Já os negativos são a tela curvada, exclusividade da Verizon e, na opinião do Engadget, os alto-falantes ficaram aquém do esperado.

Retorno quase promissor

Motorola usou câmera com 108 MP no Edge+ (Foto: Divulgação/Motorola)

A Wired deixou clara sua preferência por modelos mais acessíveis, citando principalmente o One Plus 8 Pro, por conta da tela, e o Pixel 4, “favorito se câmera for sua prioridade”. O analista não gostou da tela nas laterais, principalmente. Mas apontou:

“O Edge Plus é um retorno sólido da Motorola à categoria topo de linha, mas eu preferiria que as centenas de megapixels e os dois dias de bateria não viessem com um monte de peculiaridades em um smartphone caro”, resumiu a publicação.

Os pontos positivos listados foram o bom desempenho, a tela de 90 Hz, dois dias de bateria, sistema de câmera triplo sólido, alto-falantes estéreo de boa qualidade, interface Android pouco modificada, resistência à água e o retorno do conector P2. De ruim, a análise apontou o preço, disse que o aparelho “faz vários sons esquisitos quando você mexe nele”, toques acidentais por conta da tela curva, carregamento sem fio não funciona em qualquer carregador, só uma atualização do Android prometida até agora e a exclusividade Verizon.

Um competidor, não um campeão

Motorola Edge+ pode competir, mas não vence outros topo de linha (Foto: Reprodução/Becca Farsace/The Verge)

Para o pessoal do Verge, o Edge+ é um ótimo aparelho topo de linha, mas entra em uma competição que não é fácil, contra Samsung, LG e Huawei, principalmente, além de outras empresas com opções mais baratas. E a Motorola conseguiu lançar um aparelho que é bem diferente de outros modelos lançados por ela mesma, mas que não se diferencia muito dos concorrentes. Em resumo, é um ótimo celular, mas pode não ser suficiente para um mercado saturado.

“Isso deixa o Edge Plus em uma posição embaraçosa: não é tão polido quando a linha S20 nem tão chamativo quanto o V60 e sua segunda tela, não é tão barato quanto o OnePlus 8 Pro e não é tão revoluionário quanto as câmeras do Pixel. E não ajuda estar disponível apenas por uma operadora”, observou o veículo.

Entre os pontos positivos, a publicação destacou a ficha técnica, o bom desempenho das câmeras, autonomia de bateria muito boa e o conector P2 para fones de ouvido. Já entre a parte ruim, o Verge não gostou do "display edge", que possui problemas, a ausência de proteção contra água (que, na verdade, existe, o que falta é uma certificação), o 5G, considerado “inútil”, e a exclusividade Verizon.

Não se destaca

Tela ocupa quase toda a parte frontal e tem furo para câmera de selfies (Foto: Reprodução/Tom's Guide)

O Tom’s Guide também não elogiou tanto o novo topo de linha da Motorola. A página apontou que o aparelho deve atrair muitos audiófilos por trazer bom conjunto de alto-falantes e conector P2, mas o resto não agrada tanto quanto o que os concorrentes podem oferecer.

“O Motorola Edge Plus é um topo de linha sólido no geral com alto-falantes poderosos e conector de fone de ouvido que os audiófilos vão amar. Mas suas câmeras, bateria e software não são dignos de nota e o aparelho está preso à Verizon, o que o torna uma venda difícil comparada às das séries Galaxy S20 e One Plus 8”, relatou a publicação.

Com relação às vantagens, foram citados o display “bacana”, ótimo desempenho, conector P2, áudio poderoso e suporte ao 5G. Já as desvantagens são a exclusividade Verizon, cronograma de atualizações obscuro, falta de classificação IP contra água e poeira e baixa velocidade da recarga.

Sólido, bonito e com falhas

Motorola Edge+ chama atenção pelo design elegante (Foto: Reprodução/Daniel Bader/Android Central)

O Android Central também não economizou nas críticas, apesar de ter reconhecido que o dispositivo é bonito e tem seus pontos positivos. A análise reclamou da falta de proteção contra toque acidental nas laterais da tela, alguns bugs e também não ficou satisfeita com a câmera.

“A Motorola fez seu melhor esforço no espaço tradicional de design de smartphone, criando um telefone sólido, bonito e falho no processo”, resumiu a publicação.

Entre os prós, a página citou a tela “bonita, com curvatura impressionante e taxa de atualização de 90 Hz”, corpo fino e bom de segurar com uma só mão, ficha técnica de topo de linha, bateria para mais de um dia de uso e recursos Ações e Tela da Motorola. Nos contras, a lista tem a falta de um sistema de detecção de toques acidentais melhor, câmeras abaixo da concorrência, falhas de software persistentes, falta de proteção contra água e um histórico meio ruim da Motorola no quesito atualização de software.

Afinal, vale a pena ou não?

Observando os apontamentos de cada veículo, fica claro que não há muitas unanimidades. O maior deles não deve ser problema para o público brasileiro, que é a exclusividade de operadora nos EUA. De resto, os analistas acharam a tela bonita, mas falta um sistema melhor para evitar toques acidentais, essencial em um display curvo que invade bastante as laterais — mas nada que uma atualização de software não resolva.

A ótima duração de bateria é o ponto positivo mais presente nas listas de prós, e a grande unanimidade favorável. As câmeras parecem satisfatórias, mas não agradaram a todos. De resto, a Motorola parece ter feito um bom trabalho no design e construção do aparelho.

E aí, o que você achou dessas análises? Ficou mais ansioso ou menos pelo Motorola Edge+? Conta pra gente nos comentários.

E não esquece de conferir nossas primeiras impressões do aparelho:

Fonte: Engadget, Wired, The Verge, Tom's Guide, Android Central

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