Embarques de smartphones da China aumentam 17% em abril

Por Rui Maciel | 12 de Maio de 2020 às 12h10

O envio de smartphones a partir de fábricas da China para revendedores aumentou 17% em abril de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12), pela Academia de Tecnologia da Informação e Comunicação da China (CAICT), uma think tank apoiada pelo governo chinês.

De acordo com a entidade, os fabricantes de smartphones enviaram 40,8 milhões de aparelhos em abril, ante 34,8 milhões de unidades em abril de 2019. No entanto, pela primeira vez em anos, a organização não revelou a porcentagem de dispositivos Android enviados, uma métrica chave que dá uma idea sobre quantos smartphones a Apple vendia na China mensalmente.

De qualquer forma, os números da CAICT sugerem uma recuperação doméstica precoce para empresas como a Apple e a Huawei. Além disso, eles indicam um possível retorno à normalidade na China para um mercado mais amplo de hardware para consumidores, após a epidemia da COVID-19, que o país asiático omo origem.

Loja da Apple na China: mercado local dá mostras de recuperação após crise da COVID-19 nos três primeiros meses de 2020

Consultorias de pesquisa como Canalys, IDC e Counterpoint Research vem acompanhando o setor de smartphones e relataram que, no primeiro trimestre, os embarques de dispositivos Apple na China caíram de forma considerável, com crescimento de apenas um dígito se comparado ao mesmo período do ano passado. Essa queda, claro, se deve em boa parte à crise do coronavírus, cujo ápice aconteceu nos primeiros três meses deste ano, paralisando ou diminuindo consideravelmente a produção de aparelhos nas fábricas locais.

Uma das maiores rivais da Apple, a Huawei conseguiu manter as remessas relativamente baixas no trimestre, enquanto players populares no mercado chinês, como OPPO, Vivo e Xiaomi suportaram o impacto do surto de coronavírus, com os volumes de remessas diminuindo em um ritmo menor, de acordo com os grupos de pesquisa.

A Apple e outras marcas que adotam o Android como sistema operacional não divulgam publicamente remessas regionais.

Fonte: Reuters  

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