Review Lenovo Legion Duel | As especificações robustas compensam o preço?

Review Lenovo Legion Duel | As especificações robustas compensam o preço?

Por Jucyber | 08 de Maio de 2021 às 17h00
Ivo/Canaltech

O Lenovo Legion Duel é a primeira geração de celular gamer da empresa, entregando configurações robustas em um design diferenciado para agradar aos fãs de jogatina que querem ter um equipamento premium em mãos.

Trazendo 5G, se tornou pioneiro no país com esta conexão na categoria, oferecendo a oportunidade dos jogadores receberem uma experiência em multiplayer ainda melhor.

Mas, a demora para chegar ao Brasil, o preço alto e a chegada da segunda geração podem ser pontos levados em consideração no momento da aquisição dele, já que existe um concorrente semelhante e mais barato.

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No entanto, será que vale a pena investir na primeira geração do celular gamer Legion Duel aqui no Brasil? Ele oferece reais diferenciais para isso? Confira a minha opinião nesta análise completa do aparelho!

Prós

  • Tela de 144 Hz
  • Temperatura equilibrada
  • Aplicativo para controle e otimização do celular
  • Opção de overclock em jogos
  • Som de boa qualidade

Contras

  • Chegada tardia ao Brasil
  • Preço acima do principal concorrente
  • Mecanismo pop-up da câmera frontal pode atrapalhar em certos momentos
  • Falta de atualizações

Design e Construção

Para quem não conhece a Lenovo, ou não tem ciência sobre os modelos mais recentes da marca, ao olhar para o Legion Duel fica notório que ele foi desenvolvido para dar aquele visual típico dos notebooks da marca, mas também faz referência aos aparelhos Armor, fabricados pela Ulefone, que trazem esse “design bruto”.

Entretanto, é evidente que a carcaça dele está inspirada nos dispositivos Black Shark, subsidiária Xiaomi, tanto pelo formato das bordas, quanto pelos desenhos diferenciados aplicados na parte traseira para dar um “aspecto gamer”.

O corpo dele é todo construído em alumínio, contando ainda com uma cobertura de vidro na parte traseira, onde está aplicada a popular logo da Legion, com luzes de LED RGB que ajudam a iluminar o símbolo.

Em conjunto com o desenho, também estão na parte central da traseira o flash, a gaveta pop-up da câmera frontal e as duas lentes adicionais. E por falar na parte fotográfica, esta é a maior falha presente no smartphone, algo que pode ser sentindo com clareza no uso diário.

Isso porque é inevitável colocar os dedos nelas enquanto se está jogando, e isso pode ser um empecilho para capturas rápidas, pois é uma necessidade máxima fazer a limpeza antes de qualquer foto, um processo mais chato do que o normal por estarem bem na área de toque constante.

Além disso, o fato do botão que o liga estar no compartimento pop-up da câmera de selfies, pode incomodar quem é mais preocupado com a resistência desse setor da carcaça, mas é importante deixar claro que, ao clicar na tecla, a lente frontal é retraída automaticamente e a tela desligada.

O fato dele não ser unibody, como outros equipamentos premium, pode ser uma outra dor de cabeça para os mais atrapalhados, pois é muito fácil entrarem partículas de poeira ou migalhas inevitáveis, sendo necessário limpar com algum equipamento ultrafino para que não tenha o risco de algo se acumular internamente e afetar o funcionamento a longo prazo.

Comparando com outros celulares, ele é bem grosso e pesado devido aos componentes internos aplicados nele, sendo um pouco incômodo no uso contínuo, principalmente com um a mão só.

Na lateral esquerda, está localizado o botão para controle de volume, sendo bem rápido de ser acessado. Porém, por ser um aparelho diretamente desenvolvido para o público gamer, ele também traz dois sensores, que podem ser usados como gatilhos em diversos tipos de jogos.

Como a memória interna não é expansível, a gaveta de chips, que também está embaixo, é utilizada só para inserção dos cartões SIM 1 e 2. Tanto na base quanto no topo, estão os alto-falantes estéreos, responsáveis pela poderosa sonorização.

Conexões

Se diferenciando dos modelos comuns, e se equiparando com outros da categoria, ele possui duas entradas USB-C, sendo uma na lateral esquerda e outra na parte de baixo, na posição padrão.

Este formato é usado pela Lenovo como uma alternativa para quem está focado em comprar o celular para uso em gameplays profissionais, onde a queda na capacidade da bateria ao longo da jogatina vai exigir o carregamento.

Sendo assim, uma das entradas pode ser usada para plugar o carregador, enquanto a outra mantém os fones de ouvido conectados ao jogo. Como ele não possui conexão 3,5 mm, é necessário o adaptador incluso na embalagem para usar headphones com esse tipo de plugue, ou procurar um modelo com USB-C.

Mas, é importante destacar, que as duas entradas podem ser utilizadas para o carregamento do smartphone, dando alternativas interessantes para diferentes formatos de uso, vai depender do posicionamento dele na hora de ativar a recarga.

Mesmo que os fones de ouvido com fio sejam a alternativa mais utilizada pelo público gamer, o Legion Duel oferece tecnologia de Bluetooth 5.0, permitindo o uso de opções wireless com bom tempo de resposta, e a versatilidade de utilizar outros equipamentos sem fio na mesma conexão.

Para deixar os games melhores, principalmente aqueles onde o ping baixo faz toda a diferença, o Wi-Fi ax (Wifi 6), se torna um adicional importante. Além disso, para execução de vídeos em resoluções mais altas, ele entrega uma boa compatibilidade, executando sem travamentos.

Em conjunto com esta configuração, a presença da rede 5G mostra que o aparelho já está preparado para a chegada oficial desta nova tecnologia, permitindo uma experiência ainda melhor em games multiplayer.

Levando em conta que ele não tem um método de pagamento próprio, como algumas fabricantes, a Lenovo adicionou no gamer premium a opção NFC, que pode ser utilizada em conjunto com o Google Pay para pagamentos via aproximação, algo que está com a popularidade em ascensão.

Tela

A tela AMOLED de 6,65 polegadas do Lenovo Legion Duel poderia ser um pouco melhor, pois o tamanho desse display em resolução Full HD+ de 2400 x 1080 pixels deixa a visibilidade de uma maneira que faz o usuário mais exigente sentir falta de um adicional.

Se a empresa adicionasse um visor em resolução 2K, seria um acréscimo bem interessante para ser complementar a taxa de atualização de 144 Hz. Outro ponto que poderia ser ainda melhor é o aproveitamento frontal, que é aquém do esperado em um aparelho que não traz entalhe, que comprometeria mais o espaço.

Desta forma, deixar um espaço vazio inútil nas partes superior e inferior faz a experiência de uso não ser tão positiva quanto o esperado, já que este formato com mais bordas é um retrocesso.

Em soma a este ponto negativo, essa característica o afasta um pouco do aspecto atual dos flagships, ficando atrás até de alguns intermediários, onde as empresas têm focado em deixar o display maior sem que isso afete o tamanho do corpo em si.

Tela de 144 Hz do Legion Duel (Imagem: Ivo/Canaltech)

Visualmente, ele entrega bons resultados, mesmo sentindo a falta de mais resolução ao entrar em jogos, onde amplificar a qualidade gráfica faz os personagens ficarem diferentes do esperado para a configuração.

Para aqueles que não se agradarem da coloração configurada na tela, existe a opção de definir a saturação em três opções: Intensidade, Naturais e Padrão, onde a alternativa escolhida é a que melhor se encaixa no seu gosto pessoal.

A fluidez proporcionada pelos 144 Hz é o principal diferencial, se fazendo útil quando a velocidade maior é exigida dentro de games FPS, onde os movimentos rápidos fazem toda a diferença na hora de executar adversários.

Um grande destaque dessa frequência está no fato dela ser adaptável, e o ajuste pode ser feito para que uma configuração menos exigente seja usada continuamente, onde não há tanta exigência de Hertz, mas migrando automaticamente para 144 Hz quando um jogo é aberto.

Configuração e Desempenho

O Lenovo Legion Duel já saiu de fábrica com o sistema operacional Android 10, que traz personalizações da interface ZUI 12. Com isso, algumas modificações são feitas no layout e na navegabilidade, alterando ícones para dar um aspecto mais relacionado com jogos, incluindo planos de fundo estáticos e animados exclusivos, e muitas outras novidades.

Embora seja algo que não sirva de ponto de alerta para muitos usuários, acredito que é importante mostrar uma situação tensa em relação ao sistema do Legion Duel, que é a falta de atualização do pacote de segurança, que não recebe updates desde janeiro deste ano no modelo brasileiro.

Apesar de ser algo considerado irrelevante por alguns, seria importante a Lenovo estar mais atenta a isso, pois aumenta o risco de vulnerabilidade do Android a certos problemas, que poderiam ser corrigidos quando a empresa der mais atenção a este processo.

Nele é possível encontrar recursos específicos para o público gamer, que fazem toda diferença no uso do smartphone para jogatinas. O maior exemplo é o Legion Realm, que traz dados sobre a potência do processador, placa de vídeo, temperatura, taxa de atualização da tela e áudio.

Em conjunto com estar informações, dentro do app existe a possibilidade de adicionar os jogos instalados nele, fazer ajustes para adaptar os gatilhos ao tipo de pressão desejada, melhorar a performance da internet, gravar gameplays, publicar lives no YouTube com facecam, entre outras opções.

Assim como grande parte dos celulares focados no público gamer que foram lançados em 2020, o Legion Duel também possui a plataforma Snapdragon 865 Plus, uma variação do chip desenvolvido pela Qualcomm com foco em topos de linha, mas com o acrescimento de um pouco mais de potência.

Com toda essa exploração de velocidade, o resfriamento piramidal consegue deixar a temperatura do aparelho bem equilibrada, mantendo o celular em até 40°C, quando o modo Rampage, semelhante ao overclock em computadores, é ativado. Mas, no uso normal, ele se mantém a uma média de 32°C ou menos, mostrando a competência dos coolers internos.

Em complemento, a versão vendida no Brasil traz 12 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno, sendo mais do que suficiente para garantir uma usabilidade muito melhor a longo prazo para quem estiver disposto a comprar.

No dia a dia, é notório que a folga de RAM e ROM deixam a navegação muito melhor, e se torna uma boa referência de potência aos gamers acostumados com PCS que trazem configurações semelhantes. Então, travamentos não serão sentidos, mesmo em situações em que o uso explora mais do hardware.

Segurança

Em segurança, o Legion Duel não traz muitas opções de biometria, sendo a principal o leitor de digitais sob o display. É um diferencial importante, principalmente por dar mais um elemento tecnológico ao display, que já possui diversas implementações.

No uso prático, ele se mostrou rápido, mas confesso que esperava uma velocidade maior, já que é notória a lentidão ao compará-lo com outros celulares topo de linha, mostrando que a leitura é feita com rapidez, mas é equivalente a alguns intermediários.

Embora não esteja diretamente relacionado com o funcionamento, o sistema oferece quatro opções de animações que podem ser exibidas no local onde está o leitor de digitais sob o display, como uma indicação de onde colocar o dedo.

Câmera

O Lenovo Legion Duel traz um conjunto duplo de câmeras na traseira, com configurações focadas em dar qualidade e amplitude em determinados ângulos. Já no compartimento pop-up, está presente a lente responsável pelas selfies, dando versatilidade para quem for tirar fotos ou usar para filmar reações em gameplays.

Câmera Principal

Para a câmera principal, a Lenovo adicionou uma lente de 64 megapixels, disponibilizando abertura f/1.8, sendo uma opção, em teoria, ideal para quem é gamer, mas gosta de fazer capturas no tempo livre.

Infelizmente as empresas que fabricam celulares focados em jogos ainda não entenderam que jogar não é tudo que o usuário quer no aparelho, pois seria importante dar uma qualidade equivalente com a resolução, o que não aconteceu no Legion Duel.

O formato wide ajuda a amplificar o campo de visão nas imagens, mas não se torna um ponto positivo que apague a nitidez baixa, mesmo em locais bem iluminados. Porém, a fidelização de cores é algo que merece elogio, pois ajuda aqueles usuários mais despojados que gostam de editar as fotos, fazendo o processo dar menos trabalho.

Câmera ultrawide

A câmera secundária de 16 MP, com abertura f/2.2, traz o formato de captura ultrawide, e entrega resultados OK. É notória a identificação de objetos, uma boa saturação das cores, mas ainda falta nitidez no resultado.

São perceptíveis as partes onde a imagem fica mais “embonecada”, como se houvesse algum processo de embelezamento desnecessário na foto, dando um resultado muito abaixo do que esta resolução poderia entregar.

Modo retrato

O modo retrato não é o mais preciso da categoria, contornando com muita dificuldade elementos simples, mostrando que algumas otimizações poderiam ser feitas pela Lenovo para que as fotos ficassem melhores.

Mesmo assim, em coloração, ele é bem equilibrado, mostrando que o software consegue fazer uso da Inteligência Artificial para gerar colorações próximas do que é visto a olho nu.

Modo macro

No momento em que fotos são feitas através do modo macro, o celular gamer se mostra muito competente, mesmo fazendo esse processo sem o auxílio de uma lente, mostrando detalhes importantes do objeto.

Dos recursos focados em fotografia, este é o que mais se destaca, já que mostra muita eficiência sem que isso afete a construção do aparelho com uma lente a mais, que poderia ajudar a amplificar esse atributo, mas nesse caso não se fez tão necessária.

Modo noturno

Fica claro que o modo noturno via software se mostra uma grande incógnita, pois, em algumas situações é preciso ficar olhando os detalhes para perceber que ele foi aplicado.

Por exemplo, em locais onde existem pontos de luz, como postes, dá para perceber que este recurso deixa a iluminação mais equilibrada.

Quando são locais mais arborizados, não há tanta diferença, iluminando mais, mas sem dar a visibilidade esperada, além de mostrar com maior clareza construções ao redor, mas nada que se aproxime de outros smartphones com configurações semelhantes.

Câmera Frontal

A câmera frontal de 20 MP e abertura f/2.2 tem uma alta resolução só em números, porque na prática não é bem assim, pois a foto que obteve algo mais próximo do esperado para esta configuração quando o recurso de HDR estava ativado.

Todavia, seria preciso editar um pouco a iluminação do rosto e ajustar a saturação para retirar a aparência mais flat. Em contraluz as fotos ficam com muito pixel, como se o software tentasse compensar sem alcançar esse propósito de fato.

Em selfies, o modo retrato é bem superficial para um topo de linha, não conseguindo detectar fios de maneira inteligente e contornando-os quase de forma padronizada para o formato da cabeça, deixando de fora qualquer elemento que esteja fora desse limite de rastreamento.

Quando as imagens são feitas em contraluz, o fundo fica extremamente estourado, em alguns momentos totalmente branco, algo que demandaria muito trabalho para tentar corrigir em edições, e, ainda assim, perderia muita nitidez.

Vídeo

A gravação de vídeos com o Legion Duel traz como opção de maior qualidade o 4K a 30 fps na câmera traseira. Ele consegue entregar bons resultados, mas poderia ser ainda melhor, principalmente por ser um flagship.

Em ambientes externos, é possível perceber que falta nitidez, e, ao ser obrigado a focar em objetos, traz uma oscilação na entrada de luz que é bem complicada. Sobre a estabilização, não há reclamações, sendo muito eficaz para filmagens.

Levando em conta que ele vem com modo manual, isso poderia ser um diferencial realmente relevante se a Lenovo tivesse adicionado outras opções de controle, como as existentes na interface do ROG Phone 3 de maneira detalhada.

Um recurso que chama a atenção é o modo “Duo”, dando a oportunidade de filmar com as duas câmeras traseiras ao mesmo tempo, capturando diferentes ângulos, ou usando a câmera frontal e alternando entre as de trás para criar um vídeo diferenciado.

Para selfies, a resolução cai pela metade, tendo como alternativa máxima o 1080p a 30 fps, entregando resultados semelhantes às fotos, se mostrando uma opção melhor para uso como facecam do que em vlogs, porque estoura muito o fundo e isso pode prejudicar a experiência.

Sistema de Som

O áudio do Legion Duel conta com dois alto-falantes estéreos que entregam um bom som, algo relevante para dar ainda mais imersão nas jogatinas, já que cada saída fica em uma extremidade do dispositivo.

Apesar deste ponto positivo, quando está no máximo, é possível detectar algumas distorções que podem incomodar aos mais exigentes, pois em jogos de tiro gera um ruído que pode confundir com movimentos de adversários, em alguns momentos.

Além disso, por não vir com fones de ouvido na caixa, a Lenovo obriga o usuário a encontrar uma boa opção de acessório que permita o real aproveitamento desse hardware de áudio.

Alto-falante do Legion Duel (Imagem: Ivo/Canaltech)

Bateria e Carregamento

O fato do Lenovo Legion Duel ser classificado como celular gamer não pode servir de parâmetro para considera-lo uma alternativa com baixa autonomia, já que o chipset e recursos adicionados são capazes de influenciar na duração da bateria dele.

Isso porque a marca conseguiu dar um bom equilíbrio energético com os 5.000 mAh de capacidade, onde foi possível se obter uma alta duração no uso normal, e até em alguns jogos que exploraram menos a carga dele.

Um ponto que é importante destacar está relacionado com a taxa de atualização de 144 Hz, que no modo adaptável influenciou positivamente nessa administração energética, já que a redução para frequências menores era feita quando não havia a necessidade de usá-la.

Entretanto, inclusive em jogos onde ela ficava o tempo inteiro no máximo, os resultados mostraram que os gamers não ficarão decepcionados se escolherem investir neste modelo com foco em desempenho e bateria.

Em destaque, a Lenovo disponibiliza o carregador de 45 W na embalagem, garantindo que a tecnologia fast charging vai ser bem explorada, e isso mostrou resultados muito positivos. Para recarregar por completo, o celular precisou de apenas 1 hora e 10 minutos, onde os 25 minutos iniciais foram necessários para que a capacidade chegasse em 50%.

Mesmo com toda essa potência, a marca ainda possui a opção de carregador com 90 W, que faz o Legion Duel chegar em 100% com apenas 30 minutos. Mas, infelizmente, essa alternativa só pode ser adquirida por quem comprar a versão com 512 GB de armazenamento, que não é comercializada no Brasil.

Testes práticos

Estes testes têm como foco mostrar uma base do que se pode esperar do aparelho, o padrão dos testes se baseia em três tipos de uso mais comuns: jogos, streamings, onde foram testados os mais populares, sendo gastos 1 hora em cada game e visualização de vídeos, e o formato usual, que mescla redes sociais e outras opções de navegação.

A simulação tem como fonte o uso prático de grande parte das pessoas, com o brilho da tela foi ajustado para 50%, focando em passar uma experiência de uso dentro do formato rotineiro.

Porém, para o terceiro, foi necessário recarregar o smartphone até a bateria chegar em 100% para posteriormente zerar e dar uma estimativa do tempo necessário para tal. Sendo assim, as informações citadas disponibilizaram os seguintes resultados:

Teste número 1 - Jogos

  • Asphalt 9: o consumo foi de 21% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 5 horas.
  • Call of Duty Mobile: o consumo foi de 18% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 5 horas e 30 minutos.
  • Free Fire: o consumo foi de 14% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 7 horas.
  • PUBG: o consumo foi de 18% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 5 horas e 30 minutos.
  • League of Legends: Wild Rift: o consumo foi de 18% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 5 horas e 30 minutos.
  • Crash On The Run: o consumo foi de 8% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 12 horas.

Teste número 2 - Streamings de vídeo variados

  • Netflix: a reprodução de série gera o consumo de 9% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 11 horas.
  • Disney Plus: a reprodução de série gera o consumo de 12% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 8 horas.
  • Amazon Prime Video: a reprodução de série gera o consumo de 8% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 12 horas.
  • YouTube: a reprodução de série gera o consumo de 7% de bateria, com uma estimativa total de uso de aproximadamente 14 horas.

Teste número 3 – Navegação geral

Usando de maneira normal, navegando entre apps de rede social na conexão WiFi e jogando, o resultado prático mostrou um registro de 1 dia e 11 horas de bateria. Mas, é importante deixar claro que o tempo de tela ligada, no caso, foi de 4 horas e 37 minutos, um período que mostra uma autonomia abaixo do esperado por este ponto de vista, mas, na experiência de uso, esse prazo foi bem maior.

Concorrentes Diretos

No Brasil, atualmente o Legion Duel só possui como concorrente direto o ROG Phone 3, que chegou com quatro meses de antecedência e já possui uma popularidade maior no mercado por ter sido o único com foco em games por duas gerações.

Em adicional a isso, a ASUS ainda traz alguns aprimoramentos que o fazem superior ao modelo da Lenovo, como tecnologia sonora mais avançada e opção de filmagem em qualidade 8K, permitindo uma exploração maior de diferentes possibilidades de captura.

Além disso, a bateria com maior capacidade faz a autonomia do ROG Phone 3 entregar mais horas de jogatina e ainda ter a possibilidade de adquirir acessórios adicionais para tornar a experiência ainda mais diferenciada, e isso também serve de parâmetro para a decisão dos usuários que estão em busca de um celular gamer.

E, como se não bastassem as diferenças citadas, o preço deles ainda serve de barreira para que o Legion Duel se torne o aparelho mais popular do nicho, tendo uma diferença de R$ 500 atualmente, mas que era ainda maior quando foram lançados no Brasil, onde o da ASUS chegou por R$ 5.849, enquanto o da Lenovo custava R$ 7.200.

Desta forma, fica nítido que nem os recursos implementados pela fabricante fazem ele ganhar do principal concorrente, sendo necessário ficar o tempo todo de olho nas ofertas para ver se ele vai conseguir se tornar um custo-benefício melhor do que o ROG Phone 3.

Ficha técnica

  • Tela: 6,65 polegadas, Full HD+, AMOLED, 144 Hz de atualização, 240 Hz de sense;
  • Chipset: Qualcomm Snapdragon 865+;
  • Memória RAM: 12 GB;
  • Armazenamento interno: 256 GB;
  • Câmera traseira: 64 MP (principal) + 16 MP (ultrawide + macro);
  • Câmera frontal: 20 MP pop-up;
  • Dimensões: 169,2 x 78,5 x 9,9 mm;
  • Peso: 239 g;
  • Bateria: 5.000 mAh com recarga de até 45 W;
  • Extras: alto-falante estéreo, BT 5.0, 5G, 2 portas USB-C, botões ultrassônicos, motores de vibração, movimento 3D, efeitos de iluminação personalizáveis;
  • Cores disponíveis: vermelho e azul;
  • Sistema operacional: Android 10.

Conclusão

O fato da marca já ter um nome forte com outros equipamentos focados em jogos, fez o Lenovo Legion Duel ser uma boa aposta para o mercado de celulares gamer, trazendo um hardware robusto para confrontar grandes concorrentes, que já estavam consolidados.

Ele conta com uma configuração robusta, um sistema diferenciado de carregamento e resfriamento, trazendo grandes pontos positivos na temperatura dele, principalmente nos momentos que foi colocado sob estresse.

Mas, as câmeras se mostram abaixo do esperado em um smartphone com o preço dele, indicando um “calcanhar de Aquiles” da categoria, que ainda não conseguiu ajustar a parte fotográfica para proporcionar um dispositivo completo.

Ainda que levemos em conta os diferenciais que fazem dele uma boa alternativa por um ponto de vista, o fato de já ter uma segunda geração, alinhado com a demora para chegar ao Brasil e o preço alto, que não caiu muito alguns meses após o lançamento, não permitem que sele seja uma boa opção neste momento.

Além disso, a falta de atualizações se torna um grande ponto negativo para a segurança do sistema, dando ao público a impressão de uma falta de interesse da empresa em dar sobrevida ao software do aparelho.

Obviamente que esses pontos são levados em consideração por estarem surgindo boas novidades este ano, e o público-alvo precisar estar sempre com celulares que apresentem o melhor hardware possível para dar vantagens em competições.

Sendo assim, atualmente é melhor comprar o ROG Phone 3, que está mais barato e entrega especificações parecidas, ou guardar o dinheiro e esperar a chegada da segunda geração no país, algo que ainda não possui uma previsão de acontecer.

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