Interior do Galaxy Note10+ traz mais desafios em seus reparos

Por Rafael Arbulu | 23 de Agosto de 2019 às 20h00
(Imagem: Reprodução/BGR)
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Ficha técnica

O Samsung Galaxy Note10+ está bem perto de chegar às prateleiras, mas o site iFixIt, conhecido pelas suas avaliações do maquinário interno dos principais aparelhos do mercado, já promoveu o desmonte de um modelo 5G do smartphone da fabricante coreana, dando a nós uma série de detalhes para compartilhar.

A primeira coisa a se notar é a similaridade do design interno com alguns detalhes vistos no iPhone X. Especificamente, o posicionamento da placa mãe na parte de cima do aparelho. Bebendo da fonte do smartphone da Apple, a ideia da Samsung foi a de criar um espaço maior para acoplar, embaixo, a bateria do Note10+, mais larga. Missão cumprida, com um sacrifício: neste formato, há a passagem de fios sobre a bateria, impedindo o acesso direto a ela. Em outras palavras, em caso de necessidade de reparos, o profissional terá um pouco mais de dificuldade em acessar essa parte específica. Nada inédito, por si, mas isso pode encarecer a mão de obra.

O site também aponta que a bateria — e boa parte dos componentes internos do Note10+ — são supercolados. Mesmo com um aparelho específico para a remoção de partes nestas condições, o iFixIt ressaltou que alguns componentes exigiram muito mais álcool isopropílico e aplicação de força para remoção.

O site também destaca a presença de um chip verde “misterioso” que, após remoção, constataram tratar-se de um módulo de antena QTM052 mmWave da Qualcomm. “mmWave” é a referência para “milimeter wave”, um tipo de sinal de rádiofrequência que transita entre 24 GHz e 100 GHz. Segundo o site, isso oferece velocidades enormes de download, porém, o alcance é limitado.

Por outro lado, há um destaque para a entrada USB-C, que, apesar de soldada diretamente na placa inferior (algo que o IFixIt critica), a ausência de outros componentes afixados na mesma placa torna a sua remoção mais simplificada, o que deve baratear reparos nesta área.

O site atribuiu a nota 3 (de 10) na “reparabilidade” do aparelho, considerando mais complicado de se consertar em caso de quebras e problemas. Dado o volume de componentes, não é de se surpreender.

Fonte: iFixIt

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