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Celular resistente à água dura quanto tempo depois da garantia?

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Eric Mockaitis/Canaltech
Eric Mockaitis/Canaltech

A promessa de resistência à água se tornou um dos principais argumentos de venda dos smartphones modernos. Certificações como IP67 e IP68 estão cada vez mais presentes até em modelos intermediários, e passam a sensação de tranquilidade ao consumidor. Contudo, fica a questão: quanto tempo um celular resistente à água duraria depois da garantia?

No Brasil, a maioria das fabricantes oferece 12 meses de garantia legal, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Entender o que essa proteção cobre e principalmente o que ela não cobre é essencial para não criar falsas expectativas.

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O que a resistência à água realmente significa?

A certificação IP indica que o celular passou por testes laboratoriais controlados, simulando contato com água doce em condições específicas. No caso do IP68, por exemplo, o aparelho suporta submersão por um determinado tempo e profundidade definidos por um padrão global. Isso não significa que o dispositivo seja totalmente “à prova d’água” em qualquer situação.

Com o uso diário, fatores como quedas, pequenas batidas, calor excessivo e até o simples desgaste dos vedantes internos comprometem essa proteção. Mesmo durante o período de garantia, as marcas deixam claro que a resistência à água é uma camada extra de segurança, não uma licença para uso frequente em piscinas, chuveiros ou no mar.

O que muda após o fim da garantia brasileira?

Após o término da garantia brasileira, a resistência à água deixa de ter qualquer respaldo oficial da fabricante. Na prática, isso significa que, se o aparelho sofrer danos por líquido, o reparo será integralmente por conta do consumidor, independentemente da certificação IP estampada na ficha técnica.

É importante destacar que nenhuma marca no Brasil garante a manutenção da resistência à água ao longo do tempo. Mesmo dentro da garantia, danos causados por líquidos costumam ser classificados como mau uso, justamente porque não há como comprovar as condições em que o contato com a água ocorreu. Depois da garantia, o risco é ainda maior.

Quanto tempo um celular pode continuar resistente à água?

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Não existe um prazo exato. Em condições ideais, um celular pode manter algum nível de vedação por dois ou três anos, mas isso varia muito conforme o uso. Um aparelho que nunca caiu, não foi aberto para reparos e não ficou exposto a calor excessivo tende a preservar melhor sua resistência.

Por outro lado, basta uma queda mais forte ou um reparo fora da assistência autorizada para que a vedação seja comprometida de forma permanente. Após a garantia, não há revisões preventivas oferecidas pelas marcas para “renovar” a proteção contra água, o que torna qualquer contato líquido uma aposta arriscada.

O que dizem as marcas no Brasil sobre danos por água?

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Fabricantes como Samsung, Apple, Motorola e Xiaomi adotam postura semelhante no Brasil: a resistência à água é um recurso de proteção adicional, mas não cobre danos por líquidos na garantia. Sensores internos de umidade são usados para identificar contato com água, mesmo meses depois do ocorrido.

Ou seja, mesmo que o celular ainda funcione normalmente após um mergulho acidental, a oxidação interna pode aparecer com o tempo. Depois da garantia, qualquer falha relacionada a isso será tratada como desgaste natural ou mau uso.

Sendo assim, podemos resumir que toda resistência à água deve ser interpretada com cautela. Ela ajuda a evitar acidentes pontuais, como respingos ou chuva leve, mas não deve ser vista como um recurso permanente. Após o fim da garantia, o ideal é considerar que o celular não é mais resistente de forma confiável.

A melhor estratégia é tratar a certificação IP como um seguro emergencial e não como uma característica eterna. Assim, é possível evitar prejuízos e prolongar a vida útil do aparelho, mesmo anos depois da compra.

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