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Celular intermediário dura quanto tempo antes de travar? Nós calculamos

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Eric Mockaitis/Canaltech
Eric Mockaitis/Canaltech

Em um mercado de smartphones já consolidado, a durabilidade dos modelos passa a ser ainda mais importante. Atualmente, é possível esperar que mesmo os aparelhos distantes do segmento top de linha durem por muitos anos antes de apresentar defeitos que comprometem a experiência. 

Não é diferente no caso do segmento intermediário, que reúne alguns dos aparelhos mais vendidos do planeta, por terem as melhores relações de custo/benefício. 

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Pesquisas do portal SellCell indicam que 61% dos usuários de Android levam entre dois e três anos para trocar de aparelho, o que pode ser considerado como uma média razoável para smartphones intermediários. No entanto, esse prazo pode se estender dependendo do caso. 

A pesquisa não especifica que as pessoas estariam trocando de aparelho por causa de travamentos, mas é possível que esse seja o caso em grande parte dos registros. Por isso, o prazo pode basear as expectativas em relação a quanto o smartphone vai durar antes de começar a apresentar lentidão. 

Entretanto, a longevidade de um smartphone depende não apenas de seus componentes internos, mas também de hábitos saudáveis ao longo dos meses. 

Prova disso é que, segundo a mesma pesquisa, outros 29% dos consumidores alongam o período de uso para mais de três anos. Além disso, tendências históricas apontam que este tempo de permanência com o mesmo dispositivo está em crescimento.

Esse fenômeno pode ser explicado pela ausência de grandes inovações tecnológicas em novos lançamentos, que motiva a retenção dos aparelhos por mais tempo. 

Além disso, mesmo os modelos intermediários atuais já apresentam suficiência de processamento para vários anos de uso tradicional (redes sociais, navegação na internet e afins).  

De olho nas atualizações 

O suporte para atualizações de sistema pode ser considerado um ótimo indicador da vida útil esperada de um celular. Afinal, o encerramento do envio de novas versões torna o dispositivo desatualizado e sujeito a ataques de segurança em aplicativos sensíveis.

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A Samsung, por exemplo, oferece sete anos ou mais de atualizações para seus modelos topo de linha. Já os intermediários da marca têm um período de seis anos.

Outras fabricantes trabalham com políticas distintas, embora tenham aumentado o suporte nos últimos anos. Os iPhones costumam ter a maior longevidade do setor, com novas versões do sistema iOS mesmo para opções mais antigas.

No entanto, mesmo após o fim das atualizações, os aparelhos permanecem utilizáveis enquanto os componentes internos suportarem a demanda dos aplicativos atualizados. 

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Bateria pode ser gargalo

Além da questão das atualizações, a durabilidade da bateria é considerada um dos principais gargalos para o uso prolongado de smartphones. Afinal, o componente sofre estresse contínuo devido aos ciclos diários de carga.

De acordo com um estudo publicado em 2021 na National Library of Medicine, baterias usadas em smartphones lançados em 2019 suportam, em média, mais de 850 ciclos completos de carga/descarga antes que sua capacidade caísse abaixo de 80%.

Isso se traduz em uma vida útil de dois a três anos para a bateria sob intensidade média de uso. Sinais de desgaste incluem descarregamento rápido, desligamentos inesperados, superaquecimento e carregamento lento.

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Em alguns casos, a degradação da bateria não representa o fim de um smartphone, já que a  substituição é possível. Contudo, o custo do serviço pode se aproximar do preço de um aparelho novo, dependendo do modelo.

Outros fatores determinantes

O cuidado com o celular é essencial para que ele dure bastante tempo. Danos físicos causados por quedas e rachaduras podem gerar problemas internos progressivos em sensores e conexões essenciais. 

Além disso, celulares com processadores antigos e RAM inferior a 4 ou 6 GB também estão sujeitos a um envelhecimento acelerado. 

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Já o uso intensivo para jogos pode reduzir a vida útil para um intervalo entre 1,5 e 2,5 anos devido ao estresse térmico. Também é necessário evitar a exposição a temperaturas extremas, como sol direto ou frio intenso, que degrada a química da bateria. 

Estratégias para extensão da vida útil

A gestão de carga é recomendada para maximizar o investimento, mantendo a bateria entre 20% e 80%, e sem manter o celular em 100% por longos períodos ou zerar a carga totalmente. 

É o que afirma Patrício Rodolfo Impinnisi, professor no Departamento de Engenharia Elétrica da UFPR:

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“Estudos já mostraram há muito tempo, mais de uma década, que quando você não carrega totalmente e não descarrega totalmente, a bateria pode duplicar ou triplicar sua vida útil”.

Outras dicas incluem:

  • Usar capas resistentes e películas de tela para a proteção física contra impactos; 
  • Reiniciar o aparelho semanalmente ajuda a limpar a memória do sistema. Diversos modelos já possuem função para fazer isso automaticamente durante a madrugada;
  • Excluir aplicativos não utilizados que operam em segundo plano: manter entre 10% e 15% de armazenamento livre evita episódios de lentidão no sistema operacional;
  • Limpar portas de carregamento com frequência, mas apenas com ar comprimido ou outras ferramentas adequadas.

Para celulares intermediários que eventualmente já estejam mais perto do fim do ciclo de vida, é preciso avaliar a decisão entre consertar ou trocar o aparelho. 

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Em geral, o reparo é indicado para casos de bateria apenas gasta (e não danificada), tela trincada em modelos potentes ou danos na porta de carga.

Por outro lado, a substituição é recomendada quando o smartphone não recebe mais atualizações de segurança. A troca também é viável em situações de lentidão extrema ou quando o custo do conserto se aproxima do valor de um modelo novo.