Atraso no iPhone 12 foi benéfico para a Apple, indica estudo

Atraso no iPhone 12 foi benéfico para a Apple, indica estudo

Por Felipe Junqueira | Editado por Douglas Ciriaco | 01 de Março de 2021 às 15h10
Daniel Romero/Unsplash

Depois de lançar o iPhone no mês de setembro por muitos anos, a Apple atrasou o anúncio do iPhone 12, que aconteceu em outubro de 2020. Mas o ano passado foi muito atípico em praticamente todos os sentidos por conta principalmente da pandemia de COVID-19, e a mudança pode ter sido benéfica à Maçã.

A empresa de análise de mercado Counterpoint Research divulgou os resultados do mercado europeu de celulares para 2020 e indicou que, apesar da queda no geral, a Apple conseguiu bons resultados. O número de vendas na Europa caiu 14% no ano em relação a 2019, enquanto a Maçã teve apenas 1% de redução na região e ainda ultrapassou a Samsung no último trimestre ao abocanhar 30% da fatia de mercado, contra 29% da sul-coreana no continente. A isso, juntaram-se as quedas de 4% e 12% nos três meses derradeiros do ano.

“A Apple pode ter caído um pouco em 2020, mas esta não é toda a história. A decisão de adiar o lançamento do iPhone 12 parece ter compensado por duas razões”, explicou Jan Stryjak, diretor associado da Counterpoint Research. O primeiro ponto é que tanto o iPhone 11 quanto o iPhone SE venderam bem durante um período de tempo maior, e o segundo é que o atraso construiu uma demanda maior pelo iPhone 12, que vendeu “espetacularmente bem quando saiu em outubro”.

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“O iPhone 12 foi o lançamento mais bem sucedido da Apple até hoje, e levou a empresa a um recorde de 30% da fatia de mercado no quarto trimestre de 2020”, concluiu Stryjak. Considerando o ano inteiro, a Apple ficou com 22% do total de vendas de celulares na Europa, um aumento de três pontos percentuais em relação a 2019.

Outros destaques

Verndas de celulares no mercado europeu em 2020 (Imagem: Reprodução/Counterpoin Research)

A empresa de análise fez um resumo do desempenho das principais fabricantes de celulares no território europeu, citando ainda as chinesas Xiaomi, Oppo e Realme entre as que tiveram um bom 2020, enquanto Samsung e Huawei tiveram “um ano para esquecer”.

A Xiaomi teve “a história de maior sucesso na Europa em 2020”, ultrapassando a Huawei como maior chinesa do mercado. A Espanha é o país que mais compra dispositivos da marca no continente, e a Counterpoint aponta mercados “premium”, como Alemanha, França e Reino Unido, como desafios para a companhia expandir sua presença em 2021.

A Oppo se destacou pela parceria forte com algumas das principais operadoras da região, enquanto a Realme teve o crescimento mais acelerado na Europa em 2020, aumentando em cerca de 10 vezes sua presença no continente.

Entre as empresas que não tiveram um bom ano na Europa, a Samsung até tem um lado positivo: um pequeno aumento na fatia de mercado, que foi de 31% para 32%. Mas isso se deve muito mais ao declínio menor nas vendas comparado à maior parte das concorrentes.

A Huawei, que chegou a ocupar a segunda posição no mercado de celulares da Europa em maio, é provavelmente a empresa que mais tem a lamentar o ano de 2020. O embargo imposto pela administração Donald Trump ao comércio da chinesa com empresas dos EUA atrapalhou todos os planos, e a companhia caiu de 15% em janeiro para apenas 5% de fatia do mercado europeu, “e não há razão para acreditar que isso vá mudar em 2021”, apontou Stryjak.

Fonte: Counterpoint Research

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