Galaxy A12 surpreende e surge no DXOMARK como opção para quem busca o essencial

Galaxy A12 surpreende e surge no DXOMARK como opção para quem busca o essencial

Por Eduardo Moncken | Editado por Wallace Moté | 02 de Setembro de 2021 às 15h16
Ivo/Canaltech

A linha Galaxy A concentra desde smartphones de entrada até intermediários avançados. Quanto menor a numeração, menos recursos estarão disponíveis. Por isso, quando olhamos para o Galaxy A12, não esperamos nada além do básico, certo?

O DXOMark, porém, está mostrando que o smartphone simples tem bons méritos fotográficos: ele foi testado pelo portal especializado em fotografia e obteve bons resultados — ainda que distantes dos aparelhos flagship. Na avaliação, o Samsung Galaxy A12 recebeu o mérito de ser considerado uma recomendação para quem busca o essencial.

É possível notar o bom trabalho do HDR ao gerenciar as áreas mais escuras, e a boa representação de cores com branco balanceado (Imagem: Reprodução/DXMARK)

Com lente principal wide de 48 megapixels (f/2.0), secundária ultrawide de 5 MP (f/2.2), macro de 2 MP (f/2.4) e um sensor de profundidade também de 2 megapixels, o celular alcançou 96 pontos no teste de fotografia. Destaque para o bom desempenho de acuidade de cor, precisão do autofoco, e detalhes em texturas.

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Graças a essas qualidades, o Galaxy A12 conseguiu apresentar brancos estáveis — o que é essencial para a parametrização das cores na fotografia — efeito natural em modo retrato, e HDR bem equilibrado.

Vídeo e ultrawide decepcionam

Uma área na qual ele não se sai bem é em vídeo: podendo gravar a no máximo Full HD a 30 quadros, o smartphone tem estabilização de imagem ruim, falha em oferecer HDR vívido nas gravações, e questões relativas ao foco geram muitos ruídos quando captando objetos em movimento. Além disso, disparos consecutivos nem sempre ativam corretamente o HDR.

À noite, registros decepcionam pela baixa nitidez e há dificuldade do aparelho em lidar com áreas de luz, dificultando ainda mais a visualização dos cenários (Imagem: Reprodução/DXOMARK)

Outros problemas envolvem baixo detalhamento das cenas na lente ultrawide, falta de foco para objetos muito distantes, e baixa qualidade dos registros em ambientes de pouca luminosidade. Boa parte destas tarefas são complexas e gerenciadas melhor com hardware dedicado. Por exemplo, uma lente telefoto lidaria melhor com objetos distantes. E uma abertura maior de lente — ou processador mais potente (para lidar com algoritmo de inteligência artificial) — poderiam iluminar mais as cenas. Contudo, são soluções incompatíveis com o preço do aparelho.

De maneira geral, é um celular de R$ 1 mil competente para fotografias ao ar livre e de pessoas, sem preocupações com grandes níveis de ruídos ou cores lavadas. Isso desde que os cenários não apresentem grandes níveis de contraste, ou pouca luz natural.

Desta forma, a nota final do Galaxy A12 foi de 90 pontos. Ele não supera nenhum flagship moderno, mas se posiciona acima dos Galaxy A71 (88 pontos), A51 (87), e Motorola One Zoom (87). E isso custando bem menos que esses.

Fonte: DXOMARK

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