Homem usa dedo decepado para desbloquear um celular da Samsung

Homem usa dedo decepado para desbloquear um celular da Samsung

Por Diego Sousa | Editado por Wallace Moté | 11 de Maio de 2021 às 14h10
Tom's Guide

O leitor de impressão digital é um dos métodos mais seguros e práticos para desbloquear um smartphone, pois, teoricamente, só funciona com o dedo do usuário cadastrado. No entanto, embora os sensores biométricos tenham ficado mais precisos ao longo dos anos, eles ainda não são tão inteligentes para identificar uma impressão digital de uma pessoa viva ou morta — um caso desse tipo ocorreu em 2018, quando a polícia da Flórida (EUA) teve acesso ao celular de um cadáver usando suas próprias digitais.

A situação mais recente não envolve nenhum cadáver, mas um dedo decepado da mão de um usuário da Samsung residente da zona rural da Espanha. Kieran Higgins, um homem aposentado e dono de um Galaxy A20, contou ao The Register local que teria conseguido desbloquear o smartphone da sul-coreana usando a ponta do seu dedo, decepada há duas semanas em um acidente industrial.

Momento em que o celular teria sido desbloqueado com o dedo decepado (Imagem: Reprodução/The Register)

O auditor disse em entrevista que perdeu o dedo em um acidente envolvendo um guindaste, mas preferiu mantê-lo guardado em casa em um pote com álcool de grau medicinal para caso o seguro lhe desse problema no futuro. "Tirei [a ponta do dedo] do pote de álcool medicinal e consegui registrar o dedo "morto" no meu telefone", contou Higgins.

Pode parecer muita coisa de filme de ficção, mas a explicação é mais simples do que parece. Lucas Francese, um gerente de dispositivos biométricos, disse ao The Register que não há problema técnico neste caso: "O dedo usado para o registro da identidade para aquele telefone específico é o mesmo usada para autenticação, portanto o sistema teve um bom desempenho em reconhecer o dedo do usuário".

O profissional explica que a terminologia padrão no mercado é "Liveness Finger Detection" (Detecção de vitalidade de dedo, em tradução livre), que impede a detecção somente de dedos falsos, como os feitos de borracha ou gelatina — ou seja, os reais, seja vivo ou morto, teoricamente continuam funcionando. "Existem tecnologias que detectam a vitalidade baseadas em IA, mas não são implantadas em dispositivos de consumo, por exemplo", contou Francese.

(Imagem: Reprodução/The Register)

Vale mencionar, também, que o Galaxy A20 é um smartphone equipado com um processador básico, o Exynos 7884 de oito núcleos rodando a apenas 1,6 GHz. Além disso, os scanners de digitais do aparelho da Samsung podem ser encontrados no varejo por preços até 5 libras, o que não dá nem R$ 40 em conversão direta para a nossa moeda.

A Samsung não respondeu a um pedido de comentário sobre o caso do usuário que desbloqueou um Galaxy A20 usando um dedo decepado.

Review do Samsung Galaxy A20

Fonte: The Register; ABC Action News

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